Caçando o futuro

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17 de maio de 2018 - 11h50

Crédito: 3alexd/iStock

Nas minhas andanças e conversas com amigos do mercado, sejam agências, produtoras, time de marketing de marcas e até veículos, eu ouço praticamente sempre a sentença que o “Branded Content” é o futuro do negócio.

Quem me conhece sabe que eu sou um cara do presente. Eu vivo o hoje, não sou muito de especular, de ficar falando de futuro. Por isso, toda vez que ouço essa constatação, eu fico incomodado. Nessa indústria, eu acho que um dos nossos principais papéis é o de “caçar” o futuro. Precisamos urgentemente trazer esse tal de futuro para o presente.

Digo isso, porque a transformação do comportamento do consumidor é um fato e as marcas precisam fazer parte desse movimento. As marcas sempre criaram cultura através da propaganda. Foram tantas campanhas memoráveis que entraram na pauta da mesa de bar, do almoço de domingo, que essa evolução de formato / linguagem parece ser realmente uma grande oportunidade.

Por que não é urgente? Por que essa ainda não é uma prioridade?

Essas são as perguntas que eu geralmente faço para agências e para os responsáveis pelas marcas.

As respostas variam um pouco, mas existe um senso comum entre praticamente todas as pessoas que andei conversando de um ano para cá:

“O budget das marcas já está muito comprometido com projetos e ações ligados diretamente a resultados e KPI’s.”

O comitê executivo das empresas, que muitas vezes achata as verbas de marketing, confundindo custo com investimento, acaba fazendo uma pressão desmedida por resultados diretos – que na maioria dos casos acaba dando ao trabalho do marketing um aspecto mais tático.

Para a gente caçar o futuro, há que se abrir espaço para as marcas respirarem um ar mais puro, de inovação, de novas possibilidades. Há que se errar e aprender, antes de acertar. É claro que os KPI’s são importantes e eles farão parte dessa nova forma de criar conteúdos para as marcas, conforme haja uma evolução, um aprendizado.

A indústria de entretenimento também parte de objetivos claros, de conexão com a audiência – o que já ajuda muito a endereçar os desafios das marcas. O importante é que o desenvolvimento seja feito em conjunto, praticamente trazendo para a prática um desejo muito presente nessas conversas com os gestores de marcas: a cocriação.

Mas esse já é assunto para um outro texto.

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