Diretores apontam as preferências para o Oscar

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Diretores apontam as preferências para o Oscar

La La Land, Manchester à Beira-Mar e Moonlight lideram as indicações dos profissionais do audiovisual

Luiz Gustavo Pacete
24 de fevereiro de 2017 - 17h08

A 89º Oscars Academy Awards, que ocorre neste domingo, 26, traz consigo não apenas a escolha da academia para as melhores produções, mas também deve pautar discussões importantes como diversidade e migração tendo em vista o efeito dos primeiro mês de governo Trump nos Estados Unidos e no mundo. Por aqui no Brasil, mesmo com o carnaval, o evento ganha atenção, sobretudo, para os fãs da sétima arte. Neste contexto, Meio & Mensagem pediu a contribuição de produtores e diretores para darem suas impressões sobre os finalistas.

elle

Elle não entrou na lista de indicados, mas Isabelle Huppert foi indicada a melhor atriz

Carol Markowicz, diretora de cena da produtora Yourmama
“Sobre quem vai de fato ganhar, não sou capaz de opinar. Já sobre quem com certeza não vai ganhar, até porque não foi indicado: Elle, do Paul Verhoeven, muito injustamente esnobado na categoria de melhor filme estrangeiro. Na minha opinião, o melhor e mais ousado filme de 2016. Resta torcer para pelo menos a Isabelle Huppert bater a Natalie Portman e a Emma Stone. Não vai ser fácil, mas nesse caso, ao menos, é possível.”

Fazzio + Espeche, da Academia de Filmes
“É bem provável que La La Land seja o grande filme da noite. Ele é impecável em vários quesitos: direção, fotografia, roteiro e trilha sonora. Moonligth teve nota 99 na Metacritic e é o filme mais premiado da temporada, um forte candidato ao prêmio principal. Animais Noturnos pode morder alguma coisa na categoria ator coadjuvante e também pode surpreender com a estatueta para Tom Ford como melhor roteiro. A talentosíssima Viola Davis deve ficar com a estatueta de melhor atriz coadjuvante”

Igor Ferreira, sócio e diretor executivo Corazon Filmes
“Para diretor, Mel Gibson, Até o Último Homem, mais uma vez, apresenta um ótimo e surpreendente trabalho. Dennis Villeneuve, com A Chegada, impressiona ao contar uma história tão bem e mostra-se como um promissor colecionador de prêmios, mas é o jovem Damien Chazelle, de La La Land, que depois de impressionar a indústria com o Whiplash, supera e muito as possibilidades técnicas e viscerais na obra e deve levar o prêmio.”

João Daniel Tikhomiroff, diretor e sócio-fundador da Mixer Films
“Para melhor filme, apesar de ter um concorrente forte, como Moonlight, La La Land chega ao Oscar com faixa de campeão. Já a melhor direção será uma disputa acirrada entre Damien Chazelle e Barry Jenkins, mas vou arriscar como vencedor o Barry Jenkins, pois além de ter feito um trabalho incrível, Hollywood está em dívida com a comunidade afro-americana. Para melhor atriz, obviamente, vou de Emma Stone, de La La Land. Para ator, aposto no Denzel Washington por Fences, mas a briga aqui também será acirrada com Ryan Gosling, La La Land, e Viggo Mortensen, Capitão Fantástico”

moonlight

Moonlight é um dos preferidos para Melhor Filme

Lelê Terpins, inovação e novos negócios de A Voz do Brasil
“Cresci implorando para ir comer no T.G.I Fridays e alugando filmes na Blockbuster logo após a sobremesa. Os Coen Brothers sempre me chamaram a atenção pelo humanismo que eles conseguem atingir com seus personagens. Em Hail Ceaser! eles não fazem diferente e desconstroem a partir dos estereótipos hollywoodianos e da história do mundo, despindo o ser humano. O filme concorre ao Oscar 2017 nas categorias de Production Design e Set Decoration. As cenas de nado sincronizado, numa contínua alusão à magnífica cena Gutterballs do clássico filme dos mesmos diretores, The Big Lebowski ganham a simpatia e fazem jus a nominação”

“O Oscar de Melhor Ator sem dúvida deve ir para Casey Affleck, pela atuação em “Manchester à Beira-Mar”. O filme fala sobre o quão difícil é lidar com a perda e às vezes aceitar as difíceis mudanças que a vida nos prepara. Casey desempenhou o papel com uma profundidade emocional muito intensa. Ele demonstra estar realmente vivendo aquela dor. Natalie Portman também está perfeita como Jacqueline Kennedy, em “Jackie” e deve ganhar o Oscar de Melhor Atriz, ela representa uma figura histórica e incorporou a personagem de forma carnal.”
Luiz Ferriani, sócio e produtor executivo da Spray Filmes.

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Kubo concorre ao Oscar de melhor animação

Paulo Garcia, Chief Creative da Zombie Studio
“Torço muito por Kubo and the Two Strings, do estúdio Laika. Tem uma história cativante contada com uma direção de arte incrível. Porém, ele concorre com a Disney justamente no ano em que ela lança Moana, um filme visualmente lindo, repleto de músicas empolgantes e que encanta tanto adultos quanto crianças.”

Paulinho Corcione, sócio e diretor de criação da Lucha Libre Áudio
“O Oscar de Melhor Ator sem dúvida deve ir para Casey Affleck, pela atuação em Manchester à Beira-Mar. O filme fala sobre o quão difícil é lidar com a perda e às vezes aceitar as difíceis mudanças que a vida nos prepara. Casey desempenhou o papel com uma profundidade emocional muito intensa. Ele demonstra estar realmente vivendo aquela dor. Natalie Portman também está perfeita como Jacqueline Kennedy, em Jackie, e deve ganhar o Oscar de Melhor Atriz, ela representa uma figura histórica e incorporou a personagem de forma carnal.”

Paulo Roberto Schmidt, sócio da Academia de Filmes e Presidente do Conselho da APRO
“O longa La La Land, de Damien Chazelle, tem muitas indicações, são 14, mas pra mim já ganhou pelo menos o prêmio de quebra de preconceitos contra os musicais. Tem uma história envolvente, com momentos surreais em grandes efeitos, numa combinação muito boa de técnica e narrativa densa”.

Rodrigo Fleury, sócio e diretor de cena da Edit2
“O grande diferencial dos filmes indicados ao Oscar neste ano é o jeito como as histórias estão sendo contadas: utilizando recursos de produção menos caros que em anos anteriores, que objetivam narrativa mais criativas e maior proximidade às pessoas e seus sentimentos. Em tempos conservadores e frios, Hollywood se levanta contra esse cenário e cria filmes mais densos e sensíveis, com diversidade e política, e que querem dialogar com o sentimento de humanidade. Tome-se o nosso favorito La La Land: ele tem uma produção grandiosa, inclusive com um plano sequência incrível no começo, mas vai muito além da estética de musical e resgate ao passado para tocar em questões atuais sensíveis como o apego excessivo ao dinheiro. Essa combinação de proximidade às pessoas e histórias simples bem contadas é o segredo do sucesso das séries”

La-la-land

La La Land é um dos preferidos

Ricardo Mehedff, diretor de cena da Hungry Man
“Eu aposto em dois filmes: Moonlight e La La Land deve ganhar por que o filme foi praticamente realizado visando os prêmios da Academia. É um musical, é bonito, é tecnicamente impressionante e reverencia Hollywood. Por outro lado, Moonlight merece ganhar por se tratar de um filme único, centrado em um homem negro pobre com desejos homossexuais que não é de forma clara sobre ser negro, gay ou pobre. No decorrer do filme, nós o vemos definir sua própria identidade em seus próprios termos. Eu vejo Moonlight como uma obra corajosa, com uma pegada mais humana, algo que admiro e almejo realizar com meu primeiro longa, ‘Foro íntimo’, sobre um juiz preso ao próprio sistema judicial.Torço por Moonlight embora acredite que La La Land vai levar.”

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