O desafio digital da Leo Burnett Tailor Made
Após dois anos de crescimento em novos negócios, meta da agência é ampliar participação do digital no faturamento
Em maio, a Leo Burnett Tailor Made completa dois anos sob administração de Paulo Giovanni. O objetivo atual¬ do CEO é dar maturidade à nova gestão, por meio da criação de estruturas de atendimento moldadas aos interesses de cada cliente. O que, segundo ele, tem não só atraído novas contas — foram 11 conquistas até dezembro do ano passado —, mas consolidado a relação com anunciantes já presentes na carteira da agência.
Com isso, a Leo praticamente dobrou o quadro de profissionais desde 2011: eram 179 e, hoje, passam de 340. “Nossa receita cresceu 46% em 2012”, afirma Giovanni.
A meta para 2013 é de 15%. Nos quatro primeiros meses do ano, conquistas importantes já foram registradas. A Leo passou a atender a divisão de televisores da Samsung e cuidará da adaptação ao mercado brasileiro da campanha global de lançamento do Galaxy 4 (antes, as duas atribuições cabiam à Cheil). As novas fatias da verba do anunciante se somam à conta corporativa e à de câmeras fotográficas, que já estavam na casa.
O atendimento à Brasil Kirin também cresceu. Além de Nova Schin, Schin No Grau e Glacial, a agência passa a cuidar da verba de refrigerantes e águas. Da Arcor, a Leo incorpora o bombom Bon o Bom, biscoitos, chicletes e o chocolate Tortuguitas.
Outra vertente de crescimento são disciplinas fora da publicidade tradicional. Em 2012, a Leo montou uma unidade de promoção para atender a algumas marcas da P&G (Always, Naturella, Tampax, Gilette Shave Care, Ace e todas as ações de merchandising envolvendo o apresentador Rodrigo Faro, na Record). Recentemente, conquistou a conta promocional de Oral B e Oral B Professional. “Temos quase 30 pessoas trabalhando para P&G e fizemos mais de 50 projetos em menos de um ano”, diz Giovanni.
Pontos a melhorar
Apesar do bom desempenho, a Leo tem tímida atuação digital. Dois anos atrás, a área representava só 0,8% do faturamento. Hoje, está na casa dos 2%, ainda bem distante dos 35% de participação da disciplina nos números globais do Publicis Groupe, dono da agência. “Queremos terminar 2014 ultrapassando os 5%, que é a média do mercado brasileiro”, frisa Giovanni.
Para tanto, investe em treinamento e formata novo trio de liderança para a área. Marcia Esteves (ex-Wunderman), será diretora de integração digital; e Leandro Fujita (ex-Cognitive) assume como diretor de mídia digital. Eles se somam ao diretor de criação e head de integração Rodrigo Jatene, que já está neste cargo há um ano.
O desejo de expansão nas frentes digital e promocional motivou a criação, em dezembro, de um conselho criativo para unir as áreas online, off-line e de promoção. A escolha de Marcello Reis, sócio e vice-presidente de criação, para presidir o conselho foi o estopim para que o também sócio e vice-presidente de criação Ruy Lindenberg deixasse a agência. “Quanto mais integrada for, mais capacidade de gerar conteúdo a agência vai ter”, avalia Pablo de Arteaga, sócio e vice-presidente de atendimento e operações.
