INCREASE
A Increase é uma agência independente com foco em crescimento, que conecta estratégia, dados e execução para gerar resultados reais de negócio. Atua de forma integrada em mídia, tecnologia e análise para transformar investimento em performance ao longo de toda a jornada. Reconhecida como Google Partner e entre os 3% principais parceiros do Google, combina acesso a tecnologia, inteligência de plataforma e boas práticas globais para potencializar resultados. Mais do que campanhas, constrói sistemas de crescimento: organiza dados, otimiza processos e evolui continuamente para escalar com eficiência.
Possuímos uma metodologia própria onde ajudamos empresas a conquistar mais clientes, aumentar vendas e alcançar suas metas de forma eficiente.
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Quando a mídia vence nas métricas e perde no mercado
Publicado em 17/07/2026 (5 dias atrás)
Imagine o seguinte cenário: duas marcas, mesmo orçamento e ambas sendo do mesmo nicho. Passaram-se três anos e uma cresceu três vezes mais que a outra. A diferença não estava no criativo, na ideia e muito menos no produto. Estava em como cada marca decidiu onde aparecer, para quem e quando.
A discussão sobre mídia no Brasil é dominada por eficiência de compra: frequência de entrega, CPM e viewability. Esses indicadores são importantes, mas traduzem apenas uma parte do que está em jogo. O que eles não capturam é o efeito acumulado de anos de decisões sobre presença, como quais ambientes a marca escolheu ocupar, quais pautas culturais associou ao seu nome e quais audiências desenvolveu.
Os pesquisadores do IPA DataBank, Les Binet e Peter Field, analisaram décadas de dados sobre eficiência de marketing e documentaram o que chamaram de efeito a longo prazo: marcas que investem de forma consistente em construção de demanda crescem market share a uma taxa que campanhas de ativação isoladas não conseguem replicar. A proporção que eles identificaram como ponto de equilíbrio, 60% do investimento em branding e 40% em performance, não é uma regra universal, mas é uma evidência de que a distribuição do investimento produz trajetórias de crescimento completamente distintas.
No mercado brasileiro, esse descompasso aparece com frequência. Marcas que acumulam anos de investimento quase exclusivamente em performance encontraram um limite: a captura de demanda existente possui uma barreira, e quando essa barreira é atingida o crescimento estagna. Construir demanda nova exige outro tipo de presença: mais distribuída no tempo certo e menos dependente de intenção de compra imediata.
Na prática, tratar a mídia como arquitetura de crescimento significa trazer questionamentos diferentes dos que costumam dominar as reuniões de planejamento. Não apenas “Qual canal entrega o menor CPM?” ou “Qual formato maximiza o CTR?”, mas: este plano de mídia está desenvolvendo audiências que ainda não são nossos clientes? Estamos presentes nos ambientes onde as decisões de compra se formam? O investimento de hoje está construindo algo que vai funcionar a longo prazo?
Marcas que chegaram a essa maturidade tratam a mídia como uma decisão de alocação estratégica de recursos e não de otimização de entrega. A diferença aqui não é semântica. Ela muda o que se mede, quem participa das decisões e qual horizonte de tempo orienta melhor o planejamento. Empresas que continuam discutindo mídia só pelo viés da eficiência operacional ganham nas métricas, mas perdem o mercado.
Texto por Julia Pasquinelli (linkedin.com/in/juliapasquinelli)