Não, Simon. As agências não são lentas e caras

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Não, Simon. As agências não são lentas e caras

É possível emular a relação entre cliente e agência que criou o valor de marcas como Itaú, Havaianas e Skol?


24 de maio de 2017 - 9h00

Na edição anterior de Meio & Mensagem (no 1760, de 15 de maio), você mesmo diz em sua entrevista (“Agências são caras e lentas”, Simon Martin, fundador da rede de in-houses Oliver) que já trabalhou com agências incríveis… Mas o título não foi retirado dessa parte. Aproveitamos então a oportunidade para levar mais alguns temas à reflexão.

Quanto custou para a Pepsi a campanha estrelada pela modelo Kendall Jenner? Será que custou menos do que se tivesse sido feita por uma agência de publicidade tradicional, uma vez que foi totalmente desenvolvida in-house? Ou será que foi uma das campanhas mais caras da história da empresa, dada a repercussão negativa no âmbito global que ela teve?

Claro que um post feito dentro do anunciante pode ser mais barato. Mas será que é possível emular a relação entre cliente e agência que criou o valor de marcas como Itaú, Havaianas e Skol, por exemplo? Acreditamos que não. Ainda mais quando o objetivo principal da  in-house  seja reduzir custos.

A narrativa crítica à eficiência das agências vem de vários lados: consultorias, in-houses e das grandes empresas de tecnologia. E o que todas têm em comum? Fácil: têm como objetivo avançar sobre o mercado das agências e tratar a gestão de marcas e geração de valor como uma commodity, algo que as favorece. Porém, aqui valem muitas questões. Em especial uma: quantas marcas foram construídas por uma consultoria, uma agência in-house ou por uma empresa de tecnologia? Talvez você tenha alguns bons exemplos Simon, divida com a gente por favor.

E não estamos aqui para dizer que o modelo das agências seja definitivo, pelo contrário. Nada é definitivo. Claro que tudo tem de evoluir. E a evolução do trabalho das agências de publicidade no Brasil foi sempre tão grande e contínuo, que é um dos mais reconhecidos e premiados em todo o mundo. Em poucas atividades mercadológicas o Brasil é tão reconhecido mundialmente como a publicidade. Nosso modelo precisa estar em constante revisão, assim como todos os modelos de negócios estão, em todos os mercados. Mas não dá para ouvir tanta gente dizer que  reinventou a roda, sem questionar essa narrativa.

Dizer que as agências são lentas e caras são argumentos de venda de empresas de outras áreas com enormes conflitos de interesses. Dizer que agências são gestoras de marcas e geradoras de negócios com retorno invejável são fatos.

Sim, a propaganda é a alma do negócio. E sim, o papel das agências é muito claro: ele sempre foi e continuará sendo, principalmente, comercializar ideias criativas para auxiliar as marcas a venderem mais. As agências têm papel fundamental na construção de marca e, consequentemente, de valor. Sem as agências as marcas não conseguirão criar esse valor. Afinal, para uma marca ser lembrada ela precisa ser vista, entendida, conhecida, percebida, relevante, etc.

E o negócio de fazer marcas atingirem esses objetivos é o core business das agências. Empresas têm os mais diversos core business e, quanto mais dedicadas a eles, melhores e mais eficientes serão. Assim como a dedicação de uma agência de comunicação que é focada em produzir comunicação cada vez melhor e mais eficiente. Quanto tudo isso vale, Simon? Se quiser saber, nos procure. Estamos à disposição e temos muito para te falar e mostrar.

Nesse assunto, que é o nosso foco, temos muito mais a dizer que consultorias, in-houses ou empresas de tecnologia. Pode acreditar, Simon.

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