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Novas ferramentas são decisivas na guerra por views no YouTube

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14 de março de 2018 - 14h19

Créditos: pressureUA/iStock

Muito tem se noticiado sobre o YouTube Studio, uma evolução do antigo Creator Studio do YouTube, local da plataforma responsável por exibir os resultados numéricos dos conteúdos postados. Entre as suas novidades está um layout mais claro e intuitivo. E é só isso mesmo. O YouTube Studio é uma tecnologia nova que possui muitas limitações técnicas e funcionais quando comparado com o poderoso Creator Studio.

Além disso, o YouTube também disponibilizou três novas métricas, que não chamaram muita atenção a princípio, presentes tanto no YouTube Studio quanto no Creator Studio (ufa, ainda bem), que são: visualizações únicas, impressões de thumbnails e taxa de clique nas thumbnails.

Durante muito tempo, o YouTube foi alvo de reclamações sistêmicas dos criadores (YouTubers) por conta da falta de transparência da plataforma na maneira com que o conteúdo era distribuído. Pouco se sabia como os vídeos iam parar em destaque no feed do YouTube, ou mesmo se o conteúdo era realmente distribuído. Bem, boa parte dessas reclamações têm os dias contados. O lançamento dessas três novas métricas fazem parte de um marco de uma relação mais transparente do YouTube com os criadores de conteúdo e, principalmente, uma nova fase, na qual os dados serão cruciais para otimizar a performance do canal na plataforma.

É bem difícil dizer qual dessas três métricas é a mais importante de ser analisada. Cada uma possui sua própria característica e estratifica insights únicos. As impressões de thumbnail (foto do vídeo) joga no chão qualquer dúvida se o conteúdo está sendo distribuído ou não. Com essa nova métrica, é possível ver o comportamento de distribuição do seu vídeo na plataforma, principalmente ao longo do tempo. Agora será possível fazer cruzamentos com outras métricas e entender como a performance dos seus últimos vídeos publicados interferem nos resultados de impressão dos seus conteúdos futuros.

A taxa de impressão de thumbnails, que deriva da impressão de thumbnails e dos cliques, mostra informações muito valiosas. A primeira é que o comportamento do clique humano independe do tempo. Desconsiderando alguns outliers e fazendo uma simples regressão, é possível ver que a taxa média de crescimento/redução é zero, ou seja não existe uma dependência temporal. Utilizando uma amostragem com poucos vídeos, é possível chegar a essa conclusão visualmente:


Ou seja, se uma thumbnail é boa, ela sempre será boa, e se for ruim, ela sempre será ruim, independentemente de quando ela for impressa. Com a exclusão temporal nessa variável é possível ter dois tipos de informações. A primeira é se as suas thumbnails são chamativas e se estão funcionando, e a segunda, tão importante quanto, é medir a consistência delas dentro de uma identidade visual definida. Resumindo, agora é possível fazer testes efetivos, baseados em dados, para entender o melhor funcionamento das thumbs e sair de uma vez por todas do achismo do porque o vídeo não teve visualizações.

E por fim, as visualizações únicas. Essa métrica consegue passar informações valiosíssimas e, associadas com outras variáveis, dá um cheirinho de como o algoritmo move a plataforma. Agora será possível entender a frequência de consumo de um usuário, ou seja, entender quantos vídeos ele consome após o outro. Com isso, conseguimos ter um início de visibilidade do Session Time, uma das métricas mais importantes na constituição de um canal no YouTube. Também será possível medir a taxa de permanência da sua base de inscritos no seu canal ao longo do ano, entendendo se existe uma desistência, renovação ou crescimento da base engajada de fãs.

Mais do que nunca, a era dos dados está tomando conta do nosso dia a dia, e agora ela entrou de vez no mundo do YouTube. Assim, é possível afirmar que os criadores que estiverem de olho nos números e, principalmente, os que cruzarem as métricas certas com a amostragem correta, estarão um passo à frente na guerra pelos views e inscritos dentro do YouTube.

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