Aos 20 anos, g1 foca nos vídeos verticais para o futuro
Portal completa 20 anos com a missão de atrair audiência habituada ao consumo multiplataforma

Redação do g1 (Crédito: Rafael Peixoto/g1)
No dia 18 de setembro de 2006 entrava no ar o g1, com a proposta de, na época, de ser o pilar de jornalismo da Globo no ambiente digital. A ideia, que foi se consolidando ao longo dos anos, segue atualmente com conteúdo multiplataforma, produzido por uma equipe de cerca de 400 jornalistas, responsáveis pela veiculação de mais de 600 conteúdos diários.
Se, há 20 anos, o papel do portal era ser uma opção para o consumo de conteúdo, atualmente o g1 se vê com a responsabilidade de alimentar o público de informação, independentemente da tela.
“As pessoas já não consomem informação em um único ambiente, transitando entre aplicativos, redes sociais, podcasts, vídeos, outras experiências interativas e por aí vai. Neste sentido, o papel do g1 é estar presente em todos esses pontos de contato, oferecendo informação apurada, contextualizada e confiável onde quer que a audiência esteja”, diz Rodolfo Bastos, diretor de produtos de publishing da Globo.
Para celebrar a data, o portal reformula o quadro ‘g1 em 1 minuto’, que ocupa a programação da Globo, agregando ao conteúdo mais referências do universo digital e linguagem dos vídeos verticais. Também passam a compor o time de apresentadores os jornalistas Darlan Helder, Marina Machado e Rayane Macedo, que se juntam a Túlio Mello, Suelen Bastos, Luiza Tenente e Paula Paiva Paulo.
A reportagem conversou com Bastos e também com Ricardo Franzini, diretor de geração do g1, um pouco antes da celebração do aniversário, para saber sobre os desafios do portal, que hoje compete pela atenção dos usuários com as redes sociais e diversas plataformas de comunicação.
Meio & Mensagem: Ao longo desses 20 anos, a maneira como as pessoas consomem conteúdo digital mudou completamente. Atualmente, que papel você vê para um portal de notícias como o g1 no cotidiano das pessoas?
Rodolfo Bastos: Mais do que um portal de notícias, o g1 se consolidou como um ecossistema de jornalismo que acompanha a audiência ao longo de todo o dia e em diferentes plataformas. As pessoas já não consomem informação em um único ambiente, transitando entre aplicativos, redes sociais, podcasts, vídeos, outras experiências interativas e por aí vai. Neste sentido, o papel do g1 é estar presente em todos esses pontos de contato, oferecendo informação apurada, contextualizada e confiável onde quer que a audiência esteja. Um diferencial importante é a combinação entre escala nacional e proximidade local. O g1 conta com mais de 50 redações distribuídas por todos os estados e o Distrito Federal, o que permite uma cobertura conectada à realidade das diferentes regiões do país e reforça um atributo primordial da Globo: a capilaridade, através de suas afiliadas. Essa presença territorial cria relevância e gera uma compreensão mais completa do Brasil. Essa estrutura ajuda a explicar por que o g1 permanece líder da categoria News da Comscore desde o início da série histórica, em janeiro de 2018. Em momentos de grande mobilização nacional, como eleições, crises ou acontecimentos de impacto coletivo, a audiência continua recorrendo ao g1 como uma referência para encontrar informações confiáveis e contextualizadas. Ao mesmo tempo, a marca expandiu sua atuação para novos formatos. O podcast O Assunto se consolidou como uma das principais referências de jornalismo em áudio da América Latina, enquanto iniciativas como o g1 Jogos mostram como a marca vem criando novas formas de relacionamento com a audiência, ampliando recorrência e tempo de permanência em outros ambientes alinhados à credibilidade do jornalismo.
M&M: As redes sociais, sobretudo as de vídeos curtos, tornaram o consumo de conteúdo ainda mais ágil e, muitas vezes, efêmero. Qual o desafio de, nesse contexto, conseguir atrair a atenção das pessoas?
Bastos: O desafio não é apenas a atenção, que por si só já é um grande desafio hoje em dia, mas no jornalismo há ainda uma camada de transformar essa atenção em relevância e confiança. Em um ambiente de consumo cada vez mais acelerado, o público precisa decidir rapidamente em quais fontes confiar, especialmente quando se trata de notícias. Nesse contexto, o g1 tem investido fortemente na adaptação de formatos, especialmente em vídeo. A marca ampliou sua produção de conteúdo nativo para redes sociais e vídeos verticais, acompanhando a forma como as pessoas consomem informação atualmente. Esse movimento ajudou a impulsionar resultados históricos de consumo de vídeo e levou o g1 a ocupar posições de destaque nas plataformas sociais, superando 20 bilhões de visualizações nas redes sociais em 2025. Mas o principal diferencial continua sendo a credibilidade. Em um cenário marcado pela circulação de desinformação, iniciativas como o “Fato ou Fake” ganharam ainda mais relevância, reforçando o papel do g1 como um ambiente de informação verificada e de confiança para a audiência. Nossa proposta é combinar as plataformas e criar uma jornada complementar de consumo de informação. As redes sociais são parte de uma atuação multiplataforma e, junto com o app e o site, contribuem para a descoberta e a distribuição de conteúdo. Ao mesmo tempo, o g1 é, em todos esses ambientes, cada vez mais um destino de consumo em múltiplos formatos, como texto, vídeos verticais e podcasts. O usuário pode entrar em contato com uma notícia em um vídeo curto, aprofundar-se no tema, acompanhar análises e seguir consumindo conteúdo dentro do nosso ecossistema. Essa combinação de alcance, qualidade editorial e recorrência é o que mantém o g1 relevante após duas décadas de transformação do consumo digital.
M&M: O G1, já há alguns anos, tem procurado defender a importância do jornalismo profissional diante da proliferação de fake news. Como o portal avalia a evolução desse debate e do entendimento da população sobre o tema?
Ricardo Franzini: A prática do jornalismo sério e comprometido é a base do jornalismo realizado pela Globo, desde o início. O combate às fake news é um tema absolutamente prioritário e diversas iniciativas já foram criadas, implementadas e são constantemente revisadas e melhoradas. Dentro do ecossistema de informação da Globo, o g1 tem papel fundamental e mantém uma equipe dedicada ao “Fato ou Fake”. O compromisso com a apuração rigorosa, a transparência e a responsabilidade editorial se traduz na confiança do público e nos resultados de audiência. Hoje, o portal alcança mais de 50 milhões de usuários únicos por mês e reúne mais de 70 milhões de seguidores nas redes sociais, demonstrando que, mesmo em um cenário de consumo fragmentado, as pessoas continuam buscando marcas jornalísticas com credibilidade. Acreditamos que o papel do jornalismo é informar com compromisso, oferecendo contexto, separando fatos de opiniões, combatendo a desinformação e contribuindo para uma compreensão mais ampla dos temas que impactam a sociedade.
M&M: De que maneira o G1 procura utilizar dos recursos multiplataforma para seguir com sua missão informativa perante o público?
Franzini: O g1 pretende estar presente onde o público consome informação. Ao longo de seus 20 anos, a marca ampliou sua atuação para além do site e hoje está em múltiplas plataformas, como Instagram, TikTok, X, Facebook, Kwai, YouTube, aplicativo próprio e o boletim ‘g1 em 1 minuto’, na TV Globo. Essa presença multiplataforma permite levar informação confiável a diferentes audiências, respeitando os hábitos de consumo e as características de cada canal. Mais do que distribuir conteúdo, o g1 adapta formatos, linguagem e narrativas para cada ambiente, mantendo os mesmos atributos que consolidaram sua liderança: credibilidade, relevância, agilidade e diversidade de temas. A aposta contínua em vídeos, especialmente os verticais, em áudio e em novas experiências digitais faz parte dessa estratégia de inovação permanente. Neste ano em que completa duas décadas, o g1 também avança no desenvolvimento de um novo aplicativo, com foco em uma experiência mais intuitiva, personalizada e integrada às necessidades dos usuários. A iniciativa reforça a estratégia da marca, voltada a ampliar o alcance e levar informação confiável ao público onde quer que ele esteja.
