Encerrando o IV Congresso Brasileiro de Publicidade, na tarde desta quarta-feira, 16, o presidente do evento, Dalton Pastore, leu a tese geral do evento, que foi aprovada por aclamação pela sessão plenária que contou com a presença de cerca de 800 pessoas.
Leia, a seguir, a íntegra do texto:
Tese Geral do IV Congresso Brasileiro de Publicidade
A comunicação é uma indústria formada por veículos, agências de todas as disciplinas e fornecedores de serviços, que, em conjunto, têm o dever de fazê-la eficiente e atrativa para os clientes, rentável para as empresas que a compõem e respeitada pela sociedade.
É dever das empresas, inclusive as da indústria da comunicação, a busca da rentabilidade e lucro, resultantes dos serviços que prestam e da justa remuneração recebida por eles, de forma a poder cumprir com todas as suas obrigações empresariais, fiscais, contábeis, sociais, éticas...
... e a poder investir no treinamento e desenvolvimento profissional de seus colaboradores, oferecer a eles os benefícios comuns às empresas prósperas e a poder bem recepcionar novos profissionais formados pelas escolas de comunicação.
O IV Congresso incentiva toda a sociedade ao debate sobre a auto-regulamentação da publicidade no âmbito do Conar.
O IV Congresso denuncia e repudia:
a) todas as iniciativas de censura à liberdade de expressão comercial, inclusive as bem intencionadas;
b) os formatos e a freqüência das concorrências entre agências e entre fornecedores, que geram desgastes e custos exagerados;
c) os contratos leoninos, resultado do desequilíbrio de forças entre contratantes e contratados, que imputam a agências e fornecedores responsabilidades exageradas e condições injustas.
O IV Congresso defende a livre iniciativa, a liberdade de escolha do consumidor e a liberdade de expressão comercial.
O IV Congresso apóia o Projeto de Lei 3305 de 2008, que reconhece o CENP como entidade certificadora das agências de publicidade e aperfeiçoa as licitações de serviços publicitários no setor público.
O IV Congresso apóia a Frente Parlamentar da Comunicação Social.
O IV Congresso ressalta a importância fundamental da ética para o reconhecimento social da indústria da comunicação e para sua prosperidade econômica, e recomenda a adoção de um código de conduta único para todas as empresas que a compõem.
A publicidade livre e responsável sustenta a liberdade de imprensa, assegura a diversidade das fontes de informação para a sociedade e a difusão de cultura e entretenimento para toda a população.
São Paulo, 16 de julho de 2008
Leandro, tem outro texto para você ler. Começa assim: ‘All children and adolescents have the right to grow up in an environment protected from the negative consequences of alcohol consumption and, to the extent possible, from the promotion of alcoholic beverages.’ As part of a strategy for alcohol action, the charter suggests that each Member State ‘Implement strict controls, recognizing existing limitations or bans in some countries, on direct and indirect advertising of alcoholic beverages and ensure that no form of advertising is specifically addressed to young people, for instance, through the linking of alcohol to sports.’ The WHO Charter has been signed by all the Member States of the EU, including the UK. http://www.ias.org.uk/resources/factsheets/advertising.pdf É uma preocupação crescente na Europa/UK, lugares tão adorados por nós, representantes da classe A brasileira. []s
Sr. Caio Amorim, seu caso de hidrofobia é severo, hehe. Procure tratamento urgente. E não se preocupe comigo. Como já afirmei, dispenso TOTALMENTE qualquer ajuda para conduzir minha vida e minhas escolhas. Acredito que sua opinião seja de extrema valia para seu blog sem leitores ou aquele jornal independente. Mas entendo seu pesar. Conviver no limiar do fracasso sempre torna a vida mais amarga. Boa sorte em seu caminho!
Leandro, em tempo: me diga mais sobre Estados totalitários. Tenho interesse no tema. Quais são os pontos ruins e bons. O que a China tem de bom? O que tem de ruim? Os Estados Unidos é uma terra de liberdade? Ou ele exerce seu poder e "enforcement"? Você faz o que quiser nos EUA? Sabe que os EUA é o país com a maior população encarcerada? Sabe porque? Porque lá tem muita regulamentação e quem não respeita, vai para a cadeia. Ou seja, a regulamentação Americana é "extremamente forte". Se sair da linha, vai em cana. Tome cuidado para não confundir a cidadania plena, da cidadania pelo consumo. Países onde o viés do consumo e do poder das grandes empresas é exacerbado, um cidadão só existe e tem direitos quando consome. Isso é bem triste, meu caro.
Leandro, pela sua argumentação frágil eu diria que vc tem menos de 25 anos. Se tem entre 25 e 30, diria que está com um repertório pequeno sobre o tema. Se tem entre 30 e 40, a situação é mais crítica. Caso já tenha tido filhos, vamos ver como você vai passar pelos novos desafios de educá-los e estruturá-los para a vida. Imprima este email e leia quando seu filho fizer 18 anos. Em tempo: regulamentação existe em vários países tão adorados pela classe média brasileira. Tente colocar a propaganda brasileira (de áreas sensíveis a saúde, como remédios e bebidas alcoólicas ) na rede de TV européia. Duvido que vc passe da recepção do departamento comercial das emissoras. E duvido que vc, como publicitário, consiga um bom emprega na Europa, Estados Unidos, ou Austrália. Não terá exito com a sua forma de ver a comunicação. abs.
Puxa Caio, suas considerações beiram o estado totalitário. Se existisse algum onde isto funcionou eu me converteria neste instante. Este assunto, aliás, não se restringe apenas a publicidade, ela está ligada a vida. Abrir mão de suas escolhas é abrir mão da liberdade. Reitero. Não preciso do Estado me dizendo o que fazer, tomando conta como uma babá, meu chapa. E se caso um adolescente cometer algum crime vou pedir o óbvio. Prisão. Num lugar onde isto não ocorre o Estado não é passivo, é omisso.
em tempo: tire a regulamentação dos setores e veja o país entrar em colapso. Bancos, indústria, serviços. Suas contas vão sumir, o meio ambiente vai virar uma China, os serviços de seguro e médico vão negar qualquer tipo de internação etc etc etc. Na comunicação não é diferente, meu caro. Não adianta fazer propaganda bonitinha, com efeitos computacionais, com artista global, e a mensagem ser péssima para o certa faixa da população. E deixar essa responsabilidade para o diretor da Agência e para o diretor de Mkt, atores que pensam apenas no ROI e no Retorno para o Acionista e no próprio bonus, me parece tão perigoso quanto colocar uma faca na mão de um adolescente bêbado e frágil. abs.
Leandro, sua argumentação é frágil e com um viés muito grande. Sente na porta de um hospital de periferia na noite de sexta e veja o que acontece ali. Multiplique isso por 3 mil e terá o que acontece todas as sextas em todo o brasil. Definitivamente os setores precisam de regulamentação. Ou vc acha que o que acontece na sua sala é o que acontece no interior da Bahia, do MT, do AM, de Rondônia? Quando alguém da sua família morrer porque um adolecente ficou bêbado e enviou a faca no pâncreas, aí vc vai querer fazer passeata e dizer que o Estado é passivo. Faça algo inteligente antes. E reforço: todo setor precisa de regulamentação, senão há abuso. Bancos, industrias e serviços. abs.
Hahaha. Impressão minha ou só tem jornalistas hidrófobos comentando isso? Esse discurso rasteiro de regulamentação é o arroz de festa destes tipos. A comunicação deve ser regulamentada para proteger o cidadão é a pérola da sandice. Por acaso o cidadão não tem discernimento e conciência para escolher? Dispenso esses "seres iluminados" zelando pela minha vida. A escolha meus caros deve ser soberana e com toda a responsabilidade que ela exige. Culpar a publicidade por todas as mazelas mostra a miopia aguda destes indivíduos.
Os propagandistas sentem pouco respeito pela faculdade de raciocínio das pessoas. Hitler escreveu: "A inteligência das massas é reduzida. Seu esquecimento é enorme. É preciso dizer-lhes a mesma coisa milhares de vezes." Lenine era mais discriminador. Usava argumentos históricos e científicos para persuadir a minoria educada, mas lemas e meias-verdades para agitar as massas, a quem considerava incapazes de discernir idéias complicadas. A pena pode ser mais poderosa do que a espada, mas, não raro, é usada para preparar o caminho, antes da espada. leia o artigo todo http://www.vislumbre.org/artigos3.html
As concorrências - principalmente no setor privado - existem porque tem quem as aceite e participe. Cabe a própria categoria, dizer não; ou exigir condições justas, inclusive de remuneração pelo trabalho em caso de perda. É muito fácil e cômodo, lançar uma concorrência, se deliciar com idéias e possibilidades apresentadas e escolher a que mais se apresenta vantajosa. Sem nenhum vínculo de responsabilidade ou mesmo de respeito. A publicidade, ou melhor, os publicitários se prostituíram num tal grau, que agora tá mesmo bem complicado reverter. É o que mesmo, Bossa? Nova?
ACHO QUE O PRIMEIRO PASSO PARA MUDAR TUDO ISSO QUE VEMOS NO MEIO PUBLICITARIO NO BRASIL SERIA ALGO SIMPLES, PROIBIR MIDIA ESTATAL ............ PRIMEIRO PORQUE VEMOS O GOVERNO SUBSIDIANDO EMISSORAS, SEGUNDO PORQUE GOVERNO BOM NAO PRECISA ANUNCIAR O POVO VE ...........
Ultimamente os publicitários vêem usando o termo "censura" de forma equivocada. Censura, segundo o Houaiss é "exame a que são submetidos trabalhos de cunho artístico ou informativo, ger. com base em critérios de caráter moral ou político, para decidir sobre a conveniência de serem ou não liberados para apresentação ou exibição ao público em geral". A censura existe em regime de ditadura. Na democracia, chama-se regulamentação e é muito bem vinda para que não haja a ditadura da comunicação. [...]
A publicidade está longe do "moral ou político. Ela é na verdade o motor de consumo e de escoamento da produção industrial, nada além disso. Quando o Estado regulamenta e interfere na propaganda, o faz tendo o bem estar do cidadão como alvo. A regulamentação das propagandas de cigarro é um caso de saúde pública, assim como a regulamentação das propagandas de cosumo de bebidas alcoólicas. [...]
Cada setor tem sua regulamentação necessária. Dependendo da indústria, pode ser o meio ambiente, outro pode ser leis que garantam a transparência financeira, outro o direito do trabalhador. A comunicação deve ser regulamentada para a proteção do cidadão. Garantir a saúde, seja física ou psíquica, é um dever do Estado. Que a regulamentação seja feita e que a concorrência seja cada vez mais accirada, como é em qualquer indústria. Chega de demagogia e de histórias falaciosas. Não precisamos de uma publicidade para os publicitários.
Cada setor tem sua regulamentação necessária. Dependendo da indústria, pode ser o meio ambiente, outro pode ser leis que garantam a transparência financeira, outro o direito do trabalhador. A comunicação deve ser regulamentada para a proteção do cidadão. Garantir a saúde, seja física ou psíquica, é um dever do Estado. Que a regulamentação seja feita e que a concorrência seja cada vez mais accirada, como é em qualquer indústria. Chega de demagogia e de histórias falaciosas. Não precisamos de uma publicidade para os publicitários.
A publicidade está longe do "moral ou político. Ela é na verdade o motor de consumo e de escoamento da produção industrial, nada além disso. Quando o Estado regulamenta e interfere na propaganda, o faz tendo o bem estar do cidadão como alvo. A regulamentação das propagandas de cigarro é um caso de saúde pública, assim como a regulamentação das propagandas de cosumo de bebidas alcoólicas.
Ultimamente os publicitários vêem usando o termo "censura" de forma equivocada. Censura, segundo o Houaiss é "exame a que são submetidos trabalhos de cunho artístico ou informativo, ger. com base em critérios de caráter moral ou político, para decidir sobre a conveniência de serem ou não liberados para apresentação ou exibição ao público em geral".
muito bom.
já estava na hora de alguém se manifestar contra sa câncer chamado concorrências.
Excesso de informação gera desinformação.. publicidade livre no Brasil, já vivems no desastre de grandes proporções.
@2008 MEIO & MENSAGEM