Cresce intenção dos brasileiros de ampliar gastos

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Cresce intenção dos brasileiros de ampliar gastos

Relevância do digital, promoções e retomada do desejo de compra estão entre as tendências apontadas pela BCG’s Consumer Sentiment 2019

Taís Farias
19 de março de 2019 - 6h02

 

39% dos consultados pretendem comprar itens adiados nos últimos anos (crédito: reprodução)

Após oito anos, o brasileiro voltou a demonstrar intenção de ampliar seus gastos. O Boston Consulting Group constatou uma retomada na disposição do público brasileiro para as compras nos resultados da pesquisa BCG’s Consumer Sentiment 2019, divulgada na semana passada. O estudo ouviu dois mil consumidores com o objetivo de entender a visão do consumidor no cenário pós-crise. Para a gerente da consultoria estratégica, Flavia Gemignani, os resultados foram positivos.

De acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados pretendem comprar itens adiados nos últimos anos, um aumento de 13 pontos percentuais na comparação com 2017. O relatório indica, ainda, otimismo com relação a recuperação econômica do País no período pós-eleições, cerca de 71% dos consultados acreditam em uma melhora na economia do Brasil nos próximos seis meses. A gerente também aponta uma queda de 4 pontos percentuais no número de pessoas que desejam reduzir seus gastos.

Mesmo em clima de crescimento, Flávia chama a atenção para as mudanças no perfil dos brasileiros. “Hoje, o consumidor está consciente e vai buscar mecanismos para balancear seu orçamento durante o ano”, afirma a executiva. Nesse cenário, estratégias de ofertas e promoções ganham relevância entre os compradores. Questionados pela pesquisa, 83% dos entrevistados afirmaram ficar muito ou um pouco inclinados a trocar sua marca preferida por outra, não muito conhecida, caso o produto esteja em promoção.

Segundo a gerente do BCG, esse dado não apresenta variações entre as categorias e deve funcionar como um alerta para as marcas. “As promoções não devem ser vistas como uma ameaça à fidelidade, mas como uma ferramenta que ganha poder nesse momento”, salienta Flávia. A executiva também afirma que essas técnicas podem ser usadas para gerar experimentação de novas categorias e produtos.

O relatório chamou atenção para o potencial do digital no ambiente das compras: 42% dos consumidores afirmaram ter os canais online como meio de preferência e as redes sociais foram classificadas como plataformas principais para a pesquisa e consulta de promoções, seguidas pelo e-mail e a televisão.

Os números, no entanto, não refletem no número de compras feitas integralmente pela internet. “O Brasil tem o maior gap entre compras influenciadas digitalmente e compras realizadas no ambiente online”, relata Flávia. A consultoria credita essa discrepância a fatores culturais e logísticos, que incluem a necessidade de provar o produto, alto custo de frete e longos prazos de entrega.

A gerente ressalta, ainda, a necessidade de uma revisão nas estratégias de marketing das marcas. “Independentemente da velocidade das vendas em e-commerce, o digital tem um grande impacto no processo de decisão”, afirma a executiva.

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