Partnership: o resultado é dividir para somar e vice-versa

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Partnership: o resultado é dividir para somar e vice-versa

Modelos de colaboração atendem a múltiplos objetivos, mas têm em comum a flexibilidade


22 de julho de 2021 - 6h00

Você já deve ter percebido um grande movimento das empresas, principalmente das startups, em ampliar sua rede de negócios através de novos sócios. E uma tendência – nem tão nova assim – é o tal do Partnership, uma maneira de acelerar o faturamento através de pouco ou nulo investimento.

No lugar de contratar profissionais que recebem salários com valores fechados e seus overheads, o “novo” negócio traz parceiros com ganhos flutuantes a partir da sua própria performance (este é apenas um dos modelos de negócio!). Quase que um intraempreendedorismo.

Modelos de colaboração atendem a múltiplos objetivos, mas têm em comum a flexibilidade (Créditos: Savvas Stavrinos/Pexels)

Pode ser que o “salário” deste profissional no fim do mês seja maior? Sim, mas ainda assim todo mundo ganha. Olhando da perspectiva do profissional, ele – que por sua vez é autônomo e não teria força pra performar como gostaria sozinho – encontra na sociedade o empurrãozinho que faltava! É o famoso dividir para somar.

Há quem divida estrutura pra otimizar os custos de um local fixo, então ele soma!
Há quem divida equipe, pra otimizar os talentos de uma estrutura, então ele soma!
Há quem divida expertise, pra otimizar o tempo que ele gastaria ganhando expertise, então ele soma!

Tá, parece um modelo incrível, principalmente se focarmos no crescimento acelerado do negócio. Mas por que o modelo só surgiu agora?

– A verdade é que, em 1974, quase 50 anos atrás, este modelo já existia. Você já deve ter ouvido falar em Phil Knight; se ainda não ouviu, certamente conhece a marca que ele fundou: a Nike. E para quem acha simples e fácil pegar empréstimos para fomentar o empreendedorismo, em 1974, era bem diferente. Eram tantas restrições que, quando os bancos decidiam emprestar, o faziam limitadamente.

Então, o incansável Phil Knight, leiam I-N-C-A-N-S-Á-V-E-L, decidiu abrir a sociedade para gerar investimentos e persistir no crescimento contínuo. E vendo a marca construída e tão bem avaliada hoje, pode-se dizer que deu certo, né?

Mas o que isso quer dizer? Buscamos inovações em algo que precisa ser inédito, quebramos a cabeça com tantas possibilidades que nunca existiram e, muitas vezes, a resposta está bem ali na leitura de uma autobiografia, em um aglomerado de feitos há anos e anos e que podem ser remodelados pro hoje. Está aí o ineditismo!

Do dicionário, inédito é “O que nunca foi apresentado antes; obra que nunca foi vista, representada ou exibida.” Mas trazendo pra vida real, na minha opinião, o ineditismo depende do ponto de vista de quem está do outro lado. O que é inédito pra você pode não ser para o outro e vice-versa.

É isso: o segredo é focar na aprendizagem autodirigida! Ler, se inspirar e inovar com o que se internalizou, o que foi consumido, aquilo em que se acredita. Com os feitos do outro, adaptados ao seu.

Estude sempre e sinta a criatividade se libertar em você!

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