Também digital, meio ganha força e relevância no Brasil

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Também digital, meio ganha força e relevância no Brasil



22 de novembro de 2018 - 21h05

Embora ainda tenha muita oportunidade de crescimento, a mídia Out Of Home (OOH) no Brasil atingiu um patamar que mostra seu reconhecimento tanto em força quanto em relevância. No ano passado, o mercado cresceu 8,6% e ocupou a terceira colocação em investimento publicitário, segundo o Cenp-Meios, logo após a TV aberta e a internet. O meio, que vem sendo estimulado pela sua profissionalização, ganha impulso extra ao acompanhar a jornada do consumidor em movimento: quando ele chega ou sai do País, nos seus deslocamentos elas ruas, no metrô e nas estradas. “Diversos números refletem a importância do OOH atualmente: além de share de mercado, podemos considerar também o aumento da base de clientes relevantes, os aportes em pesquisa e em equipamentos de alta tecnologia (digital e estático) e, claro, a penetração. Hoje, o OOH é a segunda mídia neste quesito, ficando atrás apenas da TV aberta”, afirma a diretora-geral da JCDecaux no Brasil, Ana Celia Biondi.

Ana Celia Biondi, Diretora-geral da JCDecaux no Brasil

Apaixonada pelas cidades e ruas e uma das maiores conhecedoras de OOH do Brasil, Ana Celia avalia que o mercado nacional tem espaço para se desenvolver — especialmente em equipamentos digitais —, para aumentar a sua participação no bolo publicitário e também aderir à venda programática. “O segmento está muito mais regulamentado, os grandes players trabalham com produtos de alta qualidade e, com o lançamento do MAPAOOH, o setor passou a entregar números. Sem dúvida, os serviços e produtos daqui são oferecidos nos mesmos níveis do que em países onde o OOH é qualitativo e profissional há mais tempo”, diz.

Neste ano, a expectativa é de crescimento nos mesmos moldes de 2017. Esse cenário também deve se repetir em 2019 graças à consolidação de grandes contratos, como o do metrô de São Paulo, que está sendo reequipado, e o reposicionamento do Aeroporto de Guarulhos como plataforma de mídia. Além dissa audiência, que segue aumentando, pode agora ser comprovada. “A mudança de comportamento do consumidor só nos favoreceu. Ele está em movimento e não mais na frente da TV, por isso queremos entender o cidadão, seus hábitos, seu estado de espírito em cada momento da jornada. Isso demanda pesquisa, uso de tecnologia e atualização constantes.”

A tecnologia, aliás, vem transformando o OOH. Ana Celia explica que atualmente é possível conectar os equipamentos, transformando-os em uma mídia em tempo real. Esse é o caso, por exemplo, dos dois mil painéis informativos de São Paulo que veiculam mensagem de utilidade pública na cidade. “O mesmo pode ser feito no Aeroporto de Guarulhos, no metrô e no mobiliário urbano”, completa.

Uma recente campanha realizada para a Caloi aplicou as soluções multiplataformas da JCDecaux para impactar e dialogar com o público nas ruas. A ação integrou o digital ao OOH por meio de um aplicativo que rastreava as atividades de ciclismo usando dados de GPS. A integração tornou possível a exibição da quantidade de ciclistas que estava circulando próxima aos relógios da JCDecaux em duas grandes vias da capital paulista. “Acreditamos que a digitalização vai continuar crescendo e que os dados terão cada vez mais relevância para segmentar a mídia, tornando-a mais eficiente e assertiva”, finaliza Ana Celia, ao revelar que, para 2019, está previsto o lançamento de métricas para o metrô e para o Aeroporto de Guarulhos.

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