APRESENTA:

A importância do brand safety na creator economy

Em ano eleitoral, a relação com influenciadores pressiona marcas a adotar governança e inteligência artificial, com soluções como o Creator Ads, para proteger sua reputação

Grandes marcas protagonizaram episódios que expõem um dos principais dilemas da comunicação contemporânea: na creator economy, o que impulsiona relevância também carrega, na mesma velocidade, o potencial de desencadear crises reputacionais. Em um ambiente marcado pela polarização política e exposição contínua nas redes sociais, essa equação se torna ainda mais sensível em anos eleitorais, quando manifestações públicas tendem a ganhar maior visibilidade e repercussão na mídia.

Brand safety: campanhas contam com SmartMatch e GuardIAn para análise de perfis, seleção de criadores e monitoramento contínuo de conteúdo

Brand safety: campanhas contam com SmartMatch e GuardIAn para análise de perfis, seleção de criadores e monitoramento contínuo de conteúdo

A relação com criadores de conteúdo deixa de ser apenas uma alavanca de alcance e passa a figurar entre os principais pontos de vulnerabilidade das marcas. O desafio não está em decidir se devem ou não investir na creator economy — um dos canais mais relevantes da mídia —, mas em como fazê-lo sem se associar a narrativas políticas, discursos de ódio ou condutas desalinhadas aos seus valores institucionais.

“A imagem de uma marca depende centenas ou milhares de agentes”, afirma Luciana Bulau, advisory em construção de marca. Para a consultora, a governança em marketing de influência evolui para um modelo mais robusto, que combina diretrizes claras com sistemas autônomos, capazes de mapear riscos em escala. “Em um ecossistema em que a reputação é construída por múltiplas vozes, o papel da marca se redefine: mais do que controlar o discurso, trata-se de orquestrar consistência sem abrir mão da espontaneidade”, explica.

Creators ampliam alcance e elevam a pressão por controle das marcas
Com o avanço do marketing de influência, cresce a demanda por previsibilidade e alinhamento reputacional, em um ambiente em que conteúdo ganha escala rapidamente

A discussão sobre brand safety ganha centralidade, em um momento em que o marketing de influência se consolida como um dos pilares dos investimentos em mídia. À medida que as marcas ampliam sua atuação com creators em escala, cresce a exigência por previsibilidade, controle e alinhamento reputacional. Mais do que evitar crises pontuais, o desafio está em sustentar consistência de marca, em um ambiente dinâmico, descentralizado e, por natureza, menos controlável.

Esse contexto é tensionado pela própria lógica das plataformas digitais, que favorece a amplificação de qualquer tipo de engajamento, inclusive o negativo. Diferentemente de outros meios, episódios isolados podem rapidamente ganhar tração e se transformar em debates públicos de grande alcance. Quando um criador publica um posicionamento controverso, comentários, compartilhamentos e reações funcionam como vetores de distribuição, impulsionados por algoritmos que interpretam volume de interação como sinal de relevância, independentemente do seu teor.

“Nesse novo ambiente, garantir segurança de marca não é apenas uma medida preventiva. É condição fundamental para viabilizar investimentos consistentes em mídia com criadores”, afirma Miriam Shirley, presidente da BrandLovers. Nesse cenário, a construção de estratégias que equilibrem escala, controle e contexto se torna um requisito básico para a atuação das marcas, especialmente em um ambiente marcado pela complexidade.

Miriam Shirley, presidente da BrandLovers: “O desafio é que a creator economy cresceu mais rapidamente do que sua infraestrutura”

Miriam Shirley, presidente da BrandLovers: “O desafio é que a creator economy cresceu mais rapidamente do que sua infraestrutura”

Eleições expõem fragilidades de governança

Em períodos eleitorais, como 2026 no Brasil, a circulação de posicionamentos e discursos controversos nas redes se intensifica. A própria lógica das plataformas digitais favorece a amplificação de conteúdo polêmico, elevando, de forma simultânea, o risco reputacional e financeiro para marcas associadas a criadores. Diante desse cenário, grandes anunciantes buscam maior previsibilidade, controle e segurança em suas campanhas. “Nesses momentos, brand safety deixa de ser apenas uma preocupação operacional e passa a se consolidar como uma exigência estratégica para o investimento em mídia de influência”, afirma Miriam Shirley.

No entanto, o risco não se limita a conteúdo explicitamente problemático. Associações sutis, posicionamentos implícitos e mensagens ambíguas podem ganhar escala em poucas horas, impulsionadas pela dinâmica algorítmica das plataformas. Segundo a executiva, esse cenário expõe fragilidades ainda presentes na operação da mídia de influência. “Ainda vemos decisões baseadas em percepção subjetiva, dificuldade na seleção de perfis, processos manuais que limitam a escala e baixa padronização na mensuração de resultados”, afirma. “Há também uma lacuna relevante de governança. Trabalhar com creators exige controle, rastreabilidade e previsibilidade, atributos que historicamente não foram associados a esse canal”, complementa.

Segurança com escala e inteligência

A plataforma Creator Ads, desenvolvida pela brasileira BrandLovers AI, surge como resposta direta ao desafio de garantir brand safety em contextos sensíveis e em larga escala. Apoiada em tecnologia proprietária e inteligência artificial (IA), a solução integra funcionalidades como SmartMatch e GuardIAn, capazes de analisar o histórico de conteúdo dos criadores, identificar perfis alinhados aos valores das marcas e monitorar, de forma contínua, potenciais riscos ao longo de toda a campanha.

Representação visual real da base de creators da BrandLovers, por nicho

Representação visual real da base de creators da BrandLovers, por nicho

“O Creator Ads resolve um dos principais desafios dos anunciantes: garantir segurança de marca, ao investir em mídia de influência. Mapear riscos em escala exige sistemas baseados em inteligência artificial, como os nossos”, afirma Miriam Shirley, presidente da BrandLovers. “A tecnologia permite ativar campanhas com centenas ou até milhares de criadores simultaneamente, sem abrir mão do controle e da conformidade. É essa infraestrutura que viabiliza a escala com segurança”, acrescenta. Com uma base que ultrapassa 400 mil criadores, a plataforma já é utilizada por grandes anunciantes nacionais e globais, como Unilever, Google, Meta, Coca-Cola, Mercado Livre, P&G e L’Oréal.

Brand safety em escala: os números do Creator Ads

+400 mil
criadores de conteúdo na base

+3 mil
pontos de dados analisados por perfil na seleção de campanhas

38
dos 50 maiores anunciantes do Brasil já utilizam a plataforma

O próximo passo da Creator Economy

Para Shirley, a creator economy já superou sua fase experimental. O avanço, agora, depende menos do volume de investimento e mais da qualidade da infraestrutura que sustenta esse ecossistema. A executiva destaca, ainda, que a associação entre marca e criador se estende a todo o histórico digital do indivíduo. Em anos eleitorais, essa conexão ganha novas camadas de interpretação. “Um posicionamento que parecia neutro pode adquirir conotação política, dependendo do contexto. Com a polarização e a amplificação algorítmica, as crises perdem a linearidade e assumem um comportamento exponencial”, explica.

Diante dessa dinâmica, o desafio operacional se torna evidente. Monitorar dezenas ou milhares de perfis é uma tarefa inviável sem suporte tecnológico, e um único conteúdo fora das diretrizes pode desencadear uma crise. “Com o apoio de soluções tecnológicas e inteligência artificial, é possível operar esse canal com mais previsibilidade, escalar investimentos com segurança e manter o controle, mesmo em contextos de alta sensibilidade política”, afirma.

IA amplia a proteção de marca em contextos sensíveis
Creator Ads permite escalar investimentos na creator economy com mais controle e previsibilidade

SmartMatch
Baseada em inteligência artificial (IA), a SmartMatch utiliza modelos multimodais para analisar, de forma integrada, áudio, texto, vídeo e imagem do histórico de publicações de cada perfil, avaliando mais de 3 mil pontos de dados por criador. O sistema identifica intenções, mensagens subjacentes, marcas envolvidas e indicadores de brand safety. Ao todo, são 13 categorias de infração monitoradas, que abrangem desde discurso de ódio e violência gráfica até temas sensíveis e polarizadores. O resultado é uma curadoria orientada por dados, com rastreabilidade e previsibilidade. Esse diagnóstico permite que o anunciante inicie uma campanha com clareza sobre os perfis envolvidos e seus potenciais riscos.

GuardIAn
A GuardIAn verifica cada peça criativa antes da veiculação, analisando individualmente imagens, áudio e legendas, com processamento contínuo de vídeo (até cinco frames por segundo), para garantir aderência às diretrizes da marca. Ao detectar qualquer inconformidade, a GuardIAn aciona automaticamente o Whisper, agente de IA responsável por contatar o criador e solicitar ajustes. Todo o fluxo de revisão e correção acontece de ponta a ponta de forma automatizada, reduzindo retrabalho e acelerando o go-live, sem depender de checagens manuais. Em escala, isso representa um novo patamar de governança para a creator economy: a garantia de que cada conteúdo foi validado em todas as suas camadas e que eventuais desvios são identificados e corrigidos com agilidade.