SEO em 2020

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10 de outubro de 2017 - 15h05

No Inbound, evento promovido em setembro, em Boston, nos Estados Unidos, pela Hubspot sobre o universo de marketing e vendas, todas tendências mais high tech e bacanas do momento foram assunto: bots, inteligência artificial (AI), machine learning, personalização, Account Based Marketing (ABM) e a revolução do SEO. O grande número de palestras sobre vendas despertou-me atenção. A separação das funções de marketing e vendas estão cada vez menos relevantes e, muitas das tecnologias que vemos, fazem com que o processo esteja mais integrado do que nunca, ficando difícil definir onde uma função acaba e a outra começa.

Três grandes tendências chamaram a atenção: o uso de bots ao longo da jornada do cliente, o uso plataformas de mensagem 24×7 e a revolução do SEO. Escolhi a revolução do SEO para aprofundar neste artigo, pois mudará muito a forma de pensarmos a estratégia já implementada por muitas empresas.

A mudança no SEO será radical. Hoje quando fala-se de search, as estratégias de resultados orgânico e pago são onde às agências estão focadas. Mas, não podemos ignorar que a página de resultados do Google, chamada pelos marketeiros de SERP (Search Results Page), já mudou e mudará mais. Hoje, além dos anúncios e do resultado orgânico, já existem mais 14 outros tipo de resultados que aparecem na SERP, entre eles tempo, mapas, vídeos, imagens, notícias, dicionário, perguntas e respostas, apps, conversões, traduções entre outras. Você já tinha notado isso? Sabe o que fazer para rankear bem além do tradicional PPC e SEO?

E é aí que entra também a evolução da ferramenta de busca, que atualmente já é uma ferramenta de descoberta, e evoluirá para o conceito de ferramenta de recomendação, incorporarando os conceitos de contextualização e  “sensing”. A SERP em 2020 vai trazer resultados relacionados à situação que a pessoa está e não só o que ela procura. A contextualização já vemos de forma básica em resultados de busca como por exemplo: “restaurantes italianos perto de mim” – no qual o Google já consegue apontar quais estão mais próximos de você por meio da geolocalização. Já o “sensing”, tecnologia ainda em desenvolvimento, fará, na prática, com que o Google já reconheça sua vontade de comer – recomendando pedir seu prato favorito em um dos seus restaurantes prediletos. Meio sinistro, né?

A inteligência artificial em SERP já está no ar desde 2015 por meio do RankBrain do Google. O RankBrain avalia além  do clique, como está o engajamento do cliente com sua página no pós-clique. A relevância não basta mais para ser um match de palavras-chaves, mas também se aquele match resolveu o problema de seu cliente ou não. O Google reportou que o resultado do RankBrain já é o terceiro fator de influência no rankeamento das páginas.

Outras tendências que mudará drasticamente o SEO como fazemos hoje são as buscas por voz, que já contabilizam 20% das buscas e, espera-se que em 2020, seja por volta de 50%. Buscar por voz é três vezes mais rápido para o usuário, ao invés do meio escrito e as pessoas gostam dessa facilidade. A busca por voz, de forma geral, é positiva, pois traz um pouco mais de detalhe sobre o que a pessoa está procurando com mais detalhe sobre a intenção da busca. A busca por voz, feitas por meio de plataformas como a Siri, da Apple, e Alexa, da Amazon, deve aumentar rapidamente, e é importante lembrar que outros sites de buscas, além do Google devem ser trabalhados. A Alexa, por exemplo, faz suas buscas no Bing e não no Google, já a Siri acabou de mudar para o Google, mas até então também estava usando o Bing.

Está tudo perdido? Não. Mesmo com tantas mudanças, um trabalho de SEO bem feito e constante, fará com que as empresas estejam bem posicionadas. Mas não pode se acomodar.

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