Decathlon reforça acesso ao esporte em estratégia no Brasil
Com 50 anos de atuação global e 25 no Brasil, rede cria plano de expansão e modernização de lojas

Cédric Burel, CEO da Decathlon Brasil, destaca o papel do País como mercado estratégico e polo de criação para a companhia (Créditos: Divulgação)
A Decathlon completa 50 anos de atuação global e 25 anos no Brasil, mercado que está entre os dez principais da companhia e onde mantém mais de 50 lojas físicas, com oferta de produtos voltados a mais de 65 modalidades esportivas.
No País, a operação é considerada estratégica para o crescimento global e reúne planos de expansão de lojas, principalmente em shoppings, além da modernização das unidades existentes.
Em São Paulo, a unidade da Avenida Paulista é uma das principais da operação e abriga a sede da empresa, enquanto a loja da Marginal Tietê é a principal da rede, com cerca de 4 mil m² e o conceito mais recente de comunicação e experiência, que deve ser levado a outras.
“Hoje, o Brasil não é só um mercado de consumo, mas também um centro de criação, especialmente nas categorias de fitness e beachwear, que passam a alimentar o portfólio global da marca”, afirma Cédric Burel, CEO da Decathlon no Brasil.
Esse desenvolvimento está conectado a uma estrutura global de inovação da companhia, que reúne 18 centros de design e tecnologia no mundo, sendo 12 na França, além de equipes com mais de 1.400 engenheiros e 300 designers dedicados à criação e teste de produtos.
“Nosso objetivo é continuar tornando o esporte acessível, inclusive em um cenário de inflação, mantendo produtos que facilitem a prática para mais pessoas”, completa Burel.
Conexão com o consumidor
O direcionamento é reforçado pelo estudo “O novo significado do esporte no Brasil: onde corpo, movimento e cultura se encontram”, realizado em parceria com o antropólogo Michel Alcoforado e a Consumoteca.
O levantamento aponta um descompasso entre intenção e prática esportiva no território brasileiro: embora 93% dos brasileiros desejem se exercitar, apenas 44% mantêm uma rotina ativa. Entre os principais obstáculos estão a falta de motivação (45%), tempo (39%) e custo (31%) .
Os dados também indicam que 76% dos brasileiros já foram ativos em algum momento da vida e 70% pretendem começar a se exercitar ainda este ano, reforçando que o desafio está menos no interesse e mais na manutenção da prática no dia a dia .
“O brasileiro não tem um problema com o esporte. Tem um problema com as condições para praticar”, afirma Alcoforado
De acordo com Liana, diretora de marketing, os dados ajudam a orientar a atuação da marca.
“Nosso papel é reduzir essas barreiras e ajudar cada vez mais pessoas a encontrarem uma forma de se movimentar que faça sentido dentro da sua rotina. Por exemplo, hoje, mais de 80% do nosso portfólio é composto por marcas próprias, desenvolvidas a partir do uso e do feedback direto dos praticantes”, explica.
Marketing e experiência
A estratégia de marketing prioriza canais proprietários e mídia espontânea, com foco na construção de comunidades esportivas e em uma visão centrada no cliente.
“A maior força da marca está quando outras pessoas falam sobre a gente. A mídia paga entra como suporte para amplificar essas iniciativas”, diz Liana.
Segundo a executiva, a atuação também considera a diversidade de perfis e práticas atendidas pela marca, com abordagem baseada em personalização e presença nos contextos onde o esporte acontece.
Porém, a loja física segue como elemento central dessa estratégia e como ponto de conexão com o consumidor. “A loja é um espaço de experimentação, onde o cliente pode testar produtos e vivenciar o esporte”, finaliza a executiva.
