Como criar um storytelling efetivo

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Como criar um storytelling efetivo

Veja cinco dicas sobre como produzir histórias para marcas que chamem a atenção, conquistem o espectador e tragam resultados


17 de julho de 2017 - 11h14

Boas histórias chamam a atenção mesmo em meio a posts rápidos e timelines efêmeras. Para criar esses conteúdos, sejam eles comerciais, institucionais, ou até mesmo para canais como o YouTube, que despertem a curiosidade e conquistem o espectador, o storytelling é a melhor técnica. Mas como utilizá-lo de maneira efetiva e de forma a trazer resultados?

Foto: Reprodução

1. Briefing:

Primeiro é preciso definir qual é a mensagem que será transmitida, o que você quer despertar no seu espectador e quem será esse espectador. Você pode até criar uma ficção, fatos que não aconteceram, mas é importante transmitir a verdade. Qual mensagem genuína, valores que a marca traz que posso colocar na narrativa? A partir disso, você define se vai contar uma história de ficção ou um documentário e busca referências do estilo escolhido, coisas que você gosta e que te inspiram que possam contribuir com elementos para o seu filme. Por fim, é muito importante traçar uma estratégia para definir aonde a história será contada e em que contexto você vai apresentá-la ao seu público, de modo que se evite divulgar esse conteúdo num momento em que ele não irá notá-la.

2. Linguagem:

Defina qual será o tom do filme. Você quer despertar risada ou fazer as pessoas chorarem? A linguagem é a chave que vai abrir a fechadura do espectador, por isso é preciso usar aquela com a qual o seu público está familiarizado. O jovem está aberto a videoclipe, ação, elementos exagerados de comédia. Já um público de mais idade prefere uma estrutura mais clássica, com linearidade. Então escolha elementos que conversem com o repertório do público selecionado e tenha domínio da linguagem escolhida. Não adianta querer criar uma comédia se você não tem o timing dentro de você. Neste caso, estude aquela linguagem, se aproprie dela, entenda seus elementos, estruturas e arquétipos para que possa dominá-la para convencer o público.

3. Escrita:

Quando estiver completamente munido de informações e conteúdos sobre o que deseja contar, escreva. Deixe a criatividade rolar solta e coloque no papel todas as ideias que lhe vierem à mente, sem julgamentos. Faça várias sinopses sem se apegar a nenhuma. Crie 20 rascunhos e só depois comece a ver quais ideias podem se tornar boas histórias, descartando o que não for bom o suficiente. Depois, selecione as melhores sinopses e pergunte-se ao passar por cada uma delas: porque essa história precisa ser contada? Quando a resposta for óbvia, é porque você encontrou sua história. Ai é só partir para o roteiro.

4. Emoção:

Uma história muito boa segue uma curva de emoções e conduz o espectador por meio das ações dos personagens. Quem assiste tem que viver uma montanha-russa de sensações dentro de si, amando, odiando e torcendo pelo protagonista. Ele não precisa ser um herói, mas tem que despertar a empatia do público. Walter White é o vilão de Breaking Bad, mas ele faz tudo pela sua família e, assim, o espectador se vê na pele dele, compreende suas ações. Sem empatia pelo protagonista, nem a melhor história pode funcionar. Além disso, toda narrativa deve dar aos protagonistas uma transformação: pode ser um aprendizado, uma conquista ou uma mudança no estado de emoção dele. Se a história não transformar o personagem, não é história.

5. Defesa:

Para contar uma boa história, você precisa estar confiante para convencer, além do público, quem está te contratando para criar aquele conteúdo. Tenha clareza para defender a sua ideia e embasar cada linha do que está escrevendo. Muitas histórias morrem não por falta de inspiração do criador, mas por ele não conseguir expressar sua intenção aos agentes envolvidos no processo.

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