A banda e a Bundesautobahn
Então você contrata a banda larga e tem a garantia de receber pelo menos 10% do que contratou.
Bem, meu avô dizia que o que é combinado não é caro. Tudo é uma questão de ponto de vista. Se você considera que comprou 5mbs e está recebendo 500kbps parece pouco. Mas partindo do ponto de vista de haver comprado 500kps e poder receber 5mbps de vez em quando, até que não parece um mal negócio.
A banda larga brasileira é como a Rodovia dos Imigrantes. Não chega a ser uma “autoban” (ou Bundesautobahn, seu nome oficial) mas num dia bom dá para dirigir com rapidez e segurança. Normalmente isso não acontece quando você gostaria, porque você, como todo mundo, quer fazer isso no mesmo dia e na mesma hora que os demais, e não há pista para todos.
Eu bem que gostaria de ter uma estrada só para mim. Na internet isso é possível e recebe o nome de “link dedicado”, e garante a velocidade máxima a maior parte do tempo. Mas custa caro.
Num caso ou no outro, o preço segue sendo um problema. Uma pesquisa da OECD ( Organisation for Economic Co-operation and Development – www.oecd.org) realizada em Setembro de 2010 aponta o Japão como o país onde o megabit é mais barato (US$ 3) e a República Tcheca como o mais caro (US$ 89). São valores médios com uma variação enorme entre o máximo e o mínimo, dependo do modelo de assinatura.
No Brasil fica dificil dizer. Eu pago aproximadamente US$ 12 por Mbps num plano de 5Mbps associado a TV Digital HD. Se considerar apenas a garantia de entrega (meus 10%) estaria pagando US$ 120.
E, além disso, há que se considerar que as velocidades de upload e download são diferentes. Testei minha conexão agora há pouco, enquanto o resto da cidade estava presa no trânsito e tive uma boa notícia:

Pelo menos para download a velocidade está bem perto da contratada. Mas já passei por momentos duros em que esse número mal alcançava os 10%.
A boa notícia é que a Anatel está preocupada com o assunto e, de uma forma ou de outra, o país está atento à necessidade de investir em infra-estrutura.