Classe C não quer só comida
Com a melhora do padrão de vida, a classe C percebeu que poderia facilmente se aventurar para além das fronteiras do arroz com feijão. O que antes era tido como sonho, hoje se transformou em meta realizável. E os números comprovam isto.
Se em nove anos, a Nova Classe Média brasileira mantinha um equilíbrio entre os gastos com aquisição de produtos e pagamentos de serviços, o cenário atual é outro. Em 2011, para cada 100 reais gastos, R$ 65,20 são direcionados para profissionais e empresas prestadoras de serviços, enquanto R$ 34,80 vai para o consumo de bens e artigos diversos.
Ou seja, além de evoluir na categoria de produtos alimentícios, e entrar com tudo na indústria de eletrodomésticos e eletrônicos, a classe C se permitiu investir na educação do filho, que saiu da escola pública para a particular.
Também passou a programar o seu lazer através das agências de turismo, onde pôde viajar de avião pela primeira vez. Estas novas descobertas, fizeram com que este consumidor tivesse acesso a um mundo que acreditava não lhe pertencer.
E essa tendência não pára por aqui. São mais de 100 milhões de pessoas ávidas por novas descobertas, e um caminho incessante para o progresso, definido principalmente pela educação. Basta apenas que as empresas abram os olhos para a Nova Classe Média Brasileira.
Renato Meirelles é sócio-diretor do DataPopular