Consumo

Como os brasileiros percebem os programas de pontos

Primeira edição do estudo promovido pela Livelo juntamente com AlmapBBDO mostra como programas se tornam ativos para os consumidores

i 12 de agosto de 2026 - 11h52

Programa de pontos impactam a rotina financeira dos usuários (Crédito: -N-ON-NE-ON-AdobeStock)

Programa de pontos impactam a rotina financeira dos usuários (Crédito: -N-ON-NE-ON-AdobeStock)

A Livelo, juntamente com o LAB Humanidades, unidade de estudos de comportamento, branding e inovação da AlmapBBDO, apresentam a primeira edição do estudo A Economia Comportamental dos Pontos.

O levantamento que ouviu 1.250 entrevistados em todas as regiões do País, com uma amostra composta por 70% de usuários e 30% de não usuários de programas de fidelidade apontou como esse tipo de programa passou a integrar o planejamento dos consumidores.

Os dados revelam que os clientes percebem os programas de pontos não apenas como uma recompensa, mas um ativo no planejamento financeiro.

Entre os usuários, por exemplo, 79% afirmam que o saldo de pontos é tão real e valioso quanto o saldo em reais na conta corrente, enquanto 87% consideram o acúmulo de pontos uma forma de economia efetiva no orçamento familiar.

Para a maioria dos respondentes (80%), os programas de fidelidade contribuem para uma melhor organização financeira, reforçando seu papel como ferramenta de gestão das finanças pessoais.

Reflexos no patrimônio

A percepção dos programas de fidelidade também reflete na forma como as pessoas avaliam a construção de patrimônio realizada por meio desse benefício.

Exemplo disso é que 80% dos entrevistados que são usuários, dizem se sentir mais organizados financeiramente, enquanto 82% acompanham a fatura com mais rigor desde que começaram a acumular.

Além disso, 85% dos usuários de programas de fidelidade consideram o saldo de pontos um patrimônio, enquanto 84% sentem que perdem algo que já lhes pertence quando os pontos expiram.

Comportamento

Os programas de fidelidade também podem influenciar no comportamento dos usuários, indicando, inclusive, novos papeis a elementos financeiros já consolidados, como cartão de crédito e Pix.

O estudo aponta que 82% dos usuários migraram pagamentos do débito, Pix ou dinheiro para o cartão de crédito com o objetivo de acumular pontos, enquanto 79% dizem ter perdido o medo do cartão ao enxergá-lo como ferramenta de ganho e de controle, e não de gasto.