Negócios

Apoiado por venture building, Fernando Diniz lança Mais

Ao lado de Rafael Camanho, da Orkest, ex-CEO da Leo e da DPZ estrutura negócio orientado por sistema de IA

i 19 de outubro de 2026 - 19h05

Rafael Camanho e Fernando Diniz

Rafael Camanho, CMO da Orkest, e Fernando Diniz, CEO da Mais: inteligência artificial no centro para potencializar relações humanas (Crédito: Divulgação)

Quase dois anos depois de ter saído da Leo Burnett, onde ocupou a cadeira de CEO, Fernando Diniz está lançando seu próprio negócio.

A Mais se propõe a funcionar como sistema operacional de marketing regida por uma ferramenta de inteligência artificial (IA) chamada Brain Cortex, desenvolvida pela Orkest, venture builder investidora da operação.

Em atividades há alguns meses, a empresa já desenvolveu projetos para anunciantes como Nestlé, Roots to Go e Bimbo Portugal.

Segundo Diniz, a Mais é resultado do que melhor soube fazer nas agências pelas quais passou – antes da Leo, foi CEO da DPZ&T no período mais conturbado da agência, logo após a saída das lideranças que fundaram a Galeria –, somada aos estudos que fez acerca da IA.

“Parte do sucesso qur tive nas agências foi criar sistemas mentais de trabalho, ainda sem tecnologia. Segurança psicológica e método. Todo mundo sabia o que fazer, em que momento, em que reunião e etapa do trabalho”, diz.

Ele refere-se à Mais como um marketing AI system que começou de uma ideia que teve ainda na Leo, de trazer consumer insights de forma mais dinâmica. Essa premissa evoluiu para a vontade de operar não como um software as a service, mas um service as a software.

“Um sistema de trabalho que facilite a vida do profissional, que deixe ele com a ideia, o talento e tire as barreiras de execução da frente dele, tornando a coisa toda mais ágil”, explica. “São coisas pequenas que fazem uma agência perder a conta: refação que demora, troca de time na qual se perde todo o histórico, briefing que vai e volta e ninguém entende… são coisas muito ordinárias, mas que destroem a chance de uma empresa ser extraordinária do ponto de vista criativo”.

Para apoiá-lo na empreitada, recorreu a Rafael Camanho, com quem já havia trabalhado na Fbiz e sido sócio na consultoria Dcode. Hoje, Camanho é CMO da Orkest, venture builder nacional especializada em fusões e aquisições (M&A) e tecnologia, que reúne sócios com expertise em áreas que vão do direito à IA.

Na prática, a empresa atua na concepção, no desenvolvimento e na escala de ventures que se propõem a resolver problemas empresariais relevantes. Além de ter desenvolvido o Brain Cortex da Mais, que permeia as frentes de insights, estúdio, mídia e creators, a empresa serve como provedora de recursos.

“Somos uma venture builder, que é diferente de uma aceleradora, que somente investe dinheiro. Normamente, um dos sócios dupla com o CEO da empresa que decidimos ajudar. No caso da Mais, duplo com o Diniz. A ideia aqui é dar todo o suporte de que ele precisa com nosso tool box para ele investir tempo onde ele precisa, conversando com o mercado e cuidando da equipe”, diz Camanho.

Em operação desde 2018, a Orkest tem o irmão de Camanho, Thomaz, como CEO. Além dos dois, a empresa, que já atendeu a clientes como Nestlé e Harvard Business Review, tem outros quatro sócios.

Tanto Camanho quanto Diniz apostam que a Mais chega para comprovar que as pessoas são de extrema importância num cenário em que a IA está presente no cotidiano da vida pessoal e dos negócios. “São plataformas necessárias, mas são commodities. O que fizemos foi olhar o que elas têm de melhor, compor nossa ideias com a melhor navegação, os melhores recursos e capacidade de desenvolvimento que temos com a Orkest. Talvez toda marca daqui três anos tenha seu próprio Brand Cortex”, aposta Diniz.