Negócios

Calia passa a se chamar Alia e mira expansão orgânica

Novo posicionamento da agência foca na ampliação da atuação a partir da integração com a holding

i 7 de outubro de 2026 - 10h30

Calia FSB Holding

Gustavo Mouco, sócio e CEO da Alia (Crédito: Divulgação)

Menos de um ano depois de ser adquirida pela FSB Holding, a Calia passa a se chamar Alia.

O objetivo da mudança é ampliar as possibilidades de atuação da agência a partir da integração com a holding, mas ao mesmo tempo preservar experiência e trajetória construídas ao longo de pouco mais de três décadas.

“Tudo tem um ponto de partida. O nosso é estratégia, é fazer essa conexão com a criatividade, dados e novas competências que estamos adquirindo nessa chegada ao ecossistema da FSB Holding”, diz Gustavo Mouco, sócio e CEO da agência. “É uma evolução do nosso negócio, não apenas de uma marca”.

A renovação do nome expressa a ambição de firmar a empresa como referência e autoridade em comunicação de massa para impacto social e institucional no País — tanto para clientes públicos quanto privados.

Em evento realizado em Brasília nesta quarta-feira, 7, a Alia apresentou sua nova marca por meio de um vídeo-manifesto concebido a partir da ideia de que transformações reais decorrem de alianças sólidas. O material (veja abaixo) revisita as raízes da agência desde 1996, a criatividade de origem que a trouxe até aqui, o novo ciclo dentro da holding.

Pilares de crescimento

O novo momento da agência é orientado por três frentes: expansão orgânica da carteira atual, conquista de clientes públicos e privados e aprofundamento da comunicação de massa.

A expansão da carteira de contas se ampliou com a conquista da conta do Governo do Estado de São Paulo, em licitação vencida também por Filadélfia, Baila Creative e Ogilvy (as quatro agências passam a dividir a verba estimada em R$ 300 milhões anuais). O processo foi bastante conturbado, com diversos recursos e as desclassificações de Cálix e DPZ, que foram as mais pontuadas na análise técnica. A Cálix ainda tenta reverter sua desclassificação na justiça, onde conseguiu decisão inicial favorável. Mantido o resultado atual, Alia e Filadélfia assumem os lugares antes ocupados por DPZ e Lola\TBWA (ex-Lew’Lara\TBWA), já que Ogilvy e Baila (ex-Z515), já atendiam o Governo do Estado de São Paulo.

Segundo Mouco, é natural que agências com mais mais know-how e especialidade no mercado privado se interessem por verbas públicas por alguns motivos: “Pelo volume de investimento, que é muito significativo. São bons contratos. E traz uma oxigenação na comunicação de governo, que é um pouco mais engessada, mas não deixa de ser estratégica e criativa”, argumenta.

O movimento inverso, de agências como a Calia, que historicamente atende a contas do setor público, prospectarem clientes privados, também está em curso, diz o CEO. “O know-how da Alia de comunicação em massa, de conhecer o Brasil de verdade, pode fazer sentido para algumas marcas privadas”.

Hoje, a agência tem operações em Brasília e São Paulo e conta com um time de 200 profissionais. Entre os principais clientes atendidos estão Caixa Econômica Federal, Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Ministério da Saúde, Embratur e Sesc/Senac.