Aquisição

Accenture Song compra a Whalar, dedicada à creator economy

Agência de social e creator marketing conquistou 47 contas em 2025 e atende a marcas como Amazon e HP

i 9 de junho de 2026 - 13h10

Por Ewan Larkin e Gillian Follet, do Ad Age

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Accenture Song se prepara para adquirir a Whalar e, assim, ampliar sua oferta em social e creator economy (Crédito: Divulgação)

A Accenture Song concordou em adquirir a Whalar, agência de social e creator economy, num movimento que busca ampliar suas capacidades em um dos segmentos que mais crescem na comunicação.

Os termos do acordo não foram divulgados.

Emma Harman e Jo Cronk, coCEOs da Whalar, manterão seus papeis. O time de mais de 170 pessoas da empresa, que tem operações nos EUA, Reino Unido, Irlanda, Alemanha e Espanha, será integrado à Accenture Song.

Já o Whalar Group, empresa-mãe, continuará a operar de forma independente sob o comando dos cofundadores Neil Waller e James Street e preservando seus demais negócios – Sixteenth, Foam, Moby Ventures, The Lighthouse e The Business of Creativity.

As duas companhias também darão início a uma parceria estratégica de três anos, focada na inovação em creator economy, com a Accenture Song ganhando maior acesso ao Whalar Group, segundo comunicado.

O acordo é a mais recente de uma série de aquisições em social e creator economy realizadas pela Accenture Song, que comprou a Superdigital, em 2025, e a Unlimited, em 2024.

Adquirir a Whalar poderia ajudar a Accenture Song a alcançar anunciantes que poderiam não recorrer à Accenture para trabalhos de social e com criadores, áreas “não tão saturadas” pelas holdings, afirma Ryan Kangisser, CSO da consultoria Mediasense. O acordo poderia dar à Accenture Song uma “plataforma muito necessária” para lançar uma disciplina mais ampla de mídia, acrescenta o executivo.

O movimento levanta a questão sobre quais outros movimentos poderiam ocorrer no espaço da social media.

“A esta altura, parece que toda agência independente está em jogo – seja o que está sendo cooptado por holdings como Publicis Groupe ou por consultorias de grande porte em busca de acelerar a relevância em marketing capitaneado por creators”, diz Lia Haberman, consultor de social media que ensina marketing de social e influência na UCLA Extension.

O Whalar Groupe tem se posicionado como holding de creator economy desde 2024, quando se reestruturou para abarcar múltiplas unidades de negócios, indo além da parte de creators. A Sixteenth é um braço de gerenciamento de talentos; a Moby Ventures é uma incubadora de marcas e produtos de creators; e a Lighthouse, com dois campi em Nova York e Los Angeles, se dedica a eventos e colaborações com criadores.

A aquisição ocorre quase um ano depois da parceria firmada entre Whalar e Accenture Song com o intuito de conduzir o creator marketing para clientes compartilhados, como HP.

Em 2024, o Whalar Group obteve receita de US$ 125 milhões e projeções de alcance de US$ 135 milhões a US$ 140 milhões em 2025. A Whalar corresponde a 73% da receita total do grupo, segundo o próprio.

No ano passado, a Whalar conquistou 47 contas, como Visa, Coca-Cola, Roblox, Samsung e Peacock, da NBCUniversal. Amazon, HP e Nestlé Health Sciences são os três principais clientes e tem sido agency of record para ao menos 14 clientes, como Apple, Samsung, Unilever, além da HP e da Peacock.