A Ideia

EPISÓDIO #45

A Ideia entrevista Ricardo John

CEO da Isla fala sobre a importância da anomalia na criatividade publicitária, relembra o início da carreira em Florianópolis e avalia o estado atual do mercado de agências

i 7 de outubro de 2026 - 6h00

Depois de oito anos no comando da J. Walter Thompson e de cinco à frente da FCB Brasil, Ricardo John tinha uma certeza: a de que nunca mais iria querer ocupar a cadeira de CEO.

O plano, depois de deixar a FCB em abril de 2024, era o de tirar um ano sabático. Mas, depois de algumas conversas com os argentinos Rodrigo Grau, Mariano Serkin e Ariel Serkin, topou ser o sócio-fundador do escritório paulistano da Isla.

A decisão marcou um movimento inédito na carreira de John, que construiu a carreira na área de criação como redator. Foi a primeira vez que ajudou a construir uma agência do zero e, nessa incursão, pôde retomar o contato não só com o fazer criativo, mas com todos os tipos de tarefas exigidas por um negócio em estágio inicial.

Nessa entrevista ao podcast A Ideia, o profissional brinca que é como se mais da metade de sua trajetória no mercado publicitário tivesse sido apagada — referindo-se à JWT e à FCB, que foram extintas após fusões e consolidações dos grupos globais dos quais faziam parte.

Ele ainda reflete sobre o estado atual do mercado de agências e celebra a informalidade das independentes, time do qual a Isla faz parte, além de relembrar o início da carreira em Florianópolis e opina sobre a influência da inteligência artificial na criatividade: “A gente está no momento faroeste”.