
Os anuários sumiram. Não há livros sobre as mesas. Toda e qualquer referência, não só profissional como pessoal, familiar, espiritual, religiosa, esportiva, política, gastronômica, científica e turística, vem de telas (computador, telefone celular, cinema, arte, web, web, web, web) ou experiências tangíveis (festas, viagens, eventos, shows, museus, aparelhos). Ainda ouvimos falar da Archive, mas é sempre quem colocou uma peça lá que fala. Dos anuários fala-se cada vez menos. Muitos nem são abertos. Resta às suas capas a responsabilidade de servirem como referência criativa. A nova chupada é digital.
Vejo os criativos ainda preferindo o ar-condicionado do escritório à rua. Depositam toda a esperança na fonte digital ou virtual de referência. Tomara que quem tenha mandado este link realmente conheça este assunto. Tomara que o "YouTube" que eu tenha visto, só eu tenha visto. Tomara que este site esteja me contando a verdade. E tomara que esta verdade seja novidade para alguém nesta reunião.
Experimentar é a única opção viável. Sem tempo para esperar e sem dinheiro para desperdiçar, o instinto criativo e o de observação voltam a ser relevantes.
Sempre há ídolos. É uma pena que muitos não admitam admirar outros. Eu tenho muitos. E preservo os antigos, pois nunca esquecerei o que representaram para mim em diversos momentos da minha carreira.
@2008 MEIO & MENSAGEM