Marketing

Brasil puxa crescimento da rede Dia

Expansão de 19,4% tem o Brasil com a maior alta entre os países emergentes

i 16 de janeiro de 2012 - 8h30

A receita líquida dos supermercados Dia, marca pertencente ao Carrefour, cresceu 19,4% entre os meses de janeiro e setembro de 2011, para R$ 2,053 bilhões. O Brasil perde para a Argentina, que cresceu 20%, e fica à frente da Espanha, Portugal, França, Turquia e China. Estima-se que as vendas líquidas girem em torno de R$ 2,76 bilhões, o que posicionaria o Dia como o quinto maior varejista do setor, empatado com o gaúcho Zaffari e atrás do Grupo Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart, e Cencosud.

Responsável por metade das vendas da marca nos países em desenvolvimento, o Brasil alcançou uma alta de 65% no Ebitda (ganho antes de juros, impostos, depreciação e amortização) até setembro. A expansão da rede sustenta essa performance. Em 2011, o Dia abriu 70 unidades, um recorde do setor. Somente o americano Walmart inaugurou a mesma quantidade de lojas, mesmo assim, incluindo os formatos de atacado e centro de compras.

Hoje com 450 lojas – um terço delas franqueadas – a rede é controlada pelo argentino Freddy Wu, em substituição ao espanhol Carlos Villar, mudança feita em abril de 2011. O plano é concentrar no Brasil, China, Argentina e Turquia 30% das vendas do grupo até o fim de 2013, índice que já pulou de 22% para 25% entre 2010 e 2011.

Espera-se que o Brasil contribua com o aumento do volume de produtos vendidos em cada uma das unidades que, de acordo com informações publicadas na edição dessa segunda-feira, pelo jornal Valor Econômico, possuem um custo operacional entre 5% a 6% da receita gerada no Brasil, contra uma taxa de 10% na média do segmento. O modelo adotado pelo Dia, com lojas medindo entre 400 a 1.000 metros quadrados e no máximo 3,5 mil itens, permite que a rede transfira os custos menores aos preços, que são 10% menores do que a média do mercado.

wraps