Para brasileiro, publicidade é informação

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Para brasileiro, publicidade é informação

Estudo do Interpublic mostra que veiculação em mídia é fonte de maior valor para brasileiros se inteirarem sobre marcas e produtos, empatada com a opinião de familiares e amigos

Felipe Turlao
18 de fevereiro de 2014 - 9h17

Os formatos publicitários tradicionais ainda são o canal de maior valor para os brasileiros que buscam informações sobre produtos e marcas, com o mesmo peso da opinião de familiares e amigos. É o que aponta o estudo “The new realities of marketing”, do Grupo Interpublic, dono de agências como Borghi/Lowe, Giovanni+DraftFCB e WMcCann. A pesquisa ouviu, via internet, 602 pessoas no Brasil no ano passado, e foi realizada também em outros cinco países.

O valor que os brasileiros dão à publicidade é bem superior ao que se observa em outros mercados. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a atividade também está enraizada na cultura popular, as fontes de informações mais comuns são as pesquisas feias na internet (61%). Lá a publicidade só aparece em 5º lugar no ranking, com 44% de menções, atrás ainda das opiniões de familiares (56%), informações do produto obtidas junto a pessoas de perfil parecido ao do consumidor (56%) e análise do produto por um especialista na internet (55%). No Reino Unido, Índia e Rússia, ocorre o mesmo fenômeno de desvalorização da publicidade como fonte de informação sobre as marcas, com índices próximos a 45%. E na China a situação é ainda pior: a atividade é considerada como fonte de valor por apenas 30% dos entrevistados.

“A publicidade continua forte em alguns países, talvez pelo fato de fazer parte da cultura e, consequentemente, causar repercussão social. Nos Estados Unidos, a publicidade é muito relevante e confiável. Basta observar o Super Bowl para perceber que muitas pessoas querem ver os comerciais, e não o jogo. Mas impressiona o fato de que, no Brasil, a publicidade é ainda mais forte e mais enraizada na cultura da população”, observa Terry Peigh, diretor global de operações do Interpublic, que veio ao País na semana passada para apresentar o relatório às agências do grupo.

Segundo o estudo, 51% dos entrevistados no Brasil consideram a publicidade como canal relevante para fornecer informações úteis sobre a marca, e que podem ocasionar em uma decisão de compra. O levantamento confere à atividade a responsabilidade de ser fonte de informação tão confiável e procurada quanto a palavra de um amigo ou familiar.

É possível concluir ainda que há uma evolução no status da publicidade. Embora mantendo o mesmo percentual da pesquisa anterior, realizada em 2011, desta vez a atividade empatou com o valor das opiniões de pessoas próximas, que caiu de 55% no estudo anterior para 51%. A pesquisa do Interpublic é bianual e está em sua terceira edição. 

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