Comunicação

Brunoro estabelece joint venture com Patrick Nally

Consultor que criou pacotes comerciais da Fifa acredita que clubes brasileiros se tornarão marcas globais

i 13 de agosto de 2012 - 8h14

 Em mais um movimento que envolve o mercado de marketing esportivo no Brasil, a BSB, agência de José Carlos Brunoro, Marcelo Dória e Eduardo Rezende, estabelece uma joint venture com o consultor inglês Patrick Nally. O acordo, fechado em Londres durante os Jogos Olímpicos, tem como principais objetivos a atuação do profissional, um dos principais nomes da história do marketing esportivo mundial, no lado estratégico dos projetos da empresa e em educação, o que inclui seminários e cursos que serão disponibilizados ao mercado brasileiro em breve.

Nally é um dos nomes por trás da criação dos modelos de pacotes comerciais de patrocínio à Copa do Mundo, incluindo o patrocínio da Coca-Cola ao evento de 1978, na Argentina, que iniciou uma relação que perdura até hoje. Embora de olho nas oportunidades dos grandes eventos esportivos, ele garante que o projeto com a BSB é de longo prazo. “A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos no Brasil vão acabar. Mas reconhecemos que o País deverá ser em 15 anos um dos grandes mercados para o marketing esportivo no mundo”, afirma. E isso tem atraído as atenções no exterior. Além de BSB, Nally reconhece que há, no país, entre 28 e 30 agências prontas para ter relações com grupos internacionais.

Embora de olho nos outros esportes, Nally ressalta o potencial do futebol no País. “O Brasil tem muitos talentos nos campos, só que há inúmeras oportunidades para o futebol ser mais reconhecido. É possível que o Campeonato Brasileiro, por exemplo, tenha o mesmo tamanho da PremierLeague. O País tem tudo o que precisa: uma população grande e apaixonada pelo esporte, qualidade em campo”, analisa. “Claro que isso não vai ocorrer da noite para o dia, mas se pensarmos em uma perspectiva de longo prazo, e com uma Copa do Mundo em meio a isso, podemos construir esse cenário. Após a Copa, o campeonato brasileiro pode se tornar internacional, com clubes que tenham marcas globais, como são hoje Manchester United, Chelsea e Barcelona, por exemplo”, afirma.

Sobre os outros esportes, Nally encara os Jogos Olímpicos de 2016 como oportunidade para estabelecimento de federações menores. “Pelo menos 50% dos esportes nos quais o Brasil não têm tradição terão possibilidade de crescer muito e passarem a ser reconhecidos internacionalmente, desde que contem com investimentos para se desenvolver”, diz. “Cada esporte tem sua marca, e toda marca tem oportunidade de se desenvolver”, completa.

A expectativa da joint venture é levar o know-how e a visão de Nally para confederações de futebol e de outros esportes no Brasil, para ativar os potenciais de cada modalidade. Além disso, a empresa pretende melhorar a qualidade dos pacotes comerciais das propriedades esportivas no País. “Estamos atrasados no Brasil, mas podemos melhorar. Já estamos vendo, por exemplo, os clubes começarem a falar em direitos sobre mobile. É uma evolução”, completa Dória, presidente da BSB.

Para a BSB, a criação da joint venture com Nally é um reforço de peso. A empresa ajudou, recentemente, a cidade de Foz do Iguaçu a sediar os X Games Brasil. Além desse, alguns dos principais projetos da casa são a negociação de patrocínios ao Santos, o projeto com a Confederação Brasileira de Basquete, e o Audax, clube de futebol do Grupo Pão de Açúcar. Sobre este último, uma fonte de dentro do grupo não assegura a continuidade após a mudança de controle para as mãos do grupo francês Casino.

Ao mesmo tempo em que estabelece a joint venture com Nally, a BSB deixa de lado outra, que mantinha com Alexandre Gama, Geraldo Rocha Azevedo e Roberto Mesquita (ex-sócios nacionais da NeogamaBBH), na Sport Strategy, criada em agosto de 2010 com o objetivo de unir o expetise promocional com o esportivo. O esforço em conjunto deixou de existir e os profissionais seguem atuando na BSB.

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