“Cemitério de Mulheres” chama atenção para feminicídio
Campanha do Governo de Minas Gerais transforma espaço fictício em alerta sobre violência contra as mulheres

O Governo de Minas Gerais e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) criam um cemitério só para mulheres em nova campanha (Crédito: Reprodução/Instagram)
O Governo de Minas Gerais e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) criaram um cemitério só para mulheres. A ideia parece absurda à primeira vista, mas esse é o ponto de partida de uma campanha para chamar atenção para a violência doméstica e o feminicídio.
Criado pela Filadélfia, o espaço foi apresentado nas redes sociais como um local “pensado para as mulheres encontrarem a paz”. A ação ganhou repercussão com a participação de nomes como Viviane Araújo, Érika Januza, Rafael Zulu e Cíntia Chagas. Depois do impacto inicial, a campanha revelou que o cemitério é fictício, mas a realidade por trás dele não.
A iniciativa parte de dados sobre feminicídio no Brasil. Segundo as informações divulgadas pela campanha, quatro em cada cinco mulheres assassinadas não haviam denunciado agressões anteriormente. A estratégia busca mostrar que o ciclo de violência pode começar antes da agressão física, com comportamentos como controle, humilhação e dependência.
A proposta é ajudar mulheres a reconhecer esses sinais e buscar ajuda antes que a situação se agrave. Além da conscientização, a ação divulga os canais de proteção oferecidos pelo Estado. A Cabine Rosa, acionada pelo 190, oferece atendimento de mulher para mulher no Centro de Operações da Polícia Militar. Já a Patrulha de Proteção à Mulher acompanha casos de maior vulnerabilidade, com visitas preventivas e fiscalização de medidas protetivas de urgência.