E olha o SXSW entrando na avenida ai, gente!
O SXSW Interactive, que é o evento que nos interessa lá de Austin, começa dia 08 e termina dia 14. Os temas, como sempre, são os mais diversos, no mais caótico evento de ciência, inovação, tecnologia e comportamento do mundo. Vamos cobrir direto de lá.
Como fazemos há 8 anos, vamos de novo para Austin, ver como não cobrir, direto de lá, um evento multidisciplinar que pretende ser, e é, o maior mosaico da vida caótica deste Planeta e da gente que, meio estúpida, mora nele (enquanto ele ainda existe, e esse é um dos temas recorrentes por lá).
Nosso mercado gosta de comparações, então lá vão.
Cannes é de criatividade e comunicação. MWC é de mobile e infra-estrutura do mundo conectado. NRF é varejo. CES é eletro-eletrônicos (mas veja, um carro é um eletro-eletrônico hoje, confere?) e tecnologia de gadgets. O Web Summit, de Lisboa, como o nome diz, foca na web e seus impactos nos negócios, com muita coisa para a nossa indústria.
Já o SXSW é o evento da bandalha. É roots e de ponta, ao mesmo tempo. Apresenta o que a ciência tem de mais avançado e que ainda está crú, nos laboratórios. Consegue falar de maconha com a mesma intimidade que fala sobre pornografia e diversidade. Enquanto, na sala ao lado, alguém mostra a mais nova descoberta de Inteligência Artificial para medicina. Bem, e para todas as demais atividades humanas, porque AI está em todas as partes e é, sem dúvida, o tema pervasivo a tudo no SXSW (este ano, mais que sempre). Fala de fake news e violência nas redes sociais. Fala de robôs, carros autônomos e conectados, drones e foguetes, já que as apresentações da NASA são blockbusters todo ano. Fala de arte e startups. De guerra e paz. De política e militância. De direitos humanos e sustentabilidade. AR e VR. Blockchain. Acupultura como driver da resiliência urbana e “goat yoga”, isso mesmo, a yoga da cabra. Ah, um pouquinho também de mídia, marketing e comunicação.
Por isso, nada é igual ao SXSW.
Espera-se cerca de 75 mil pessoas por lá. Ou mais. Alguns chegam a falar em 100 mil. Não importa, é gente pra cacete. São mais de 5 mil palestrantes, em mais de 2 mil seções, em centenas de espaços espalhados por toda a cidade (quando brinquei ali em cima que vamos a Austin tentar NÃO cobrir o evento, nas era brincadeira … não dá mesmo para cobrir tudo isso).
Este ano, teremos menos marcas ativando pedaços de Austin, como ano passado, quando o maior número de companhias de história do SXSW promoveu, ao vivo, experiências, demonstrações, meetups, festas (são cerca de 700 por ano … wow!!!), etc. Este ano tem menas. Também, francamente, não sei muito bem o que marcas querem mostrar e fazer por lá, a não ser que são cool. Enfim, o budget de marketing das maiores companhias do mundo não é problema meu.
Assim, como disse, uma vez mais, estaremos lá. Tentando trazer um olhar de quem é cúmplice do novo, fascinado pela inovação e pelo avanço da ciência (sempre aquele por boas causas, destaque-se), além do pensamento reflexivo e aberto que um evento dessa natureza provoca em qualquer um que vá lá.
Em breve, aqui mesmo, SXSW. Um carnaval de maluquices desfilando pra você.