Impulso à reflexão
Maximídia 2026 reforça seu propósito de jornada provocativa de conhecimento, abre espaço para vozes que são referência em seus campos de atuação e conecta lideranças influentes capazes de mover a indústria
Por três dias, na semana passada, o Maximídia confirmou seu posto de principal fórum de debates do Brasil para lideranças da indústria de comunicação, marketing e mídia. Com formato híbrido, o evento combina programação presencial, incluindo espaços para networking e feira de negócios, com conteúdo transmitido ao vivo e acesso on demand para o público cadastrado. Na edição de 2026, o encontro reforçou seu propósito de jornada de conhecimento que provoca reflexões, abre espaço para vozes nacionais e internacionais que são referência em seus campos de atuação e conecta lideranças influentes capazes de mover o mercado.
Para discutir os desafios e as tendências que moldam o futuro da indústria, o Maximídia 2026 contou com mais de 60 palestrantes e debatedores, de modo a refletir a diversidade temática proposta e apresentar novos olhares para assuntos que estão na agenda prioritária dos líderes do mercado.
O novo papel dos CMOs e do marketing foi um dos assuntos recorrentes. Três chefes de marketing de grandes empresas brasileiras listadas entre os maiores anunciantes do País debateram as transformações da função que exercem. Na visão de Renata Gomide (Grupo Boticário), Juliana Cury (Itaú Unibanco) e Dani Waks (Ambev), o posto que ocupam é uma alavanca estratégica de crescimento para as empresas.
Quando a área se sobressai, o marketing vira caminho natural para a liderança máxima das empresas, trajetória essa debatida por Ariel Grunkraut, CEO da Kraft Heinz Brasil, e Claudia Woods, presidente da BAT Latam South, dois exemplos de valorização dos perfis de profissionais de marketing para o comando executivo das companhias.
Mauricio Giamellaro, CEO da Heineken e primeiro brasileiro a liderar a empresa no País, detalhou a estratégia que transformou o Brasil no maior mercado da cervejaria em volume no mundo. A fórmula: construir significado e conexão em vez de depender de algoritmos, com campanhas que posicionam a marca como parte de um lifestyle e não apenas como produto.
O impacto das incertezas macroeconomias sobre o planejamento de negócios para o ano que vem foi tratado pelas economistas Solange Srour, da UBS Global Wealth Management, e Ana Paula Vescovi, ex-secretária do Tesouro Nacional. Segundo elas, para as empresas operarem num ambiente de juros elevados, endividamento histórico da população e instabilidade política é preciso muita estratégia, não apenas criatividade.
Essa última característica é a especialidade do documentarista alemão Hermann Vaske, que falou no Maximídia sobre o que faz as pessoas serem criativas, concluindo que o atributo emerge de múltiplas fontes: família, espiritualidade, rebeldia, obsessão e paixão. Para ele, a capacidade de fundir referências aparentemente desconectadas distingue os grandes criadores.
O futuro da publicidade esteve na pauta do consultor estratégico internacional Ivan Fernandes, que foi direto: o modelo operacional das agências está quebrado. Com margens comprimidas, automação crescente e competição com big techs, o setor precisa abandonar a postura de execução e adotar um papel consultivo, ajudando clientes a vender mais e transformar negócios.
Personalidades do entretenimento, como Cauã Reymond, Mariana Rios e KondZilla, e referências do mundo corporativo, como Gero Fasano, Nizan Guanaes e Michel Alcoforado, se alternaram no palco, que também recebeu dirigentes de anunciantes, plataformas de mídia, agências de publicidade e serviços especializados.
A curadoria dos principais momentos do evento ocupa doze páginas desta edição. A cobertura completa está disponível no site www.meioemensagem.com.br/maximidia. Assinantes de Meio & Mensagem e participantes cadastrados no Maximídia 2026 têm, ainda, a chance de ver ou rever todo o conteúdo dos debates, apresentações e entrevistas na plataforma digital acessível no menu do site, pela opção on demand.