Natura é a marca mais lembrada pela diversidade em 2020

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Natura é a marca mais lembrada pela diversidade em 2020

Segunda edição do estudo Oldiversity, do Grupo Croma, aponta como a longevidade e a diversidade estão impactando na relação do público com as empresas

Taís Farias
23 de dezembro de 2020 - 6h00

Natura é a marca mais lembrada pela diversidade, segundo estudo do Grupo Croma (Crédito: Reprodução)

Neste mês, o Grupo Croma, consultoria especializada em design de inovação, publica a segunda edição do estudo Oldiversity, que se propõe a apresentar como a longevidade e a diversidade estão impactando a relação do público com as marcas e as jornadas de compra e consumo. O levantamento também produz um ranking das 10 marcas mais lembradas quando o quesito é diversidade.

Para isso, a companhia realizou mais de duas mil entrevistas online em todo o Brasil, entre 23 e 31 de julho. A metodologia é aplicada utilizando cotas de idade, gênero, região geográfica, classe socioeconômica, além de cotas específicas para raça, orientação sexual e PCDs.

Segundo o estudo, apesar da maioria do público aceitar a diversidade (77%), isso não se transpõe para a realidade dos brasileiros. 71% dos entrevistados acreditam que os homens ganham mais que as mulheres, 64% acreditam que as empresas têm preconceito em contratar PCDs, 78% entendem que as empresas têm preconceito em contratar pessoas mais velhas, e 23% reconhecem que já tiveram alguma atitude racista.

Ranking

No ranking, o segmento de beleza e higiene pessoal é o mais associado aos temas de diversidade e longevidade. Ele foi apontado por 47% dos entrevistados. Na sequência, aparecem moda (9%), entretenimento e redes sociais (9%) e alimentos e bebidas (7%).

Já no que tange as marcas, a Natura foi eleita como a empresa mais oldiversity. Ela foi lembrada por 24% dos pesquisados, com resultado mais expressivo entre os LGBTQIA+. Na segunda posição, ficou O Boticário, com 16%. C&A (5%), Globo (4%) e Coca Cola (2%) completam o ranking das cinco marcas mais lembradas em diversidade. Outras marcas como Netflix, Dove e Avon perderam espaço no top 5, mas continuam entre as 10 mais expressivas.

 

(Crédito: Reprodução/ Grupo Croma)

Lacuna de inclusão

“O principal recado é que não houve muita mudança entre os anos, apesar de as discussões acaloradas sobre o tema estarem cada vez mais constantes”, aponta Ferdinando Vilela, diretor de pesquisa e Data Analytics do Grupo Croma, sobre a comparação com a primeira edição do estudo. Na pesquisa, 42% dos entrevistados não associaram nenhuma marca ao conceito de Oldiversity.

Essa ausência aponta uma falha no posicionamento, mas também uma oportunidade para que as empresas se apropriem desse lugar. Esse movimento se torna ainda mais atrativo quando considerado que 52% das pessoas declaram que passam a admirar mais e 51% a considerar mais marcas que falam abertamente sobre diversidade. Também cresceu o volume de pessoas que declaram não consumir marcas com comportamentos preconceituosos, de 53% para 60%.

*Crédito da foto no topo: Divulgação

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