Entrada da Gucci na F1 amplia presença do luxo no esporte
A partir de 2027, grife assume os naming rights da Alpine e reforça avanço das marcas de luxo na categoria

Além de assumir os naming rights da escuderia, a grife italiana também apresenta nova plataforma. (Créditos: Fórmula 1)
A Gucci, uma das maiores grifes de luxo do mundo, anunciou nesta quarta-feira (27), uma parceria de longo prazo com a Alpine.
A partir de 2027, a marca assume o posto de patrocinadora master da equipe francesa na principal categoria do automobilismo mundial. Com o acordo, a escuderia deve competir sob o nome “Gucci Racing Alpine Formula One Team”.
O movimento reforça uma conexão já existente entre os grupos. A Gucci pertence à Kering, liderada desde setembro do ano passado por Luca de Meo, ex-CEO do Grupo Renault, conglomerado do qual a Alpine faz parte. O executivo foi responsável pela transição da equipe Renault para Alpine.
Além de assumir os naming rights da escuderia, a grife italiana também apresentou a Gucci Racing, plataforma que reunirá conteúdos, produtos e experiências premium voltadas a seus clientes.
Além da Gucci, o grupo LVMH assinou em 2025, um contrato de patrocínio estimado em U$ 1 bilhão, que substituiu a patrocinadora Rolex, pelos dez anos seguintes. Com o movimento, a TAG Heuer assumiu a função de cronometrista da categoria, enquanto outras marcas do conglomerado, como Louis Vuitton e Moët & Chandon, passaram a integrar momentos importantes da competição.
Marcas que deixaram legado na F1
A aproximação da marca de grife com a Fórmula 1, acompanha a evolução da categoria em um território estratégico para marcas de luxo. Desde o paddock até as pistas, a F1 se consolida como uma vitrine global para o universo da moda e essa conexão vem acontecendo há décadas.
Benetton
Conhecida pela sua icônica linha United Colours of Benetton, a marca italiana marcou presença nas pitsas em 1980, quando entrou para a Fórmula 1 como patrocinadora oficial da Tyrrell. Além da parceria com a Alfa Romeo e a compra da equipe Toleman em 1985. A Benetton se tornou uma das principais equipes no início da década de 1990 e conquistou campeonatos consecutivos de pilotos em 1994 e 1995.
Sérgio Tacchini
Em 1984, ano que Ayrton Senna fez sua estreia na categoria, a marca firmou uma parceria com a Toleman, aparecendo no uniforme da equipe e capacete do Senna. Sérgio colaborou para uma das primeiras parcerias notáveis entre o vestuário esportivo e a Fórmula 1.
Armani
A marca firmou parceria plurianual com a Ferrari em 2021. A casa de moda que é sinônimo de cultura e elegância italiana, passou a fornecer trajes formais para a escuderia usar fora das pistas. Charles Leclerc e Carlos Sainz tornaram-se a cara de Giorgio Armani, e marcaram presença em eventos e jantares trajados com os ternos sob medida.
Tommy Hilfiger
A relação entre a Tommy Hilfiger e a Fórmula 1 começou nos anos 1990 quando a marca estampou os carros da Lotus e em 2001 firmou parceria para fornecer o uniforme oficial da escuderia.
Mas a parceria da marca e F1 ganhou forças, após a Tommy retornar em 2018 como parceira oficial de vestuário da Mercedes-AMG Petronas Formula One Team e do piloto Lewis Hamilton, que se mostra um ícone de moda dentro e fora das pistas.
Além das coleções Tommy x Lewis, a marca expandiu sua atuação para a F1 Academy, o cinema e eventos como o Met Gala, consolidando a parceria como um movimento cultural que conecta automobilismo, moda e entretenimento.