O futuro exige adaptação

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O futuro exige adaptação

É preciso evoluir a percepção sobre as futuras oportunidades de trabalho e se adaptar à forma de expressão profissional do século 21


14 de março de 2019 - 12h14

 

(Crédito: uzenzen/iStock)

Esta semana rodou pela internet um estudo promovido pelo Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações da Universidade de Brasília (UnB). Nele, há um mote quase apocalíptico: até 2026, sumirão 54% dos empregos formais do País. O motivo? Uma explosão de robôs e programas de computador.

À primeira vista, a abordagem da pesquisa assusta. Afinal, o que fazer com 30 milhões de vagas jogadas ao limbo do esquecimento? A resposta, por incrível que pareça, é bem simples: adaptação. Sim, a prática capaz de manter qualquer ser vivo em pé por milhares anos, mais uma vez, nos ajudará a sobreviver aos desafios do futuro.

Claro, é preciso cultivar sabedoria para entender como será essa adequação. O primeiro passo é enxergar a informação como um alarme. Não é algo inevitável. É muito importante lembrar: o Brasil é um dos países com um menores investimentos em robótica no mundo. Ainda é muito caro fazê-lo e não há indícios de um barateamento nos próximos anos.

A minha visão sobre o tema é assimilar quais valores são fundamentais para a sua força de trabalho perdurar por muitos anos. É preciso sair de uma mentalidade movida “a braçadas” e entrar no ritmo de mercado guiado pela nanotecnologia. Parece exagero, mas ainda alimentamos uma forma de lidar com a realidade com olhos muito ultrapassados.

Exemplifico: até há bem pouco tempo era comum ouvir como os empregos migrariam para o estilo freelancer. Hoje, mesmo com a internet vivendo a sua plenitude, ainda há resistência de todos os lados para que isso se torne uma realidade. E o motivo não é dinheiro, pelo contrário. Está tudo no arco da negociação, da mentalidade e dos valores humanos.

A baixa confiança é um dos fatores mais básicos para esse subdesenvolvimento. Salvo excelentes indicações — e ainda assim há problemas — não sabemos se os freelancers contratados terão capacidade de auto gerenciamento. Também não temos garantias se os custos cobrados valerão a pena e se haverá compromisso com a rotina de trabalho.

Dar liberdade física e burocrática aos profissionais não significou libertá-los de uma mentalidade atrasada. Muitos ainda precisam de um gerente, alguém para coordená-los e evitar o intenso troca-troca de profissionais. Todos sabemos que a mudança intensa destroça o processo de criação de um trabalho consistente e de longo prazo. Pior, seu cliente reclamará.

Por isso, antes mesmo de se preocupar com a extinção dos empregos, precisamos dizimar esta mentalidade atrasada. Quebrar o alicerce do medo, da desconfiança e da preocupação. É preciso evoluir a percepção sobre as futuras oportunidades de trabalho e se adaptar à forma de expressão profissional do século 21. Só assim sobreviveremos juntos.

*Crédito da foto no topo: Reprodução

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