TECNOLOGIA

Meta confronta ceticismo em relação à inteligência artificial

Em novo filme, a big tech defende seu posicionamento e propõe uma versão mais otimista sobre a tecnologia

i 23 de julho de 2026 - 12h35

*Por Garett Sloane, do Ad Age

A Meta está fazendo um apelo ao otimismo em relação à inteligência artificial (IA) em um novo vídeo, lançado nesta quinta-feira, 23, que rebate o ceticismo sobre o futuro da tecnologia.

Junto ao filme, a big tech está compartilhando sua visão sobre IA por meio de publicações do CEO da companhia, Mark Zuckerberg, no Facebook e no Instagram.

meta

Em nova campanha, Meta quer mudar percepção sobre a inteligência artificial (Crédito: Reprodução)

“A Meta sempre acreditou em dar às pessoas o poder de compartilhar, conectar e moldar o mundo da maneira que desejarem. Ao entrarmos nesta próxima onda de IA, continuamos acreditando que o futuro é para todos. Nosso foco é dar a cada pessoa as ferramentas para atingir seu pleno potencial e garantir que os benefícios da tecnologia sejam distribuídos a todos”, disse Zuckerberg, no post.

O case utiliza um dos principais posicionamentos da Meta: tornar a tecnologia gratuita e acessível a todos por meio do Facebook, do Instagram e do WhatsApp.

A Meta não divulgou os parceiros criativos que trabalharam no vídeo, que será impulsionado por mídia paga, apontou uma fonte consultada pelo Ad Age.

“É fácil sentir que o futuro está caminhando em direção à menos conexões e autonomia. Adotamos uma postura diferente: acreditamos que a IA irá empoderar as pessoas”, afirmou Denise Moreno, nova CMO da Meta, em post no LinkedIn sobre os esforços da empresa voltados à tecnologia.

O filme de 60 segundos, intitulado “O futuro é para todos”, pode ser o pontapé de uma abordagem mais ampla da big tech para alterar a percepção pública sobre a IA. O texto do comercial, embalado por Five Years, do David Bowie, faz uma defesa mais sincera sobre a IA e novas tecnologias, exaltando o potencial de inspirar buscas mais criativas em vez de se comportar como um caminho em direção a uma distopia cibernética.

Em dado momento, o narrador diz: “Algumas pessoas farão você acreditar que a IA nos fará menos conectados e que nos substituirá. Não poderíamos discordar mais. Nos chame de otimistas, nos chame de sonhadores, mas, como sempre fizemos, estamos apostando nas pessoas”. No final do vídeo, o recado é ainda mais desafiador: “Nos chame do que quiserem”.

Veja o filme:

A Meta afirma que, nos próximos meses, o público poderá acompanhar essa visão sendo articulada de diversas maneiras.

O esforço de comunicação acontece num momento em que a empresa apresenta novos modelos de IA sob a marca Muse, incluindo o Muse Spark e Muse Image.

A mensagem destoa de campanhas recentes de outras companhias de IA, que reconhecem a onda anti-IA no discurso público. O comercial mais recente da Anthropic, desenvolvedora do Claude, começa com a cena de uma casa pegando fogo e com a pergunta: “A IA é confiável?”

Hoje, as gigantes da tecnologia estão em busca das melhores estratégias de marketing e comunicação para se adequar a uma época de grandes transformações tecnológicas e de descrença acerca de diversos tópicos, dos óculos inteligentes aos datacenters. Os negócios da Meta têm girado em torno dos wearables, modelos de IA e dados.

A última grande campanha da Meta, desenvolvida para promover os Meta Glasses, foi estrelada por Kylie Jenner.