Fazer parte de um mundo em que as tecnologias evoluem em um curto espaço de tempo tornando obsoletos conhecimentos e adaptações recentes, exige de cada cidadão assim como do mercado como um todo a constante busca por respostas diante de uma verdadeira revolução. Com base nesse cenário de mutações constantes, a Comissão "Novas Mídias" levou ao palco do IV Congresso a discussão em torno do que se pode fazer para desenvolver a forma como se faz publicidade utilizando as diferentes mídias à disposição de agências e anunciantes.
Tendo em vista os consumidores mais poderosos do que nunca e o crescimento de um meio como a internet, que oferece mensuração de desempenho em tempo real, a comissão teve aprovada por unanimidade as quatro propostas apresentadas. São elas: criação de um Comitê Permanente de Novas Mídias; criação de um portal das Novas Mídias com informações sempre atualizadas; elaboração do primeiro estudo de crossmedia do País e criação de um comitê permanente de educação para Novas Mídias a fim de formar profissionais capacitados.
"Estamos vivendo uma revolução e precisamos encontrar caminhos para desenvolver o mercado publicitário e saciar a ansiedade dos anunciantes em aproveitar o potencial de cada plataforma em sua totalidade. Para isso o mercado terá que unir forças", disse Daniel Barbará, presidente da comissão.Três recomendações dos congressistas também foram anexadas às teses.
Serão sugeridos também o desenvolvimento de ferramentas para mensuração e padronização das métricas utilizadas pelo mercado, respeito aos conceitos de responsabilidade socioambiental e ético em relação ao uso das novas mídias e a inclusão dos mercados regionais em todas as ações do Comitê gestor.
De acordo com pesquisa realizada pelo IAB Brasil, as razões pelas quais os investimentos publicitários na internet n ao crescerem em ritmo mais acelerado ainda são sustentadas pela mítica do baixo alcance da rede - mesmo diante dos mais de 40 milhões de internautas, segundo o Ibope -, pelo excesso de termos que poucos dominam e acabam por prejudicar a compreensão dos resultados e a falta de recomendação do uso da rede como plataforma de anúncios por parte das agências tidas como tradicionais dada a remuneração reduzida se comparada a outros meios.
"Mesmo assim, todos os anunciantes que utilizaram a internet em suas estratégias se mostraram satisfeitos com os resultados, principalmente quando foi utilizada a mescla com outras mídias como impressa, rádio e televisão", afirmou Ari Mereghini, membro da entidade.
(Mariana Ditolvo)
Antes tarde do que nunca.
O investimento em internet tem apresentado a melhor relacao custo beneficio, porem, precisa do cruzamento e apoio com outras midias para sua efetividade e abrangencia no publico alvo.
essa matéria é muito, muito boa...concordo plenamente!
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