APRESENTA:

Transformação contínua em escala

Publicis Brasil completa 30 anos no País com crescimento acelerado do time, conquista de contas, parcerias de longo prazo e inovações na operação

Em um mercado pressionado pela fragmentação da audiência e a incorporação acelerada de dados, tecnologia e novos modelos de negócio, completar 30 anos de operação deixou de ser apenas um marco de longevidade e passou a exigir evolução contínua de estratégia e posicionamento de marca. No Brasil, onde agências de publicidade precisaram se reinventar para seguir relevantes, a trajetória da Publicis, parte da holding Publicis Groupe, reflete a própria transformação da indústria.

Essa evolução se traduz em decisões estruturais e na ampliação da base de clientes. De 2024 para 2026, a agência quase dobrou o tamanho de seu time, passando de 350 para 680 colaboradores, e avançou na construção de um modelo operacional integrado, apoiado por tecnologia, dados e conteúdo. O portfólio reúne 52 marcas, com a incorporação recente de contas como Accor, Beiersdorf (Nivea e Eucerin), Dolce Gusto, Purina Latam, Sam’s Club, Santander, Red Bull e The Magnum Ice Cream Company (Kibon, Ben & Jerry’s e Magnum).

Honda mobilizou pet influencers para transformar conscientização no trânsito em movimento cultural

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“O Publicis Groupe é o grupo de comunicação mais influente do mundo e o mais valorizado na Bolsa, por ser um parceiro estratégico que ajuda a liderar a transformação de negócios de marcas que estão entre as mais relevantes do mundo. Na Publicis Brasil, agência que dá nome à holding, posso afirmar que vivemos um de nossos momentos de maior pujança”, afirma Gabriela Borges, presidente da Publicis Brasil.

Para marcar as três décadas no País, a agência resgatou o slogan “Lead the change, love the change” (“Lidere a mudança, ame a mudança”, em português). Segundo Borges, a mensagem reforça “o compromisso de estar sempre à frente em um ambiente de transformação permanente, apoiando os clientes na liderança de seus respectivos segmentos”.

“Criatividade só faz sentido quando gera impacto cultural e de negócio”
Gabriela Borges, presidente da Publicis Brasil, analisa os 30 anos da agência no País e a construção de um modelo orientado a impacto cultural e resultados de negócio

Qual é o legado da Publicis no Brasil, ao completar três décadas de atuação? Gabriela Borges — Um legado de transformação contínua, com foco genuíno no cliente e nas pessoas. Essa cultura está presente no dia a dia da agência e na forma como tomamos decisões. Muitos profissionais, inclusive eu, construíram suas trajetórias aqui, em um ambiente que estimula pertencimento, crescimento e senso de responsabilidade. Existe uma “dor do dono” muito clara na operação. Não fazemos criatividade pela criatividade: fazemos ideias que geram impacto cultural e resultado de negócio. Essa conexão entre estratégia, criatividade e negócio é o que sustenta nosso legado.

Da história recente da operação brasileira da Publicis, quais movimentos representam essa transformação?
Borges — Sempre estivemos à frente de movimentos estruturais do mercado. O curso Entre, voltado à formação de mulheres na criação, foi pioneiro e acabou se tornando uma iniciativa do grupo no Brasil. Também lançamos o BrainLab, em um momento em que dados ainda não eram vistos como eixo central da criatividade. Mais recentemente, a parceria com o BR Media Group, que evoluiu para aquisição, e a criação do PUBLI, unindo estratégia e criação, mostram como seguimos simplificando estruturas para ganhar agilidade, excelência e impacto real para os clientes.

Gabriela Borges, presidente da Publicis Brasil: “A agência do futuro será simples na forma e poderosa na essência”

Gabriela Borges, presidente da Publicis Brasil: “A agência do futuro será simples na forma e poderosa na essência”

No mercado, muito se discute sobre como será a agência do futuro. Como enxerga esse modelo?
Borges — A agência do futuro será simples na forma e poderosa na essência. Um modelo que usa inteligência artificial para ganhar velocidade e eficiência, sem renunciar ao olhar humano; que se apoia em dados próprios, com respeito à privacidade; que cria ideias fortes, personalizadas e multiplataforma; e que integra criatividade, mídia, tecnologia e commerce em um único sistema. Mais do que estruturas pesadas, será um organismo vivo, ágil e conectado. A verticalização de serviços, na qual a Publicis foi pioneira, tende a se intensificar para entregar ainda mais valor aos clientes.

Inovação escala criatividade, eficiência e impacto

Mais do que um conjunto de iniciativas pontuais, a atuação da Publicis no Brasil em inovação é guiada por um princípio que Juliana Elia, vice-presidente de estratégia, define como “tecnologia invisível”: “A inovação deixou de ser um departamento isolado para se tornar a infraestrutura que sustenta a operação da agência, permitindo escalar criatividade, eficiência e impacto nos negócios dos clientes”.

A partir de 2024, a agência disponibilizou novidades como a Whisper, que automatiza a jornada de compra via WhatsApp, e a Predixon, plataforma baseada em inteligência artificial (IA) capaz de prever o retorno sobre o investimento (ROI) em diferentes cenários. Ao mesmo tempo, consolidou o modelo Power of One, que conecta as diferentes empresas do grupo em torno do crescimento estratégico e sustentável de cada cliente.

Já em 2025, a holding Publicis Groupe deu mais um passo estratégico, ao adquirir o BR Media Group, integrando de forma nativa uma das maiores operações de influenciadores da América Latina e ampliando sua expertise em conteúdo. “Não encaramos a inteligência artificial e os influenciadores como ameaças, mas como alavancas estratégicas”, afirma Elia. “A tecnologia cuida da operação para que o humano possa se dedicar à estratégia. Não existe futuro sem escala tecnológica”, adiciona.

Nestlé tornou acessíveis cerca de 1.200 embalagens para pessoas cegas ou com baixa visão

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E-commerce, dados e um modelo integrado

Para sustentar a nova escala da operação, a Publicis Brasil ampliou e diversificou seu time, com investimentos que vão de business intelligence (BI) à criação de conteúdo, fortalecidos pelo ecossistema multidisciplinar PUBLI, que nasceu em abril do ano passado, com a intenção de dar mais atenção e robustez às crescentes demandas dos clientes. A indicação ao prêmio de Agência do Ano no TikTok Awards 2025 marcou um dos primeiros reconhecimentos desse movimento, evidenciando a capacidade de traduzir estratégia em relevância cultural e performance em plataformas digitais.

Neste cenário, a mídia e a construção de marcas fortes seguem como o principal motor da operação. Esse protagonismo levou a liderança a priorizar a formação de perfis mais estratégicos e sagazes, capazes de acompanhar a evolução do mercado e a ambição da agência, explica Ana Sanchez, vice-presidente de mídia.

Segundo Sanchez, essas transformações se manifestam tanto em reorganizações estruturais de grande escala quanto na condução consistente de marcas líderes. A integração das diferentes unidades da Honda — atendida pela The Dream, unidade de atendimento exclusivo da empresa — ilustra esse movimento operacional, enquanto a manutenção de parcerias de longo prazo com Nestlé e P&G reforça a capacidade da agência de sustentar estratégias contínuas de construção de marca. Em frentes mais recentes, Sanchez cita iniciativas como a de Nivea, que ampliou sua presença cultural ao se inserir no Big Brother Brasil (BBB) 2026.

O crescimento do time e a diversificação de competências sustentam uma mudança mais profunda no papel que a Publicis Brasil passou a ocupar junto aos clientes: a de uma parceira integrada de crescimento, capaz de conectar criatividade, mídia, tecnologia, dados e commerce em um único sistema operacional. Segundo Borges, essa conexão “visceral” ajudou a moldar uma operação preparada para atravessar ciclos de instabilidade do mercado brasileiro, com menor exposição a rupturas. A explicação está na estrutura construída ao longo do tempo, que absorve a complexidade do setor de comunicação ao integrar diferentes capacidades sob uma única porta de entrada.

“O que oferecemos vai além da propaganda”, afirma Elia, vice-presidente de estratégia. “Trabalhamos com os clientes para impulsionar crescimento de negócio.” Essa abordagem se materializa na integração de soluções de e-commerce, retail media e dados, que posicionam a agência como parte da operação crítica de seus clientes. “A execução criativa é apenas a ponta do que entregamos”, diz. A agência atua em 13 segmentos, o que permite equilibrar momentos de pressão e identificar novas frentes de crescimento.

Publicis Brasil em números: escala e solidez na operação

680 colaboradores
De 2024 para 2026, time quase dobrou de tamanho, acompanhando a expansão da operação.

9 novas contas
Em 2025, ampliou a base de clientes com marcas como Accor, Beiersdorf, Dolce Gusto e Santander.

Top 3 em compra de mídia e faturamento bruto
Mantém presença consistente entre as três maiores agências do País, no ranking do Ibope/Monitor.

500 mil+ criadores mapeados
Com a integração da BR Media ao Publicis Groupe, acessa dados de performance na América Latina.

2.500 assets de conteúdo por mês
O hub PUBLI produz peças e formatos para estratégias always-on de marcas globais.

62% de liderança feminina
Em 2024, antecipou a meta global de representatividade, prevista para 2025.

Sustentabilidade e diversidade no negócio

No relançamento do Nivea Milk, a marca usou IA para promover um encontro simbólico entre a Eliana do passado e do presente

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A Publicis Brasil trata diversidade, inclusão e sustentabilidade como indicadores-chave de desempenho (KPIs) de negócio, e não como pautas acessórias. Sob o compromisso global “Viva La Différence”, a operação brasileira estabeleceu metas claras, como a equidade de gênero na liderança, já alcançada antes do prazo global, além de programas estruturados de inclusão, como o Programa de Aceleração para PCDs, voltado à formação e progressão de carreira nas áreas de mídia e dados. Soma-se a isso o Working with Cancer, iniciativa que garante apoio integral e estabilidade no emprego a colaboradores que enfrentam a doença ou acompanham familiares em tratamento.

Cases que convertem tecnologia em conexão cultural
De inclusão à inteligência artificial como ponte emocional, projetos criados pela Publicis Brasil mostram como marcas usam inovação para gerar impacto e relevância

Honda: causa, comunidade e influência
Na ação “Maio Caramelo”, a Honda mobilizou um squad de pet influencers para conscientizar motociclistas sobre o respeito aos cães caramelo, combinando tecnologia, creators e posicionamento institucional.

Purina: um insight que veio dos gateiros
O hábito dos gatos de andar sobre o teclado inspirou a iniciativa “Cat Codes”, da Purina. A campanha transformou esse comportamento em mecânica promocional: os cupons de desconto eram digitados pelos gatos dos consumidores.

Dorflex: do mobiliário urbano à mídia estratégica
Na campanha “Placas”, a Dorflex ressignificou sinalizações de trânsito e outdoors, ao transformá-los em peças criativas que dialogavam com as dores cotidianas dos brasileiros, ampliando presença cultural e impacto da campanha.

Nestlé: inclusão que começa na embalagem
Em “Rótulos que Falam”, a Nestlé se uniu à startup Alia Inclui, com o objetivo de tornar acessíveis as informações de cerca de 1.200 embalagens a pessoas cegas, com baixa visão ou não alfabetizadas.

Nivea: IA como ponte emocional
No relançamento do Nivea Milk enriquecido com hialurônico puro, a Nivea usou tecnologia para criar um encontro entre a apresentadora Eliana do passado e do presente.