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A jovem geração é a referência. E as revistas

Na minha turma, que é bem mais jovem do que eu, percebo dois movimentos distintos. Eles são essencialmente digitais, ficam o dia inteiro garimpando coisas na web, em sites como www.ffffound.com, que é uma verdadeira viagem sem fim, cheio de referências bacanas. Mas, ao contrário das profecias, continuam tão apaixonados como nós (mais velhos) por livros. Sim, livros e mais livros, quase sempre comprados pela Amazon, que quando chegam ao seu destino - aqui na agência - fazem uma baderna só. Eu me alimento dos links que eles me cedem generosamente, dos livros que eu nunca deixei de comprar, mas confesso que ainda gosto mais das revistas.

Arte, apesar de tudo

Acho que os Archives e os Anuários em outros tempos tinham, sem dúvida, mais importância. Em tempos de web 2.0 e YouTube isso se fragmentou bastante, mas continuam sendo boas referências. Ontem, o Ary - um assistente que foi recentemente promovido a diretor de arte aqui na agência - me mostrou um site de arte. Isso comprova a tese de que, com a web, houve ganho no processo de informação tanto quantitativo como qualitativo. Tenho uma profunda gratidão a esta profissão, entre outras coisas porque exigiu de mim um contato mais íntimo com o universo das artes, principalmente arquitetura e cinema.

Minha mulher me enviou um link

Minha mulher me enviou um link incrível, com 17 vídeos sobre como estarão diversos setores, entre eles comunicação, arte e design, em 2012. É uma estupidez de bom. Foi um seminário que aconteceu lá em Nova York e do qual participei sem sair daqui, da mesa da agência. Vale a pena conferir, começando por Yves Behar: www.newyorker.com/online/2007/
conference/conference2007
.

Nada substitui a rua, mas a conectividade é superior

A experiência real e cognitiva da rua é insubstituível, mas a conectividade pode ser infinitamente superior, por que você está ligado com o mundo todo. Pelo www.designboomm.com, por exemplo, estou em contato com as principais exposições de design e com entrevistas como com o Bill Violla (www.designboom.com/eng/
interview/viola.html
) ou até com o arquiteto Paulo Mendes da Rocha (www.designboom.com/eng/
interview/rocha.html
).

Motivo de inveja bacana

O universo de comunicação, arquitetura, moda e design tem coisas fabulosas, motivo de muita inveja branca! Exemplos: o cara que fez o computador por US$100 (www.laptopgiving.org/en/index.php); a equipe da Apple que é responsável por todo design de produto e embalagens; a Ideo (www.ideo.com) e seu design de inovação; o designer Hunter Gatherer (www.huntergatherer.net) que é responsável por um monte de vinhetas para a MTV; as cadeiras do Sergio Rodrigues; o desenho e o traço do Niemayer; o editorial do designer Fabien Baron... não tem fim.

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Ruy Lindenberg