PR para startups: construa e eles virão

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PR para startups: construa e eles virão

Quando você fala de você mesmo, é publicidade. Quando os outros falam de você, é PR


1 de março de 2019 - 16h32

 

(Crédito: Skitterphoto/Pixabay)

Você está pronto para lançar a sua empresa de internet e ouve de algumas pessoas que precisa comunicar isso ao mercado. Mas como? Existem algumas maneiras de “get the word out“.  A que tem se provado mais eficaz, principalmente no início de uma startup, considerando a relação custo-benefício, é via Assessoria de Imprensa e Relações Públicas.

Usar a mídia para atingir o público alvo de maneira acurada requer uma estratégia de comunicação que permita posicionar a marca e direcionar a mensagem de uma forma cirúrgica. Primeiramente, é necessário a compreensão de que um trabalho de construção de marca não se realiza em curto prazo, e que não depende apenas das ferramentas aplicadas, mas da estratégia como um todo.

O mercado de PR no Brasil confunde muito ferramenta com estratégia. O press release é apenas uma ferramenta, e não uma estratégia em si. Achar que escrever um texto e disparar para um mailing de 10 mil jornalistas seja suficiente para se obter resultados significativos é algo que já não funciona há muito tempo. Essa estratégia, chamada de “spray and pray” é retrógrada e ineficiente.  A exclusividade segue sendo o trunfo de uma pauta bem negociada, pois os veículos querem cada vez mais informação privilegiada.

Mas existem outras ferramentas que compõem uma estratégia e tudo depende de como se embala o conteúdo. Pode ser uma pauta mais aprofundada em bullet points, um vídeo, um pitch por telefone, um almoço de relacionamento, um infográfico, uma nota, um artigo de opinião, um post em mídia social, um petit comité com jornalistas, um evento. Ah, e esqueça a coletiva de imprensa, esse tipo de ação está praticamente extinta.

Entender o que o cliente faz é fundamental. A venda de pauta é feita em uma cold call de 3 minutos, onde o assessor precisa estar afiado sobre as informações da empresa que atende, bem como o mercado de atuação. Um bom trabalho de PR passa por entender as necessidades mercadológicas do cliente, a fim de se estabelecer uma comunicação que vá de encontro com os objetivos que sempre devem ser  a construção de marca, reputação e a geração de negócios.

Se a comunicação estiver alinhada àquilo que a empresa necessita, seja geração de leads, downloads, cliques, vendas, novos usuários, parcerias, contratação de talentos, captação de investimentos etc, daí sim o trabalho passa a ser olhado como um investimento e não um gasto. Para isso, há um princípio básico; assim como o assessor deve entender sobre o mercado do cliente, o cliente deve compreender o trabalho do assessor.

Diferente de publicidade, onde paga-se por um anúncio que vai invariavelmente ser publicado na mídia, PR requer o interesse do veículo e mais, se realmente a informação é relevante para o leitor. Logo, a publicidade é você falando de você mesmo, o que gera pouca relevância para uma marca nova, pois pouca gente se atenta a ler um anúncio de uma marca desconhecida, mas quando é um jornalista, com a credibilidade de um formador de opinião, falando de você, o valor que isso pode ter para a sua marca e seus negócios,  embora muitas vezes imensurável, passa a ser tangível.

Um trabalho sério de PR para startups, embora entendamos a pressão que uma empresa sofre nos períodos de early stage, product market fit e growth, requer paciência e persistência. Aquilo que às vezes o cliente acha que é muito relevante em termos de informação, nem sempre tem o mesmo valor para o veículo. O agente de PR deve agir como um consultor, ter senso de notícia e ser transparente na hora de avaliar a informação. Não é tão somente o que o cliente tem para dizer que conta. Tão importante quanto, é o que a imprensa está falando ou quer falar. Esse exercício de estar bem informado, principalmente sobre o mercado de atuação do cliente e fundamental para poder oferecer pautas, personagens, histórias, casos, depoimentos, e então demonstrar o quanto o seu cliente entende e pode ser útil, oferecendo aquilo que eles precisam: Informação.

O benefício que pode ser alcançado com um bom trabalho de comunicação corporativa está não tão somente nos esforços da equipe de atendimento ou na estratégia empregada, mas na ciência de que um trabalho de mídia espontânea não pode depender de métricas ou KPI’s. Comunicação não é matemática. É um trabalho que requer a criação de um alicerce firme que permita com que o mercado tenha a percepção correta da empresa. Assim como em qualquer atividade, a comunicação segue uma ordem cronológica que deve ser entendida de fato como uma obra a ser edificada. O importante é sempre focar na construção de uma imagem positiva que chame a atenção da audiência desejada. Se você conseguir criar uma empresa que tenha reputação,  a consequência sempre será a geração de leads e de negócios. Você não precisa bater de porta em porta. Use a comunicação de maneira estratégica para chamar a atenção de quem te interessa e atrair seu público alvo. Construa a marca e em torno dela, provoque o awareness e assim, certamente, eles virão!

 

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