Vire a chave, o mundo é all-line

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Vire a chave, o mundo é all-line

Quando escuto alguém falar de meio online e off-line, como se fossem duas coisas distintas, volto o pensamento ao século passado quando ainda havia separação entre below the line e above the line


7 de dezembro de 2017 - 11h37

Quando escuto alguém falar de meio online e off-line, como se fossem duas coisas distintas, volto o pensamento ao século passado quando ainda havia separação entre below the line e above the line. Existe algo mais fora de uso do que essas duas expressões? Pergunte a algum jovem executivo de marketing se esses termos fazem sentido nos dias atuais, acho que nem saberão ao que você se refere. O mesmo processo acontece hoje com o on e off-line. Vire a chave urgentemente, o mundo hoje é all-line, queira você ou não.

Vivemos a era da cultura multitela em que a complementaridade dos meios se tornou essencial para um bom plano de mídia. O céu é o limite quando a comunicação passa a ser pensada de forma dinâmica e interativa. E as marcas têm que se conectar com a vida, com o dia a dia das pessoas, caso contrário se tornarão irrelevantes. As ações de comunicação precisam estabelecer sinergia com os consumidores e para isso não devem separar os meios.

As pessoas estão nas ruas, com seus celulares nas mãos, assistem televisão, ouvem rádio, leem jornais e assinam serviços de streaming para filmes e músicas. Os consumidores estão ligados a tudo. E quando são impactados por uma marca em uma determinada mídia, logo são submetidos a uma experiência, que as direciona a outra mídia e por aí vai. Está tudo integrado, junto, misturado e nunca esteve tudo correndo tão bem.

O segmento de out of home, considerado um dos maiores geradores de tráfego para o ambiente online, aumenta cada vez mais sua participação nos investimentos publicitários. O OOH se reinventou para acompanhar as constantes transformações. O setor foi pioneiro em muitas questões. Assumimos papel determinante para que a integração da propaganda entre online e off-line acontecesse na prática e hoje temos exemplos de campanhas de OOH e mobile direcionadas a mesma audiência, por meio do retargeting.

As novas tecnologias estão permitindo que as mídias evoluam com muita rapidez e algumas delas já perceberam que quando estão juntas conseguem proporcionar a melhor relação entre alcance e frequência, além de novas possibilidades de ampliar o impacto com precisão no público-alvo. Diante desse cenário e de tantas novidades, como podemos admitir questionamentos do tipo: “Isso é com agência off-line!”, “Já isso é demanda do online!”.

A tendência é aproveitar cada vez mais eventos da vida real e os diferentes estados de espírito das pessoas durante uma mesma jornada diária para causar a melhor conexão e identificação possível com a sua marca. Não vejo outra forma de atingir esse objetivo senão integrando meios e apresentando ao mercado recursos inéditos capazes de renovar as oportunidades publicitárias. Somente dessa forma iremos contribuir para agências e anunciantes pensarem cada vez mais em campanhas multiplataformas.

Já o cliente não deve mais notar a diferença de experiências de contato com a marca. Afinal, para ele tudo continuará igual independentemente do canal ou meio de comunicação. Cabe a nós, agências e anunciantes, desenvolver uma mensagem relevante, capaz de envolver, engajar e entreter a audiência. Isso é o que importa.

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