A nova era do sampling

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A nova era do sampling

Amostras grátis são o quarto maior influenciador para a compra de produtos, ficando atrás apenas de experiências anteriores, recomendações e preço


5 de julho de 2018 - 10h16

Crédito: PeopleImages/iStock

Tão associado ao ponto físico, o sampling — ou a popular amostra grátis — se reinventou no meio digital. O novo modelo usa a internet como base para identificar e se relacionar com potenciais consumidores, em um processo mais barato e eficiente. O foco do novo sampling continua a ser o mesmo: propiciar a experimentação do produto. Porém, criando estratégias conectadas com o perfil e a necessidade dos consumidores, contribuindo para a experimentação de determinado produto e que futuramente venha considerar no momento da compra.

Esse novo modelo tem início com a definição do target. As marcas traçam o perfil do consumidor com faixa etária, sexo, ticket médio de compra, locais e áreas geográficas, tudo selecionado conforme as características propostas pela marca e baseado em dados. Depois de ter definido o público alvo a ser atingindo, inicia-se a implementação de uma campanha totalmente customizada para os consumidores. Sempre levando mensagem no canal — e-mail marketing, redes sociais, sites, plataformas de vídeo etc. — mais adequado para cada target.

De forma geral, são veiculados anúncios em redes sociais e no site da marca oferecendo a experimentação gratuita. Os interessados então realizam um cadastro, fornecendo dados básicos e seu endereço. O produto então é entregue algum tempo depois na residência do consumidor.

Ou seja, nada de quiosques, recepcionistas e contar com o acaso da movimentação das lojas físicas (cada vez mais impactadas pelo e-commerce). É um salto direto marca-consumidor-alvo e de forma mais precisa e personalizada. Você poderia me perguntar então: e o feedback do consumidor? Como sei se minha amostra se converteu em uma venda?

Aí é que reside a beleza desse modelo. Na grande maioria das vezes, o impacto do envio da amostra é tão positivo que o internauta acessa as redes da marca, agradecendo e atestando a qualidade do produto. Não raro, o consumidor, de livre e espontânea vontade, cria conteúdo sobre a experimentação do produto, compartilhando em seu blog e demais redes sociais.

No caso da identificação de vendas, temos três situações principais: o encaminhamento a pontos de venda próximos, a concessão de descontos, seja em varejistas físicos ou online, e a venda direta. Pela nossa experiência, a taxa de conversão é bastante elevada e com custo consideravelmente menor em comparação a outras iniciativas de comunicação/relacionamento.

Na mesma direção, uma pesquisa realizada pela consultoria britânica Euromonitor, em 16 países, incluindo o Brasil, apontou que as amostras grátis são o quarto maior influenciador para a compra de produtos, ficando atrás apenas de experiências anteriores, recomendações e preço.

Essa influência tem uma motivação simples. Com a experiência prévia, o consumidor chega à gôndola (real ou virtual) com sua decisão de compra já tomada, ou seja, pula a fase de consideração de outras marcas. O sampling digital, além de ativar consumidores já engajados, pode “recuperar” algum consumidor que, eventualmente, tenha se afastado da marca.

O sampling funciona muito bem também para promover o lançamento de novos produtos, de forma a promover uma primeira experimentação rapidamente. Alcançada a satisfação do cliente, é estabelecido um novo relacionamento que tem tudo para ser mantido e até ampliado. Atualmente, com os avanços tecnológicos, temos a possibilidade de, inclusive, manter um cuidado quase pessoal com parcelas do público.

Logo, o sampling digital é uma ferramenta que combina o melhor de cada mundo: a identificação quase pessoal do consumidor e a possibilidade de feedback do ambiente digital, com a experimentação e o incentivo de compra do mundo real, sendo uma das primeiras abordagens, de fato, “figital”, ou seja, que integra plenamente os dois mundos.

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