Oito movimentos que conectam a cultura cyberpunk ao mundo contemporâneo

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Oito movimentos que conectam a cultura cyberpunk ao mundo contemporâneo

WGSN Mindset divulga resultados de pesquisa realizada em parceria com CD PROJEKT RED e a Warner Bros. Games

Amanda Schnaider
26 de maio de 2022 - 14h26

Em parceria com a CD PROJEKT RED e a Warner Bros. Games, responsáveis pelo lançamento do jogo Cyberpunk 2077, a WGSN Mindset, consultoria personalizada de previsão de tendências, apresentou nesta quinta-feira, 26, um estudo que mostra de que forma a cultura cyberpunk está conectada ao mundo contemporâneo.

A cultura cyberpunk é aquela que traz uma visão de sociedade em decadência e underground que tem muita tecnologia e pouca humanidade. “Tem uma crítica social muito forte, uma sociedade em decadência totalmente dominada pela publicidade de grandes corporações. Uma estética muito própria, sombria. Tem toda uma atmosfera para trazer um aspecto de crítica e reflexão de todos os impactos da evolução tecnológica”, explica Ligia Paes de Barros, head da WGSN Mindset Latam.

 

Jogo Cyberpunk 2077 é ambientado dentro dessa cultura de sociedade hiper tecnológica e decadente (crédito: divulgação)

Mas o que há de comum entre o cyberpunk e o mundo contemporâneo? De acordo com a pesquisa da WGSN Mindset, é a era da hiper realidade, que inaugura uma nova era de comportamentos digitais. E oito movimentos tangibilizam essa era da hiper realidade, que ligam a cultura cyberpunk aos movimentos digitais do mundo contemporâneo. São eles:

1. Coleções de grandes marcas digitalizadas

O mundo das marcas está cada vez mais migrando para esse mundo digital. Coleções e produtos estão migrando cada vez mais para o digital também. Ao mesmo tempo em que há uma relação entre um desejo das pessoas de se colocarem nas redes sociais, uma preocupação estéticas nas redes, há uma crescente preocupação com a sustentabilidade, o que incentiva os lançamentos de coleções exclusivamente virtuais.

2. Influencers digitais

Outro movimento são os influencer digitais. “Estamos vendo uma nova onda de uma economia muito forte de influenciadores virtuais se consolidando”, afirma Ligia, reforçando que essa tendência irá se intensificar daqui para frente. Atualmente, há inclusive uma agência de modelos virtuais, a Mutant Board.

3. Filtros e identidades virtuais

Diferentemente dos influencers digitais, esse movimento representa filtros e identidade virtuais criadas a partir do ser humano. “Não é criar uma pessoa do zero, mas replicar, fazer réplicas”, complementa Ligia citando a cantora Grimes como exemplo. A cantora possui um avatar digital chamado WarNymph, que, segundo ela, é o seu ‘eu’ digital.

4. Experiências musicais interativas

A pandemia foi um catalisador da mudança da indústria musical, visto que em curto prazo muitos artistas tiveram que se adaptar as lives e shows virtuais. A nova era da interação com o universo da música será baseada no engajamento à distância e o escape do usual.

5. O ativismo phygital

“De fato uma série de iniciativas digitais estão se consolidando como ativismo”, explica Ligia. A distinção entre o “clictivismo” de poltrona e o ativismo real está se tornando cada vez mais sutil. Um estudo de 2020 realizado por pesquisadores na Holanda mostra quanto o engajamento online é essencial para o engajamento off-line.

6. Impacto das NFT’s

“Quando estamos falando de uma hiper realidade temos que levar em conta o quanto os NFTs mudaram a maneira como nos relacionamos com a distribuição e controle de artes digitais”, comenta a head da WGSN Mindset Latam. A grande revolução se dá por um fator crucial, agora é possível patentear peças na “terra de ninguém”, levando a lógica de propriedade para o mundo virtual também. Com uma assinatura criptografada, a NFT serve como uma garantia infindável de que um item vendido terá exclusividade de reprodução e comercialização.

7. A estética do futurismo descolonizado

Nos últimos anos, o conceito de descolonização tem ganhado destaque. Cada vez mais disseminado e reconhecido como uma forma de retratar as narrativas de grupos minorizados e marginalizados, esse conceito trata de mudar o eixo narrativo para privilegiar histórias que foram convenientemente deixadas de lado. Esse movimento vem se aproximando da estética futurista e começa a representar realidades distópicas. “Vamos ver cada vez mais movimentos que falam sobre uma história, mas que trazem uma estética futurista também”, reforça Ligia.

8. Digi-destinos gamificados
“Temos cada vez mais migrado os nossos destinos para esse universo virtual”, enfatiza Ligia. Todo o distanciamento forçou as pessoas a procurarem por mais meios de engajamento. De olho nisso, as marcas estão lançando destinos digitais para fãs por meio de novos aplicativos, nas redes sociais ou diretamente em seus sites próprios. Um exemplo disso é a Balenciaga que lançou uma coleção gamificada dentro do Roblox.

 

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