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Como é o Muse Spark, novo modelo de IA da Meta?

Big tech apresenta modelo de código fechado e caminha para oferta de tecnologia de superinteligência ao público

i 9 de abril de 2026 - 10h36

Na última quarta-feira, 8, a Meta surpreendeu ao apresentar o Muse Spark, modelo inédito de inteligência artificial.

Segundo comunicado em blog, a Meta afirma que a Muse Spark é o primeiro da jornada de expansão e o primeiro produto de reformulação completa dos esforços em IA.

muse spark

Desde o ano passado, a empresa de Mark Zuckerberg vem direcionando investimentos para reestruturar área de IA (Crédito: Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images)

Desde o ano passado, o fundador e CEO Mark Zuckerberg vinha promovendo uma dança das cadeiras na liderança em meio à disputa de talentos no mercado e a estruturação de um laboratório de superinteligência, o Meta Superintelligence Labs, liderado por Alexandr Wang,ex-CEO da Scale AI. Os investimentos também contemplam infraestrutura de IA com novos datacenters.

A novidade é uma investida da big tech na corrida pela IA, frente à concorrentes como Google, Anthropic e OpenAI e suas respectivas ferramentas.

Entre as aplicações previstas estão atividades multimodais que envolvem questões de ciência, tecnologia e matemática, até saúde. A Meta trabalha junto a mais de mil médicos para treinar a tecnologia.

Os resultados iniciais do Muse Spark são comparados com modelos mais recente do Opus, Gemini, GPT e Grok e, segundo a companhia, demonstram uma escalada da plataforma em relação a outros players do mercado.

Também já contempla mecanismos de segurança. A empresa indica que o Muse Spark opõe-se a domínio de alto risco, como armas biológicas e químicas. “Nossas avaliações mostram que o Muse Spark se encontra dentro de margens de segurança em todas as categorias de risco de fronteira que medimos, considerando seu contexto de implantação”, indica a postagem.

Diferentemente, contudo, de outros modelos de inteligência artificial — e até mesmo seguindo uma tendência do mercado –, o lançamento da Meta é um modelo de código fechado, ou seja, o público não pode ter acesso ao código da tecnologia. Apesar disso, não descarta disponibilizar partes do modelo em código aberto futuramente.

Uma prévia da da API Muse Spark está sendo disponibilizada, inicialmente, a usuários selecionados por meio do meta.ai e do aplicativo do serviço.

“Com o Muse Spark, estamos em uma trajetória de escalonamento previsível e eficiente. Aguardamos ansiosamente para compartilhar em breve modelos cada vez mais capazes rumo à superinteligência pessoal”, declara a Meta.