Morre o publicitário Agnelo Pacheco

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Morre o publicitário Agnelo Pacheco

Ele faleceu aos 70 anos – completaria 71 no próximo dia 20 –, tendo dedicado os últimos 51 ao mercado publicitário, no qual atuava com agência própria desde 1985


12 de outubro de 2017 - 12h50


Atualizada em 13/10, às 10h36

O mercado publicitário perdeu na noite desta quarta-feira, 11 de outubro, Agnelo Pacheco. Ele faleceu em São Paulo, no Hospital Israelita Albert Einstein, aos 70 anos – completaria 71 no próximo dia 20. O velório acontece nesta quinta-feira, 12, até às 17hs, no próprio hospital. Depois o corpo será encaminhado para cerimônia de cremação, reservada à família. Agnelo deixa esposa, quatro filhos e quatro netos.

Agnelo Pacheco dedicou os últimos 51 anos ao mercado publicitário, no qual atuava com agência própria desde 1985. Fundador, presidente, diretor nacional de criação e redator da atual Agnelo Comunicação, ele destacou-se nas últimas décadas especialmente por campanhas de comunicação pública para marcas como Nossa Caixa Nosso Banco, Telesp, Banco BMC e Ministério da Saúde. Como redator, também criou para várias marcas importantes como Hope, All Star, Fisk e Playcenter, e tem entre seus slogans mais conhecidos o “tomou Doril, a dor sumiu”, do final dos anos 1970.

Quem conta a história é o próprio Agnelo Pacheco, em artigo publicado em 2014: “Fui chamado pelo Nelson Morizono, na época dono da Dorsay, que estava lançando o Doril com um conceito ‘Doril manda a dor para…’. Disse que não gostava e que queria outro. Na frente dele e de meu primo, Lucio Pacheco, peguei a caixa, tapei o IL, ficou só a palavra DOR na embalagem. Tirei a mão e a palavra DORIL voltou a figurar na embalagem. Falei: ‘Viu? Tomou Doril, a dor sumiu’. Simples, direta, como toda a criação deve ser”.

Nascido em Miguel Pereira, no Rio de Janeiro, em 1946, Agnelo Pacheco passou a infância e a adolescência em Belo Horizonte. Filho de um casal de radialistas, começou a trabalhar aos 14 anos como ator na TV Itacolomi, na capital mineira. Aos 20 anos estreou no mercado publicitário, como redator e auxiliar de RTVC na filial mineira da Norton.

Em 1968, formou-se em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), e em 1970, em comunicação, na mesma instituição.

Em 1973, foi promovido a supervisor nacional de criação da Norton, responsabilizando-se por todas as afiliadas regionais e mudando-se para São Paulo. Dois anos depois, em 1975, Agnelo Pacheco conquistou o primeiro Clio Awards da publicidade brasileira, com campanha criada para o lançamento do Pneu Tropical. Em 1977, assumiu a direção nacional de criação da Norton. E, em 1980, foi promovido a vice-presidente de criação.

Somente em 1985, após 19 anos de casa, deixou a Norton para fundar a sua própria agência, onde repetia um lema com o qual está sendo lembrado agora pelos seus colegas de trabalho: “Comece de novo, todos os dias”.

A Ordem dos Advogados do Brasil, cliente da Agnelo Comunicação, publicou nota de pesar pelo falecimento do publicitário que também era advogado. “Nos 13 anos em que prestou serviços à OAB SP realizou inúmeras campanhas, especialmente com temas voltados à cidadania e à defesa do Estado Democrático de Direito”.

Em nota enviada à imprensa nesta sexta-feira, 13, a Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) também lamentou o falecimento de Pacheco e ressaltou a importância de seu trabalho para a indústria da comunicação. “A Abap lamenta o falecimento do publicitário Agnelo Pacheco. Criador de grandes campanhas, Agnelo foi também um grande empreendedor, fundando uma agência que hoje tem escritórios em São Paulo, Brasília e Rio, realizando trabalhos de enorme relevância para seus clientes e que entraram para história da propaganda brasileira. A Abap se solidariza com a família e seus colaboradores”, diz o texto do comunicado.

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