O poder do humano na inteligência artificial

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O poder do humano na inteligência artificial

Criatividade somada à tecnologia é uma poderosa aliada para superar as adversidades mais difíceis no campo profissional


3 de agosto de 2020 - 13h59

(Crédito: Reprodução)

Mobilidade, cultura digital e futuro do trabalho. Esses três conceitos que sempre foram discutidos juntos se tornaram ainda mais simbióticos nos últimos meses e entraram em um processo de aceleração inimaginável até bem pouco tempo atrás. E o fato é que, quando viramos algumas chaves de pensamento, simplesmente não conseguimos mais desvirar. Assim, a pandemia, que tão perversamente ameaça nossa saúde e empregos, se apresenta em outra frente como um catalisador de comportamentos corporativos que a inércia ou o medo simplesmente nos impediam de tomar.

Sem opção diante da necessidade de isolamento, ampliamos a confiança em nossos times. E o que aconteceu? Vimos os negócios se tornarem mais ágeis e confirmamos na prática recorrente a crença de que a criatividade somada à tecnologia é uma poderosa aliada para superar as adversidades mais difíceis no campo profissional. Tenho certeza de que boa parte de nós tem uma experiência para contar nesse sentido. A minha, pelo grupo onde trabalho e o posicionamento transversal da agência que comando hoje, me jogou frente a frente com uma plataforma de inteligência artificial sobre a qual muito se fala no nosso mercado há três anos: a Marcel.

Anunciada por Arthur Sadoun em 2017 em Cannes, a Marcel começou a ser implementada no Reino Unido um ano depois e foi sendo construída em seu tempo. Quando a crise da Covid-19 chegou e nos colocou cada um em um canto, o que fazia sentido para os mais visionários mostrou-se óbvio para todos. Ter uma plataforma interligando 80 mil colaboradores espalhados em suas casas em mais de 100 países permite uma infinita combinação de conexões. E conexões são ideias. Em pouco tempo, ficamos sabendo que o lançamento da Marcel seria acelerado no mundo e os preparativos para que ela deslanchasse no Brasil começaram.

Além do time global responsável pela Marcel, o país formou um pequeno grupo local com funções predeterminadas que garantiriam que o lançamento da plataforma fosse bem-sucedido também por aqui. Nessa equipe, o papel que me coube foi o de Power Marcelerator, uma espécie de incentivadora dos Marcelerators, os advogados da Marcel no país – pessoas de diferentes agências, engajadas e engajadoras, entusiastas da inovação e da colaboração. Os Marcelerators testam a plataforma, dão feedbacks, propõem novidades para o time global e ajudam os colegas a descobrirem os recursos que estão ali.

E eles são muitos. Há gigs para que os profissionais possam ter experiências internacionais sem sair de casa, treinamentos, conteúdos exclusivos, comunidades focadas nas diferentes regiões, perfis dos colaboradores com espaço para que sejam muito mais espontâneos, divertidos e reais do que nas plataformas de currículos e vagas tradicionais. A Marcel é o ponto de encontro de quem trabalha em qualquer empresa do grupo em qualquer lugar, respeitando os limites das atividades e da cultura de cada um, mas rompendo fronteiras que no mundo real vimos se fecharem junto à propagação do coronavírus. Nós éramos globais antes da Marcel, mas nunca fomos tão globais como com a Marcel.

É claro que, como em qualquer plataforma onde cada um navega como quer, as impressões são variadas, dependem da trajetória de cada pessoa e da sua pré-disposição em se envolver com uma nova ferramenta tecnológica. A minha visão pessoal, porém, é de que a Marcel representa mais do que uma revolução tecnológica ou uma ferramenta que nos lança já no futuro do trabalho. Ela é um agregador que carrega em seu DNA a nossa cultura corporativa, aqueles valores que não mudam mesmo quando todas as certezas são questionadas. A saber: conhecimento, colaboração, inovação e a convicção de que nossas singularidades devem nos unir e nunca nos separar.

*Crédito da foto no topo: iStock 

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