A casa tomada
Não sei se você já reparou, mas hoje praticamente 2/3 do investimento publicitário no Brasil é distribuído para a TV (Aberta e por Assinatura).
Isso significa que o mercado escancarou a sua predileção de comunicação pelos filmes comerciais.
Esse modelinho de som + imagem contando uma estorinha virou hegemônico e olha que vem sendo também produzido cada vez mais para ações digitais na internet, mobile, dooh e nos tablets.
Isso mostra ainda que a mídia impressa (Jornais e Revistas), que representava 1/3 da verba do mercado, e era responsável pelo “conceito” da campanha, enxugou sensivelmente e agora corresponde à somente 1/5.
Os 13% que faltam para o total do mercado (base Intermeios), ficam para o Rádio (+- 4%), para o Out of Home (em torno de 3% – onde a parte digital é
ascendente e responde por 20% deste) e, por fim, basicamente para a Internet (entre 5 e 6%, sem contar a nova cartada das “Buscas” – o que implica em um novo padrão dos 100%).
É cedo para afirmar que a Banda Larga e o crescimento de qualificação dos brasileiros vai certamente alavancar em muito o “share” da Internet nesses 100%.
Como também é cedo para descartar ainda maiores participações das telinhas frente aos grandes anos de esporte previstos, à solidificação da Classe C, como também do recente “boom” das TVs pagas.
O que é certo é que novas marcas – internacionais, que ainda não vieram / nacionais que começam a surgir – tendem a manter o mercado aquecido.
E que essa briga não só vai ficar boa, mas como já tem gente garantindo o lugar antecipadamente.
(*)Geraldo Leite é sócio-diretor da Singular Arquitetura de Mídia