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15/07 - 14:22

Comissão de Criatividade lança Manifesto Bossa Nova

Propostas apontam trilhas para reforçar a posição do Brasil como líder emergente em criatividade

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A Comissão A Criatividade Brasileira, do IV Congresso Brasileiro de Publicidade, lança Manifesto Bossa Nova por uma Criatividade Brasileira Mundial. O texto apresenta ações, posturas, propostas e iniciativas a serem trilhadas pela publicidade brasileira, reforçando a posição do País como Líder Emergente em Criativadade.  "Da mesma forma que a Itália se abraçou ao designer, o Brasil se abraça à criatividade ", afirma o presidente da comissão, Nizan Guanaes (Grupo ABC).
Veja as principais diretrizes dos publicitários bossa nova:
- Devemos derrubar fronteiras da publicidade brasileira.
- Devemos superar a fronteira que limita a remuneração à mídia. "Uma idéia pode deixar de incluir mídia. Eu propus construir um prédio para a Vale do Rio Doce. Essa idéia não tem mídia. Uma idéia pode ser de design não precisa necessariamente incluir mídia", afirma o presidente da comissão, Nizan Guanaes (Grupo ABC).
- Devemos romper a falsa barreira da língua e do Brasil. Muitos dos mais prestigiados publicitários brasileiros trabalham fora do Brasil. Empresas tais como a Vale do Rio Doce, Embraer, Petrobras, Ambev, Alpargatas, e artistas como os irmãos Campana, o diretor Fernando Meirelles, os grafiteiros Os Gêmeos (e uma lista enorme de nomes de companhias e pessoas) são referências criativas e de negócios mundiais.
- Devemos abrir fronteiras para a diversidade, para novos olhares do mundo.  "Será um novo salto do tamanho do BRIC. Mas para isso temos de abrir o mercado. O prazo para contratar profissionais estrangeiros é de dois anos. É muito tempo. Temos de abrir esse mercado ", afirma.
- Devemos propor profissionais sem fronteiras, sem barreiras.  "Os profissionais brasileiros também têm de passar seis meses em outros países. Nossa academia já deve preparar o profissional para o mercado internacional. Vamos formar profissionais mundiais de fábrica. Meu filho já está aprendendo mandarin ", afirma o presidente da comissão.
- Devemos ter processos e produtos compatíveis e competitivos mundialmente e não apenas voltados para o mercado nacional.
- Temos de quebrar a barreira da commoditização da criatividade do Brasil levando a criatividade brasileira a um nível ainda mais elevado.

Propostas votadas
A comissão também apresentou propostas votadas e aprovadas pelos congressistas na comissão:
1- Construir, por meio de estruturas e instituições fortes como a ABAP por exemplo, um mercado com visão e ambição mundial também com apoio de organismos do governo como a Apex.  "Vamos fazer workshops aqui e na India. Aqui e em Dubai ", afirma.
2- Articular com a área acadêmica a revisão dos currículos dos cursos de publicidade com padronização de disciplinas básicas; contratar apenas estagiários que estejam estudando. Caso o estagiário desempenhe função de profissional formado, deve ser contratado com profissional júnior
3- Estimular o intercâmbio mundial e nacional
4- Atrair para o mercado profissionais de outras áreas (antropólogos, arquitetos, designers, engenheiros, psicólogos, estilistas, etc).  "Nós vamos para Cannes todo ano mas quem faz Cannes vai beber de outras áreas, de outras fontes estéticas. Nós temos de aprender a beber em outros bebedouros ", afirma Nizan.
5- Transformar o Brasi num Líder Emergente de Criatividade
6- Dar uma agenda mundial para a ABAP na construção da nossa imagem e oportunidade para nossa criatividade no exterior.  "Se houver uma conferência na Unesco, o Conar tem de ir lá apresentar as regras de publicidade do mercado brasileiro ", afirma Nizan
7- Evitar a commoditização da publicidade brasileira privilegiando a criatividade
8- Ter respeito 360 graus em todo o mercado.  " Já que a criação é 360, o respeito é 360 . Não podemos ter as produtoras atachadas o tempo todo", afirma.
9- Conscientizar empresas para a criação de marcas brasileiras mundiais.  "O Brasil não pode ser um país só de commodittie. Quem faz produto barato é a China. Se você não tem a China, tem de ter uma marca ", afirma.

(Sandra Silva)

Por Wesley Douglas Silva Adão - 17/07/2008 - 12:14

Agora temos de combinar isso com os clientes, pois tem grande parcela de culpa nisso esta neles, sempre impondo prazos impraticáves, o que limita a inovação criativa. De qualquer acho a iniciativa muito válida, e tentarei contribuir.

Por Suely Vieira - 17/07/2008 - 10:07

A junção de Publicidade e Bossa Nova é maravilhosa. São produtos com qualidade internacionalmente reconhecida e que podem dar ao Brasil esse share of mind do mundo globalizado para a Publicidade Brasileira.

Por Suely Vieira - 17/07/2008 - 10:00

A junção de Publicidade e Bossa Nova é maravilhosa. São produtos com qualidade internacionalmente reconhecida e que podem dar ao Brasil esse share of mind do globalizado para a Publicidade Brasileira.

Por André Teté - 16/07/2008 - 20:26

Iniciativa, essa é a palavra-chave.

Por Fernando  Luz - 16/07/2008 - 17:17

A galera reclama tanto, mas tanto mesmo, do mercado publicitário que eu me pergunto, porque não fizeram química? Dizem que químico ganha super bem e só trabalha oito horas por dia.

Por Ednei Roberto - 16/07/2008 - 16:59

Boa, Bossa Nova tem tudo a ver. Já ouviram Garota de Ipanema em inglês? Dá um soooono... Aaaarhhchs, mm...!! Mas pra quem toma Red Label, sentado em sua confortável poltrona do papai em New York, no inverno, ao lado da lareira, deve ser bom... Melancólico, mas a pessoa há de sentir algum tipo de elevação espiritual... Ou apenas egocêntrica mesmo. Aliás, sandálias da humildade para alguns "criativos" brasileiros seria legal. Esse é um dos motivos da queda na qualidade, se deixam levar pelo "oba, oba" de alguns ditos "prêmios". Ednei ® (Sim, estagiário... Sim, maroto)

Por Graça Lage - 16/07/2008 - 16:35

Boossa o que? Nova? Ninguém fala da invasão dos grandes grupos estrangeiros, associados às agências brasileiras? Essa estória de Bossa Nova, talves seja o único suceso do Brasil aí por fora. Memorável, mas antiga.

Por Alexandre Feliciano - 16/07/2008 - 14:53

Ignorante, aquela ou aquele, que concorda sem enxergar o todo, focado apenas nos interesses de seu umbigo....

Por Luísa  Borges - 16/07/2008 - 14:28

O importante é ter iniciativa, né... ruim é quem critica a tentativa dos outros e não apresenta sugestões... isso atrasa... não os nomes... A propósito, viva a Bossa Nova... linda e original...

Por Artur Marques - 16/07/2008 - 14:21

Bacana

Por Carlos Colares - 16/07/2008 - 14:09

Tsc, meu curso tá acabando e nao consegui estágio ainda. Tô condenado a ficar desempregado desse jeito.

Por Alexandre Santos - 16/07/2008 - 13:24

acho pertinente, mas meio inviável implantar um sistema que melhore as condições de estagiários. (sou um) Faço sozinhu a campanha inteira da produtora que trabalhu...que aliá snum tem nenhum publicitário para me coordenar, mas fazer o que aqui na região quem tem estágio é Rei!!!

Por Alexandre Feliciano - 16/07/2008 - 12:28

Engraçado... esse discursinho é muito bonito e demagogo... agora, falar em melhorar a remuneração dos profissionais da área ninguém fala né... Minha empregada ganha mais que muito publicitário formado por aí... Deviam lançar um manifesto contra a hipocrisia do mercado publicitário e em especial, dos donos das agências, que enchem o rabo de ganhar din-din mas não dividem o bolo na hora de pagar seus funcionários!!!

Por aluisio ribeiro - 16/07/2008 - 12:12

Hoje publicitário tem que ser mágico, pois a Televisão com quase 200 canais, o controle remoto, 4000 títulos de revistas, internet, jornais, tele marketing, torpedos via telefone móvel...o ser humano é bombardeado de informações por segundo.Só queimando muito fosfato e que eles vão conseguir prender a atenção de um cliente final. Acredito que o movimento vem de frente com as mudanças necessárias para o mercado de comunicação. Pois o futuro do mercado está em trazer conteúdo com muita criatividade e isto nós brasileiros (principalmente os baianos)já temos fama. Mas só a fama não nos leva a lugar algum, parabéns pela iniciativa do movimento, que sai do campo inercial e vai para o arregaçar das mangas. Aluisio Ribeiro de Lima. Great Finds.

Por Thaís Cafreso - 16/07/2008 - 11:34

A Bossa Nova era elitista e centralizada.

Por Ricardo Amaral - 16/07/2008 - 04:44

A idéia, por outro lado, é bacana e pertinente.

Por Ricardo Amaral - 16/07/2008 - 04:43

A Bossa Nova morreu em 1965, mais ou menos. Isso mostra o quão atrasada está nossa criatividade.

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