Marketing

Google quer se aproximar dos latinos

Principal desafio é mostrar como uma marca global pode ficar mais próxima dos usuários latino-americanos

i 26 de junho de 2012 - 9h10

O Google busca muito mais do que organizar o emaranhado de informações existentes hoje na web. A métrica engenhosamente criada pela empresa de Larry Page acha o pronto-socorro mais próximo, no auge da crise de febre dos filhos, encontra o endereço da festa dos amigos, reaproxima pessoas, antecipa respostas, inspira, acalma. Foi justamente o tom emocional que ajudou a construir a história da comunicação da marca em todo o mundo nos últimos anos.

Mas será que essa linha servirá para aproximar o Google também dos usuários latino-americanos? Esse é o principal desafio da marca hoje e foi a tônica da apresentação de Flávia Simon, diretora de marketing do Google no Brasil, durante o lançamento do ranking BrandZ Top 50 Marcas Mais Valiosas da América Latina, da Millward Brown, que tem a brasileira Petrobras na liderança com valor de US$ 10,5 bilhões.

O Google, hoje a terceira marca mais valiosa do mundo (US$ 107,8 bilhões) – atrás da Apple (US$ 183 bilhões) e da IBM (US$ 115,9 bilhões), também segundo a lista das cem marcas globais da Millward Brown –, é exemplo de que “a diferença da marca vem de uma boa experiência com o produto”, frisa Flávia. A executiva conta que o Google não é mais uma empresa de buscas. “Organizar a informação vai além da própria busca”, conta ela. Atualmente, a pressão é para o desenvolvimento de produtos que entendam as necessidades das pessoas. “Estamos na geração dos vídeos e não dos textos”, exemplifica Flávia. Além disso, as novidades devem escrever uma história capaz de “conectar a magia ao usuário”.

Pilar do posicionamento da marca globalmente, esse conceito traduz o exercício diário de práticas colaborativas, formato de trabalho que ganha cada vez mais importância no processo de criação dos produtos do Google, desconstruindo os modelos tradicionais, geralmente orientados pelo marketing. “Somente 1% dos internautas produzem conteúdo, o restante só consome”, lembra Flávia, alertando para a importância da ligação emocional da marca com essa multidão de usuários.

Esse vínculo já deu resultados positivos no Brasil, mostrando seu potencial para contaminar também os vizinhos latino-americanos. Com apenas três anos de vida, o Google Chrome já se transformou no principal browser dos brasileiros. Mundialmente, só perde para os Estados Unidos.

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