
As referências estão ao nosso redor. A arte como um todo é a principal fonte. O cinema, as artes plásticas, a literatura etc. Sem contar as coisas que você vivencia e observa, essas são as verdadeiras referências. Elas fazem parte do meu dia-a-dia. Quando estou criando faço uma busca interna e, claro, as referências surgem naturalmente.
Seminários e workshops podem ou não ser boas referências dependendo de quem estiver apresentando e se há de fato algo interessante para contar. Muitas vezes, alguns cases que só vemos as imagens em festivais podem ser conhecidos mais detalhadamente em um workshop: objetivo, estratégia e resultados. E isso vale muito à pena. Festivais com certeza continuam sendo fonte de referência. Algumas agências chegam a divulgar suas campanhas em blogs, sites e publicações apenas após o desempenho em festivais como o de Cannes.
Acredito que os criativos estão atentos ao movimento das ruas e da realidade, mas essa observação deve ser espontânea e não induzida. Gosto de olhar, observar, reparar, perguntar, discutir. A origem de tudo para mim está nas atitudes, no comportamento e no estilo de vida das pessoas. Essa é a principal fonte de inspiração. Além disso, é preciso ter tempo para a cultura.
Observar a arte é fundamental. Arte é tudo. É a expressão livre, pura, sem censura da vida. Gostaria de ver muito mais. Participar de tudo. De todas as manifestações possíveis de arte. O trabalho quase sempre e, muitas vezes, o estágio de vida pessoal nos impede de fazer isso, mas procuro sempre um espaço.
Não parar e nem se dar por satisfeito, essa é a indicação. Sempre continuar buscando novidades. Essa é a loucura. A cobrança é imensa, da minha parte mesmo. Mas isso é o que nos move. É a essência do nosso negócio.
@2008 MEIO & MENSAGEM