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Sua marca também precisa pensar nas três peneiras

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Sua marca também precisa pensar nas três peneiras

A velha propaganda já não funciona, é preciso conversar e contextualizar os produtos e causas da marca com o que está “passando” na timeline


8 de fevereiro de 2018 - 17h55

Créditos: Panasevich-iStock

O universo das marcas está cada vez mais engajado. Muitas empresas buscam dialogar com o internauta. Atitude correta, pois, afinal, se você não entra na conversa do ambiente digital, parece que sua empresa é um tanto quanto esquizofrênica.

A velha propaganda já não funciona, é preciso conversar e contextualizar os produtos e causas da marca com o que está “passando” na timeline. Mas qual o critério? Uma marca de sabão, por exemplo, pode falar sobre brincadeiras de meninas ou meninos? Como saber se a causa de um determinado público é a causa do meu produto? Sua empresa precisa “lacrar” a qualquer custo?

Não é fácil responder isso. Afinal, depende da empresa. Um exemplo? Você pode usar um American Express ou um Nubank no mesmo estabelecimento. Pagar da mesma forma. Mas cada marca dessas possui uma postura, um discurso. E é preciso que você defina o da sua empresa (ou do seu cliente).

Uma boa maneira de definir o que você quer falar é fazer um planejamento de discurso. Decidir se o seu produto ou marca deve entrar em certos assuntos. Se bater a dúvida, você pode adaptar a parábola das três peneiras.

Se você nunca ouviu falar, ela diz mais ou menos o seguinte: um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar algo sobre alguém. Antes de o rapaz começar a falar, Sócrates questionou três pontos: a veracidade da informação, se a informação era edificante/boa e se era realmente necessário contar aquilo.

Tal pensamento pode, muito bem, ser aplicado ao discurso de uma marca. Principalmente em tempos de mídias sociais.

É preciso verificar se a informação propagada é verídica. Seu produto é carne vermelha, por exemplo, e você quer divulgar uma pesquisa que diz: “Carne vermelha ajuda a prevenir o câncer”. Será mesmo? Quem fez a pesquisa? É um instituto confiável?

O segundo ponto, se a informação é boa, pode ser subjetivo. Exemplo: sua marca quer entrar na política e escolher um lado. Será a melhor estratégia para a empresa? Será que sua imagem não vai ficar arranhada com o outro lado?

Por fim, e talvez mais importante, é a necessidade de publicação. Sua marca realmente precisa falar sobre aquilo?

Se sua empresa possui um planejamento de discurso bem construído, você não terá dificuldades em responder tais questões. Do contrário, pense duas vezes antes de abraçar causas.

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