Me empreste os seus olhos
Geraldo Leite (socio-diretor singular, arquitetura de midia)
Eu li o comentário que o Ricardo Cavallini postou sobre a sessão com os criativos e não senti tanto debate assim. Pra mim a grande maioria dos assuntos e posições era partilhada por todos - aliás, era de se esperar com um elenco de profissionais muito competetentes, mas, para quem olha de fora, próximos entre si. Posso estar falando de estereótipos, mas como não pensar assim se até na forma de se apresentar no palco se assemelhavam - todos de jeans, tenis e sempre com ótimas colocações e sacadas. O Marcelo Tas estava também integrado - só o Pedro Cabral é que mais destoava, mas aí é de tudo, na roupa, função, perspectiva e, nesse sentido, abria mais a discussão para outros lados.
Será que só eu que vi isso?
Ou agora sim é que veremos um debate?
valente, tá no nome
Daniel Chalfon (diretor mpm)
quem viu viu, quem não viu ao vivo vale a pena ler as matérias, mas o sergio valente deu um show à parte no debate de ontem.
em meio a criativos com um discurso de futuro e os pés no passado, criativos com termos de mídia só no vocabulário, e futurologia barata para cima e para baixo o sergio veio com um discurso bacana, realista e absolutamente coerente ao trabalho que ele vem fazendo.
valeu a tarde ouvir o cara.
dinheiro não é tudo igual
Caco de Paula (Publisher - Diretor do Núcleo de Turismo Editora Abril)
Salvem, caros colegas sapos de dentro, Claudio, Daniel, Gustavo, Igor, Osvaldo e Ricardos
Responsabilidade socioambiental -- e conhecimento do tema, são critérios que clientes levem em conta na hora de contratar uma agência.
Segundo Fábio Barbosa, presidente do Banco Real e da Febraban, a resposta é sim.
A se levar em conta o que ele e seus colegas de debate disseram na manhã desta quinta-feira no painel sobre marca e responsabilidade socioambiental, no Maximídia, as agências escolhidas pelos clientes que tem ações nessa área, são esatamente aquelas que tem afinidade com o tema.
É muito bom ver esse tema sendo discutido num encontro com gente de publicidade e negócio.
Tem muito assunto aí. Mas o essencial é que ação consistente em sustentabilidade e na inclusão dessas ações em comunicação traz resultados tangíveis:
Fábio barboa lembra que o valor da marca Banco Real cresceu em 120% em cinco anos.
Ao contrário do que muito se apregoa, DINHEIRO NÃO É TUDO IGUAL
As demandas por ações econômico, sociais e ambientalmente sustentáveis vieram para ficar.
Não se trata de escolher entre LUCRO e CONSCIÊNCIA
mas sim de lucro COM consciência.
Networking
Gustavo Leme (Diretor Comercial Fox Brasil)
Hoje não consegui me livrar a tempo das atribuições do trabalho para assistir às palestras ,mas mesmo assim estive no Maximidia para exercer a segunda função do evento que é a de se relacionar.
Ontem foram divulgados os indcados ao Prêmo Caboré, então aproveitei para parabenizar os indicados que pude encontrar.
Aos que não encontrei desejo os mesmos votos de boa sorte.
Meu maior orgulho como VP da Associação de TV por assinatura foi ver que entre os indicados em mídia eletronica tivemos tres competidores: ESPN, Multishow e TNT.
O que demonstra que estamos no caminho certo.
Aos tres muito boa sorte também.
Além disso encontrei muitas pessoas que no dia a dia acabei me afastando e foi uma grande oportunidade para reve-los.
Muitos contatos de oportunidades de novos negócios também foram criados.
Mais uma vez aproveito para agradecer ao M&M pelo convite.
Grande Abraço a todos foi um prazer teclar com voces.
do limão, uma limonada
Geraldo Leite (socio-diretor singular, arquitetura de midia)
Nesta 5a. foi tempo de uma palestra à tarde sobre os tais "touch points". Com o devido respeito, confesso, foi das apresentações mais chatas que já assisti. Um powerpoint muito surrado e uma apresentador quase que monocórdio. Aí quando chegou o debate achei que ia ser dose. Mas não é que eu tava enganado e rolou muito bem. Sob a batuta do Angelo Franzão, com participações do Flávio Ferrari, da Yara Grottera e do palestrante Mr. Hussein, mesmo que com pouca participação da platéia, surgiu muita conversa interessante e uma série de idéias que, se bem encaminhadas, também dariam certo no Brasil. O próprio palestrante, fora do púlpito, renasceu e também contribuiu bastante pro sucesso dessa sessão.
Viu como é importante ser teimoso?
TV Digital
Ricardo Monteiro (Gerente de Midia e RP para AmericaLatina Reckitt Benckiser)
O João Dória, bastante político, brilhantemente transformou um esperado debate em jogo de perguntas e respostas. O único tema de consenso que dali emergiu foi a TV digital.
Acho que ficou claro para todos que o modelo escolhido busca uma melhoria na transmissão e recepção da imagem, a fim de cobrir regiões do país e classes sócio econômicas que hoje não conseguem receber adequadamente o sinal, além é claro de novos negócios com a portabilidade. É então um modelo de substituição da TV analógica pela digital. A tal interação, pelo visto, não terá tão cedo um modelo economicamente viável.
A pulga atrás da orelha fica por conta do modelo atual de TV aberta: se não chega adequadamente a um número tão siginificativo de pessoas, porque pagamos e reportamos estatisticamente um sinal de cobertura net com alcance de até 98% dos lares com TV?
Debates direto da Praça da Concórdia
Geraldo Leite (socio-diretor singular, arquitetura de midia)
Tava lá ontem no "debate" dos cardeais da mídia e foi tudo, felizmente, bem educado e cordial. Não rolou aquele clima de mesa redonda de fim de domingo, até porque os participantes eram todos nobres e bem educados. É claro que cada um puxou pro seu lado, mas o bom é que a gente vê que, na prática, tem mais pontos convergentes, que divergentes. O impressionante, e me desculpe a tietagem, é a lucidez e o bom senso do Octávio, que sempre, no momento certo, traduz melhor a questão em jogo e mesmo na posição mais invejada, está sempre firme na defesa da qualidade e do profissionalismo do mercado.
Saí aliviado por relembrar que o mundo não termina amanhã.
Aliás, dá tempo pra mais um pãozinho na chapa.
beijos nas crianças!
E não é que eu gostei de um novo homem?
Geraldo Leite (socio-diretor singular, arquitetura de midia)
O bom do Maximídia é curtí-lo como em um festival de cinema. Voce tem que ter programa reservado, conversas marcadas, mas também se deixar levar pelas novidades que surgem. E a maioria delas, quando não vem das palestras, está nos stands.
Ainda ontem, depois de rodar bolsinha visitando vários lugares, revendo os amigos e sabendo das novidades, fui atraído por um novo homem. Deixa eu explicar melhor. Na realidade, fui induzido ou abduzido pela Dora Câmara. É que o Ibope está fazendo apresentações especiais de pesquisas que refletem esse "fenômeno". Gostei muito do que vi e é engraçado que só tinha quase mulher. Eu gostei também, principalmente, por notar como um evento como esse, de palestras e feira, pode se adaptar para entrar num clima mais profundo de comunicação dirigida e que isso confere um novo grau de profissionalismo ao evento.
Pra quem não viu, eu recomendo.
Fenomeno Vintage
Gustavo Leme (Diretor Comercial Fox Brasil)
Fiquei devendo um comentário da palestra de ontem da Barbara Kennington.
Que achei, como ela mesmo definiu, muito inspiradora.
A tensão que existe entra a correria perseguindo os avanços da tecnologia e a vontade de desacelerar.
Eu sou um profissional muito envolvido com a tecnologia, pelos avanços da TV e pela nova atribuição da Internet dentro da FOX.
Para conseguir este equilibrio busco apreciar a simplicidade das coisas antigas.
Sem duvida há uma grande tendencia ai.
Marcas como NIke, BMW(Mini), VW, Chrysler não devem estar erradas.
Se tiverem interesse podem passar lá no meu blog:
www.gustavoleme.blogspot.com
Depois deixe seu comentário.
Advertainment
Gustavo Leme (Diretor Comercial Fox Brasil)
É o nome curto que inventaram para esta integração do editorial e da marca.
Não vou me alongar muito aqui, mas deixo um link que diz tudo:
www.cityhunters.com.br
Joelmir Beting deveria ser mídia... para o bem do mercado
Igor Puga (Diretor Executivo Lew Lara)
Também compactuo da opinião do Ricardo Cavallini. Se estamos num mercado onde é importante que a mensagem seja clara, rápida e persuasiva, convenhamos que o Joelmir é uma pessoa absolutamente apta para gerir o job.
Sem dúvida sua segurança em lidar com a referências macro economicas como objeto que interfere nas relações entre consumidores e anunciantes, se mostrou sólida e contundente, e mesmo falando por um período longo conseguiu ser mais didático que o próprio Tim.
Não sou muito fã de frases ou chavões, mas me chamou a atenção a terminologia "second hand culture", o significado é óbvio mas nunca havia sido impactado dessa forma. No mais, a apresentação foi correta, minha decepção ficou por conta de perceber que a palestra poderia ter sido feita há 2 anos atrás, sem prejuízo algum.
Moral da história nas palavras do Joelmir: "a única língua universal é o código de barras".
Tim Love
Ricardo Cavallini (Diretor de Mídia F/Nazca)
Acabei de assistir a palestra de Joelmir Beting com abertura de Tim Love, Vice-Chairman do Omnicom Group.
Tem duas maneiras de entender esta brincadeira. A primeira é que a participação do debatedor Joelmir foi ótima, relevante e engraçada. A segunda seria achar que Joelmir falou durante muito tempo, inibindo o espaço para o debate.
Quem acompanhou, deixe seus comentários aqui no Sapo de Dentro.
Finalmente um debate
Ricardo Cavallini (Diretor de Mídia F/Nazca)
Sérgio Valente passou um sabão (no bom sentido, claro) em todo mundo.
Devemos olhar pro passado. O que achamos du caralho hoje (como ter influência direta no business do cliente) já era feito pelo Washington Olivetto. Perdemos a mão. Esquecemos o nosso papel como publicitários. Dane-se a plataforma. O importante é a idéia.
Eu adorei o sabão. Aliás, adorei o debate. Na verdade, finalmente tivemos um debate! Parabéns aos presentes e ponto para o moderador Marcelo Tas.
Sapo não pula por boniteza, mas porém por precisão
Caco de Paula (Publisher - Diretor do Núcleo de Turismo Editora Abril)
Caco de Paula (diretor de núcleo da Editora Abril)
O que é que os sapos (de fora ou de dentro), reunidos no Maximídia, aqui no WTC, às margens do Rio Pinheiros em São Paulo, têm a ver com o derretimento do Ártico e as ameaças aos ursos polares?
Tudo. Têm a ver com a importância de pensarmos a sustentabilidade. Os fenômenos no mundo são interdependentes. E o Maximídia é uma ótima oportunidade para discutir esse tema momentoso. O próprio evento já nasce neutralizado em carbono. Parabéns ao MM e à SOS Mata Atlântica pela iniciativa. Sabemos que a neutralização é importante mais por seu sentido simbólico. Mas temos de ir além.
Será que a mídia, o marketing e a publicidade podem ser mais sustentáveis?
Devem. Dois ou três fatos recentes nos mostram isso nestes dias em que crescem as preocupações com o aquecimento global:
1. Pesquisa do Center for Media Research divulgada na semana passada mostra que a maioria dos americanos acredita que as marcas, produtos e serviços que se declaram "verdes" o fazem por tática de marketing. Mas a maioria também declara que entre uma marca que se declara verde e outra que não o faz, a escolha recai sobre a primeira;
2. Paul Rossi, publisher da Economist americana, disse há poucos dias que a mídia impressa terá de apresentar ações mais concretas quanto ao uso consciente de papel e na redução de emissão de dióxido de carbono na atmosfera. Essa mesma preocupação também chega ao marketing, à escolha dos suportes usados nas campanhas e às embalagens;
3. O mundo olha para o Brasil e para suas possibilidades de produção de etanol (a última edição da National Geographic traz uma reveladora matéria sobre o assunto, com fotos produzidas no interior de São Paulo). Como aproveitar essa oportunidade de maneira ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável?
Teremos, no próprio Maximídia, uma apresentação de Fábio Barbosa, presidente do Banco Real e da Febraban, sobre sustentabilidade (Responsabilidade Social e Seu Valor Agregado a Marca). É bom ver esse tema na pauta. Agora, como diz o próprio Fábio Barbosa, é importante que esse tema esteja presente em todas as demais discussões, pois ele é transversal. Ou seja, não adianta discutirmos sustentabilidade em separado das outras ações, do cotidiano e dos negócios.
O mundo não acabou, mais uma vez.
Mas nunca mais será o mesmo.
Como os problemas de hoje já não podem ser enfrentados com as soluções de ontem, só a inovação nos salva.
Caco de Paula, jornalista, é diretor do Núcleo de Turismo da Editora Abril (Viagem e Turismo, Guias Quatro Rodas, National Geographic Brasil e Viajeaqui.com.br) e coordenador do PLANETA SUSTENTAVEL, projeto que reúne 55 revistas e 33 sites da Abril em torno do tema da sustentabilidade.
www.planetasustentavel.com.br
pra dentro do sapo.
Daniel Chalfon (diretor mpm)
lá vou de eu de blogueiro e curioso de plantão.
claro que o debate de hoje às 14:30 é minha expectativa do dia. espero que o barbará esteja afiado como de costume. nos vemos lá, ou aqui.
Falando em Telefonica
Gustavo Leme (Diretor Comercial Fox Brasil)
A empresa vai começar a investir pesado em publicidade, segundo a Pay TV serão investidos de 6 a 8 milhões em campanha de TV e revistas.
Estes investimentos visam comunicar a entrada da Globosat nos pacotes o que demonstra que com a oferta completa de conteúdos é hora de partir para a briga.
O diferencial passa a ser a qualidade do serviço e a melhor oferta de produtos de internet e voz, na busca pelo assinante. Neste mercado se enfrentarão com NET e Sky
Além disso a Brasil Telecom lançou a semana passada em Brasília seu serviço de IPTV para Vídeo on demand.
A entrada de players como a Telefônica e a BrT aumenta a velocidade das mudanças que serão discutidas no Maximidia 07.
Vê-se que cada vez mais a TV por assinatura e a Internet estarão crescendo em importância.
Apenas alguns pensamentos inspirados pelo colega Osvaldo.
Maximidia e Futurecom
Osvaldo Barbosa de Oliveira (Diretor MSN Brasil MSN- Microsoft)
Enquanto discutimos as mais novas tendências da mídia aqui em S. Paulo, em Florianópolis o Futurecom discute temas que tem um impacto direto aqui.
A mídia sempre dependeu da tecnologia, desde quando Gutemberg imprimiu o primeiro livro. As mídias eletrônicas (Radio,TV, Internet) são filhas da tecnologia. E hoje, essa dependência é ainda maior.
Veja o anúncio da Telefônica que quer ter 90% dos seus clientes de banda larga em S. Paulo com velocidades acima de 1Mpbs. Isso vai impulsionar ainda mais conteúdos e publicidades mais ricas, potencializadas pelas capacidades de targetting do meio internet.
Com velocidades pouco acima de 2 Mbps já é possivel transmitir IPTV com a mesma qualidade de TV que temos hoje (um dos temas mais fortes da Futurecom é a entrada das Telcos no mercado de TV).
No proximo ano a Futurecom vai ser aqui em S.Paulo (nao sei se na mesma época), tornado esta cidade a capital da convergência!
Expectativas
Ricardo Monteiro (Gerente de Midia e RP para AmericaLatina Reckitt Benckiser)
Primeiro, agradeço à regina por permitir a um anunciante colocar idéias e interpretações do que veremos neste Maximídia. Passou mais um ano e me parece que finalmente estamos iniciando mudanças em nosso mercado. São novos meios, novas criações nos meios tradicionais, discussões menos acaloradas e mais claras sobre temas tabú, enfim, como já disseram, muita coisa nova. A expectativa agora é podermos ver se o processo decisório da mídia tambem conseguirá evoluir. Os verdadeiros prêmios vem de resultados crescentes e não apenas de uma boa idéia. Espero ver ricas discussões sobre o balanço entre objetivos de negócio e criação, compra de mídia e perspectivas de futuro!
Conteúdo
Ricardo Cavallini (Diretor de Mídia F/Nazca)
Na primeira palestra do evento, Pat Fallon foi substituído por Rosemary Abendroth, diretora global de comunicação da Fallon.
Ela tocou em vários assuntos, mas sempre permeando um tema principal: conteúdo.
Eu gosto de comparar a entrada do conteúdo em nosso mercado com o mercado de capitais. Investir em veiculação é conservador. Se você é atendido por uma boa agência, o retorno é garantido, mas será um retorno mediano. Raramente (para não dizer nunca) você conseguirá um retorno extraordinário.
Investir em conteúdo é mais arriscado, por outro lado, pode trazer um retorno que nenhuma campanha convencional poderia conseguir. Falo de retorno em audiência ou impacto, tanto faz.
Relembrando o case BMW Films, Rosemary mostrou que o conteúdo traz a possibilidade de extrapolar a meta inicial, não somente conseguindo uma grande atenção do consumidor, mas também audiência (93 milhões de visualizações até hoje) e resultado financeiro.
Segundo ela, os cálculos mostraram que a mídia alcançada pelo projeto foi 43% mais barata do que se tivesse sido comprada pelo método tradicional.
Rosemary também mostrou outros cases que foram resolvidos usando apenas uma fração do custo de uma campanha de advertising tradicional, mas talvez o mais importante tenha sido mostar um case de não sucesso.
Ao mostrar um case de fracasso de seu grupo. ela deixa claro que o rsico deve ser transparente e aceito por agências e anunciantes.
Resta saber se nossos anunciantes estão preparados para começar a arriscar.
espremendo o sapo 01
Daniel Chalfon (diretor mpm)
cheguei agora do debate com barbará, florisbal, fernando, gianca, pedro e moderado pelo joão dória que deu um gás muito bacana ao encontro.
nesses debates muito se fala, não sei se dá para fixar tudo, mas 1 assunto me pareceu o mais quente, e na minha opinião o mais relevante: tv digital.
um dos comentários do octavio para mim foi o mais pertinente da tarde. muito se fala de transmissão high definition, interatividade, portabilidade, etc etc etc. mas agora o que vai valer mesmo é a melhor qualidade de sinal para os milhões de brasileiros que recebem sua tv aberta pelo ar. o hábito de se ver tv vai ser muito mais prazeroso, e certamente vai dar um novo impulso a este meio tradicional. afinal para muita gente o sdtv vai ser o hdtv.
o resto vai vir. mas vai tomar um tempo.
Espera...
Igor Puga (Diretor Executivo Lew Lara)
Estou particularmente angustiado com o debate que está por vir no dia 03, depois do almoço. Tema recorrente em todos os anos do evento, creio que estamos no estágio que não é mais possível tratar o processo multidisciplinar da criação de modo metódico e simples, muito menos com a sutileza blasé que insiste em permear esse papo.
Na verdade, o processo técnico mais relevante para o profissional de mídia hoje é conseguir estabelecer essa sintonia fina com os criativos de ofício, de forma que essa cumplicidade seja benéfica para os anunciantes e não caótica para ambas as partes. O que acontece hoje de modo pontual com cases premiados e aplaudidos de todos os lados, ainda é exceção no mercado e deve ser tratado de modo profissional para que se torne um fluxo recorrente na rotina dos profissionais de agência.
Para que esse tema caminhe nesse rumo será fundamental a interação dos presentes na platéia, tendo em vista que os convidados para o debate formam um time de primeira com opiniões heterogêneas, porém todos criativos. Será mais rico se anunciantes e mídias apimentem de suas poltronas o tema.
Em segundo plano, ainda sem nenhum prognóstico, acredito que se Marco Bevolo da Philips conseguir desempenhar uma apresentação nos moldes da que eu pude ver na ESOMAR de 2 anos atrás, teremos uma visão ímpar e muito rica sobre os impactos da digitalização no mercado de comunicação. Polêmico em seus pontos, o Marco tem uma formação bastante diferente dos executivos que estamos acostumados e naturalmente tem ponderações não usuais entre o círculo da mídia brasileira.
Obs: obrigado Regina.
O que fazer no Tsunami?
Ricardo Cavallini (Diretor de Mídia F/Nazca)
Acho que me enganei quando disse que o discurso em direção a mudança estaria unificado. Daniel Barbara abriu sua introdução fazendo uma analogia ao tempo que vivemos. Segundo ele, estamos todos na praia e as novidades se equivalem a um Tsunami. Até ai, nada de novo no discurso. A diferença é que Barbara defende que o mais correto seja correr para o morro, onde a segurança é garantida. Segundo ele, o morro são as mídias tradicionais: jornal, rádio, revista e TV.
Não que eu discorde da questão da segurança, escrevi justamente isso no último post, só achei estranho esta posição não ser questionada durante o debate, principalmente pelo representante do Terra, Fernando Madeira.
Novos tempos novos desafios
Gustavo Leme (Diretor Comercial Fox Brasil)
Capitaneado por João Dória, o que me chamou a atenção foi a discussão sobre TV Digital.
Segundo Daniel Barbará nada muda a curto prazo e parece que é a opinião de todos.
Para Octávio Florisbal a maior virtude será a portabilidade, e os custos elevados não permitirão acesso às massas, a alta definição será para poucos.
Fernando Madeira por sua vez acha que haverão muitas novas possibilidades de explorar os conteúdos.
Concordo com todos.
Na minha opinião essa é uma missão que será cumprida antes pela TV por assinatura que já é digital há muito tempo.
eu estou aqui, meu senhor
Geraldo Leite (socio-diretor singular, arquitetura de midia)
Não deu pra ir de manhã, mas agora à tarde e beyond lá estarei. Confesso que esse debate dos Novos tempos e novos desafios e a palestra da Lynner Robinson são os que mais me atraem.
E já que é esse o nosso papel, temos que "sapear" também bem nos stands, certo?
Então tá.
Os meios digitais no Maximidia 2007
Osvaldo Barbosa de Oliveira (Diretor MSN Brasil MSN- Microsoft)
Vendo a agenda deste Maximidia, fico na expectativa de ver a postura dos palestrantes e painelistas sobre a importancia do Meio Digital na estratégia de comunicação das empresas.
Nos ultimos eventos dedicados a publicidade, (ex.: Cannes) o centro das atenções foi o impacto e a importância dos meios digitais.
Isso toma uma importância maior quando vemos o Brasil ser o 4o. mercado mundial de computadores, a publicidade online crescer 40% ao ano, o número de internautas atingir 37 milhões, enfim, indicadores claros da relevância do meio.
Vamos verificar no final do evento como o tema foi tratado neste Maxi-midia
O que eu espero do Maximídia
Ricardo Cavallini (Diretor de Mídia F/Nazca)
O Brasil parece finalmente ter compreendido que vivemos uma nova realidade. De certa forma, a grade de palestrantes convidados e seus assuntos demonstram isso. Basta ver quantas vezes a palavra "novo" foi usada. Novos tempos, novos desafios, novo cenário, novos focos. Cannes (bem lembrado pelo Osvaldo) também tem sua parcela de colaboração neste trabalho de ampliar nossos horizontes.
É sempre interessante escutar palestrantes cujo mini-currículo não caberia em uma página simples. Mas para este Maximídia, o que eu desejo não virá da boca das personalidades estrangeiras. O que eu gostaria mesmo era trazer a discussão para a nossa terrinha.
Será que os debatedores brasileiros trarão o assunto para a nossa realidade? Serão discutidos as verdadeiras dificuldades para diminuir a distância entre discurso de mudança, inovação, multidisciplinaridade e a prática?
Espero que sim.
Esquentando o motor
Gustavo Leme (Diretor Comercial Fox Brasil)
Fiquei muito feliz com o convite da Regina para postar no Sapo de Dentro.
Espero corresponder às expectativas.
Claro que vou focar nas minhas paixões, assim como no meu blog pessoal, que profissionalmente são a TV por assinatura e a Internet.
Para quem não me conhece sou o Vice Presidente dos canais da FOX no Brasil, estou no mercado de publicidade a 25 anos e na TV por assinatura praticamente desde o começo.
Amanhã estarei por lá garimpando o que acontece de novo para dividir com voces.
Ah, eu sou o da esquerda.