Avianca comenta ocorrido com Miriam Leitão

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Avianca comenta ocorrido com Miriam Leitão

Em comunicado, companhia aérea afirma que foi solicitada a presença da Polícia Federal para “evitar tumulto a bordo”

Luiz Gustavo Pacete
13 de junho de 2017 - 15h29

O relato da jornalista Miriam Leitão em sua coluna do jornal O Globo, desta terça-feira, 13, levou a companhia aérea Avianca a se pronunciar sobre o ocorrido. Miriam relatou que foi alvo de violências verbais no sábado, 3, no voo 6327 de Brasília para o Rio de Janeiro. “Foram duas horas de gritos, xingamentos e palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo”, escreveu a jornalista reforçando que os insultos tiveram origem em um grupo de delegados do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em um trecho da coluna, Miriam citou diretamente a Avianca e a forma como os tripulantes lidaram com o caso. Ao ser convidada pelo comandante a se sentar na frente, Miriam se negou e afirmou que não recebeu nenhum tipo de explicação da empresa. Ela também escreve que não houve uma tentativa do comandante de acalmar os ânimos dentro da aeronave.

Em nota enviada ao Meio & Mensagem, a Avianca Brasil comunica que “repudia veementemente qualquer ação que viole os direitos dos cidadãos”. A empresa também esclarece que a presença da Polícia Federal foi solicitada na aeronave após a tripulação detectar um tumulto a bordo que “poderia atentar à segurança operacional e à integridade dos passageiros.” Ainda de acordo com a empresa, “o procedimento objetivo seguido pelo comandante, no estrito cumprimento de suas funções, seguiu a praxe do setor para esses casos”.

Em nota assinada pela senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, o PT “lamenta o constrangimento sofrido pela jornalista Miriam Leitão no voo entre Brasília e o Rio de Janeiro no último dia 3 de junho, conforme relatado por ela em sua coluna de hoje. Orientamos nossa militância a não realizar manifestações políticas em locais impróprios e a não agredir qualquer pessoa por suas posições políticas, ideológicas ou por qualquer outro motivo, como confundi-las com empresas para as quais trabalhem. Entendemos que esse comportamento não agrega nada ao debate democrático. Destacamos ainda que muitos integrantes do Partido dos Trabalhadores, inclusive esta senadora, já foram vítimas de semelhante agressão dentro de aviões, aeroportos e em outros locais públicos”.

No final do comunicado, a senadora acusa a Globo de acirrar os ânimos. “Não podemos, entretanto, deixar de ressaltar que a Rede Globo, empresa para a qual trabalha a jornalista Miriam Leitão, é, em grande medida, responsável pelo clima de radicalização e até de ódio por que passa o Brasil, e em nada tem contribuído para amenizar esse clima do qual é partícipe. O PT não fará com a Globo o que a Globo faz com o PT”.

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